segunda-feira, 21 de maio de 2018

VENEZA



Veneza começou a surgir  quando o império romano foi invadido por tribos nômades barbaras  ainda no século V. e cidadãos da região de Vêneto, na Itália, resolveram refugiarem-se em ilhas que ficavam numa laguna do Mar Adriático, no noroeste do país, já ocupada por poucos pescadores. 
O domínio da região ficou por conta do Império Bizantino, cujo o centro de poder, se estabeleceu em Ravena, que só era acessível por rotas marítimas, o que permitiu que Veneza crescesse de maneira independente.


No século VII, aquela região passou a ser chamada de Sereníssima República de Veneza. Mas o que significava isto:
A Justiça em Veneza, na época da Sereníssima República, era exercida de modo exemplar e se transformou em um dos seus grandes mitos. Aos acusados era dada oportunidade de defesa e usava o mesmo rigor no caso em que eles pertencessem à classe dirigente. A inexorabilidade e a eficácia dos órgãos da justiça vêneta de então permitiram conter a criminalidade. No período compreendido entre os anos de 1300 e 1797, portanto em quase quinhentos anos, as condenações à morte foram em número de 1279, ou aproximadamente de duas ao ano. Trata-se de um número pequeno em relação ao que acontecia nesse mesmo período no resto da Europa. A pena mais severa depois da de morte era a de exílio, expulsão dos domínios da República de Veneza.
Fonte: Arquivos da La Piave FAINORS Federação Vêneta.



No século IX, o crescimento econômico e social garantiu a independência da cidade-Estado. Veneza estava se tornando a mais importante e poderosa cidade das quatro Repúblicas Marítimas da península itálica, que tinham o domínio comercial das rotas do mar Mediterrâneo.
A posição estratégica no mar Adriático, garantiu que os navios, usados tanto para o comércio quanto para fins militares, a tornassem rica e poderosa. Era em Veneza que acontecia o comércio entre o Ocidente e o Oriente, muito antes da América sonhar em ser descoberta.
Com o crescimento e desenvolvimento, foi necessário ampliar a cidade unindo as pequenas ilhotas separadas pelo mar, aumentando o seu espaço de terra, remodelando  os canais e construindo pontes que as interligassem. Das 65 ilhotas que formavam a cidade, passaram a 118, o que permanece até hoje.


A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência de Veneza. A descoberta da America por Cristóvão Colombo (1492) e do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos.
Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte que com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu seu território entre França e Império Habsburgo.(Áustria).


Veneza ainda é rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam sua profundidade. Era também uma cidade entrincheirada, protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam submersos e só descobertos na baixa-maré. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram sinalizadas com fileiras de estacas, com luzes à noite. Até os dias de hoje, se faz necessária a limpeza e manutenção destes canais, cujo o fundo é composto de camadas de madeira (arvores) que em contato com a água salgada não apodrecem, areia e pedras.


Veneza funciona como qualquer outra cidade da Europa e do mundo, a diferença é que todos os serviços, como segurança publica, ambulâncias, transportes públicos, de cargas e descargas em geral, são feitos por barcos. 
Veneza é dividida em duas partes. “Veneza Mestre”, que fica no continente; e a Veneza propriamente dita, a parte turística recortada por canais, que conhecemos de fotos e dos filmes. A Veneza turística tem o formato de um peixe e é dividida em seis regiões ou bairros: Cannaregio, Castello, Dorsoduro, San Marco, San Polo e Santa Croce.


Mas como se chega até Veneza se é proibido a circulação de veículos na cidade?
Chega-se atravessando a Ponte della Libertà. que liga o continente à laguna.  Sendo que, ao chegar à laguna, temos de imediatamente seguir para os enormes prédios de estacionamentos, onde são deixados os veículos que andam por terra. São vários prédios, com preços de diárias em torno de 21 à 26 Euros: (Venezia Tronchetto Parking)  (Autorimessa Comunale). O Autorimessa Comunale o mais bem localizado e o mais econômico: Tronchetto.
Em seguida toma-se um vaporetto, embarcação típica de Veneza usada como meio de transporte público nos canais da cidade cujo o preço do bilhete é 7,50 euros e dura 75 minutos. Nesse espaço de tempo você pode subir e descer da embarcação quantas vezes quiser.
Veneza é uma cidade unica, que te remete ao romantismo, principalmente a noite quando suas luzes de cor amarela, formando sombras nas estreitas ruelas e casarões seculares que também se refletem sobre os canais.


Recortada por um emaranhado de becos, alguns sem saída, não é difícil se perder na cidade. É possível percorrê-la toda a pé tranquilamente, até mesmo porque o melhor modo de conhecê-la é caminhar e se “perder por lá” Mas para os que preferem se orientar com segurança em Veneza, sem o risco de se perder, é preciso saber que existem basicamente três direções a serem seguidas: a Piazza de São Marco, a Ponte Rialto e a Ferrovia. Por onde você andar, sempre encontrará placas indicando o sentido de um desses locais. E aí fica muito fácil se locomover. Basta você saber para onde quer ir e seguir as placas amarelas.


Piazza San Marco:
Esta é a praça principal de Veneza. Na Piazza San Marco estão vários pontos turísticos importantes para você conhecer em Veneza: A Basílica di San Marco, a Torre do Campanário, a Torre dell”Orologio (original do século 14), o Palácio Ducal e a Piazzetta di San Marco, praça famosa com o Leão Alado, o símbolo da cidade. Visite a praça durante o dia e também durante a noite: o cenário é o mesmo, mas a sua percepção será totalmente diferente. Existem agencias de turismo que vendem passeios pela cidade, durante a noite, Inicia com passeio de barco pelo grande canal, jantar incluído e depois passeio á pé pelos principais atrativos. 


Basílica di San Marco:
A igreja mais famosa da cidade construída no ano de 828, para abrigar o corpo de São Marcos trazido de Alexandria. Situada na Piazza di San Marco, a construção realmente impressiona pelo tamanho e beleza arquitetônica. união entre a cultura oriental e ocidental. Embora a obra atual pertença basicamente ao século XI, a basílica sofreu diferentes alterações e modificações com o passar do tempo.
A basílica atual, de planta de cruz latina e cinco cúpulas, se tornou a catedral da cidade em 1807. Conta com mais de 4.000 metros quadrados de mosaicos, alguns do século XIII, e 500 colunas do século III.


Torre do Campanário:
A primeira versão da construção da torre data do século IX e desmoronou em 1902 – sendo reconstruída com base em um projeto do século 16. A vista que você terá lá de cima, da Torre do Campanário, é sensacional! Você consegue ver Veneza por outro ângulo e logo abaixo de você está a Basílica di San Marco. Inclusive, foi nesta torre que Galileu Galilei apresentou seu telescópio para o governante de Veneza em 1609.


Palazzo Ducale:
O Palácio Ducal também é conhecido como Palácio do Doge e foi construído em 1424. A arquitetura possui um estilo gótico e o local era a antiga sede do doge, o governante de Veneza. Como praticamente todas as construções da cidade, você ficará encantado ao observar os detalhes da fachada do local.


Ponte dos Suspiros:
Apesar dos turistas fazerem fotos diante dela, remetendo-a a ideia de  romantismo, nada tem a ver, a ponte é chamada de Ponte dos Suspiros porque ligava o Palazzo Ducale às Prigioni Nove, edifício famoso e construído para abrigar uma prisão. Dessa forma, os réus eram julgados no Palazzo Ducale e, se condenados, atravessavam pela Ponte dos Suspiros e eram encaminhados à prisão. Por isso a origem do nome, por ser o último suspiro de liberdade.


Ponte Rialto:
Uma das pontes mais lindas da Europa. A Ponte Rialto inicialmente era toda de madeira que com o tempo começou a ruir. Em 1588, foi reerguida sendo toda de pedra e contendo um único arco. Se você fizer um passeio de Vaporetto, com certeza passará por baixo da Ponte Rialto.


Ilha de Murano: 
Murano, embora descrita como uma ilha da lagoa de Veneza, é de fato um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais, unidas por pontes entre si e localizada a somente a 1 km do centro de Veneza.
É neste lugar que são confeccionado belas peças de artesanato em vidro como colares, vasos, taças, copos, esculturas em cristal. A tradição de objetos em vidro, data do império Bizantino.

Passeios de gondolas:
Os gondoleiros estão por todas as partes aqui em Veneza. Eles comunicam uns com os outros em dialeto e todos se conhecem. Por muitos anos, a licença para praticar a profissão era passada de pai para filho. O gondoleiro que não tinha filhos homens, podia passar para um aprendiz em que confiava. Para ter a licença porém, o aprendiz ou o gondoleiro herdeiro tinha que passar por um teste de remo. Hoje, para tornar-se gondoleiro é necessário muito mais do que isso.Os aspirantes a gondoleiro devem fazer um curso onde aprendem história e a arte de Veneza, além de pelo menos uma língua estrangeira. Depois é necessário fazer um concurso público. Com a aprovação, o gondoleiro deve realizar um estágio com um profissional e depois deste período passa por uma prova prática, com uma banca formada por outros gondoleiros. Passada esta etapa ele finalmente obtém a licença e pode trabalhar oficialmente como gondoleiro.


No passado as gôndolas eram coloridas e decoradas com muito esmero. As famílias enriqueciam as gôndolas com decorações, pinturas, ornamentos dourados, flores e gastavam uma verdadeira fortuna para demonstrarem seu poder e riqueza por meio de sua gôndola. A mania de ostentação acabou depois que uma lei do Senado definiu que todas as gôndolas deveriam ser pretas e proibiu as decorações exageradas, padronizando assim o meio de transporte. Nos dias de hoje, as gondolas são mais usadas para o turismo. O ingresso é bem salgado, cerca de 80£ para mais, por 45 minutos.
Veneza é uma cidade de identidade própria, tão diferente, tão bonita e emblemática, que nos remete a sentimentos humanos de difícil explicação.
Até o próximo destino!



quinta-feira, 17 de maio de 2018

MILÃO.


Minha primeira parada ao chegar na Itália foi em Milão, capital da região da Lombardia, com cerca de 1 308 735 habitantes. A área urbana de Milão é a quinta maior da União Europeia, e a região metropolitana é a maior e mais populosa da Itália. Apelidada de a capital da moda,  possui a catedral gótica mais bela do mundo.

DUOMO DE MILÃO:
Essa maravilha da arquitetura medieval tem um pouco de tudo para agradar turistas e deixar os milaneses orgulhosos: O belíssimo revestimento de mármore de Candoglia, (pedra cristalina de cor rosa, retirado da aldeia de Candoglia, no município de Mergozzo), que combina com uma resistência excepcional devido às propriedades físico-químicas). Os vitrais da Catedral do século 13 são de impressionar qualquer simples mortal.


Um pouco de história: O Duomo conforme dizem os italianos é o mesmo que catedral. (A palavra duomo vem do latin: domus e significa casa. Pode ser qualquer casa, que no contexto religioso passou a ser a casa de Deus.)  A sede da arquidiocese ou Duomo de Milão, está localizado na praça central da cidade e é a quarta maior igreja da Europa com uma superfície interna de 11.700 metros quadrados. Começou a ser construída em 1386 e só foi finalizada no no século XIX, ou seja, levou mais de 400 anos para ser concluída.
O que ver no Duomo de Milão?
Além do magnifico edifício com inúmeras belas esculturas, em cima da torre mais alta da catedral, encontra-se a famosa Madoninna, uma estátua dourada (de cobre), que representa a Madonna Assunta e é o símbolo da cidade.
Os batistérios de S. Giovanni alle Fonti e de Santo Stefano, o museu do Duomo e as inúmeras obras de arte como a tumba de Gian Giacomo Medici de Leone Leoni (1563); o banco em nogueira reservado aos bispos (1572-1620); o santo chiodo (prego santo) da cruz de Jesus, conservado num tabernáculo em cima do altar; os vitrais históricos dos séculos XV e XVI; o candelabro Trivulzio, obra em bronze predominantemente gótica; a Meridiana e a cripta de San Carlo di Richini (1606) com o caixão que conserva o corpo de Carlo Borromeo.
Uma das maiores e mais conhecidas obras de arte do mundo está em Milão. O que poucos sabem é que a obra A Santa Ceia, trata-se de uma parede pintada por Leonardo da Vinci e não um quadro. A visitação é controlada e feita a grupos de 25 pessoas a cada 15 minutos.
O terraço, com vista para a praça do Duomo, para a cúpula da galeria Vittorio Emanuele, para os arranha-céus de Porta Nuova, tem uma superfície de 8.000 metros quadrados, feita com mármore de Condoglia. Para subir no terraço pega-se um elevador e paga-se € 13 por pessoa, mas se você quiser enfrentar os 201 a pé, é de graça.


GALERIA VITTÓRIO EMANUELE:


A Galeria Vittorio Emanuele,  foi inaugurada em 15 de setembro de 1867, na presença do rei Vittorio Emanuele II e está localizada na praça a o lado da Duomo de Milão, que por sua vez, possui as boutiques, lojas, relojoarias, restaurantes mais caros da cidade. Projetada como um corredor entre a Praça Duomo e a Praça Scala, era usada pela burguesia milanesa para passear antes ou depois dos espetáculos do Teatro Scala. A bela cupula de ferro e vidro em estilo eclético, abriga lojas como a primeira Prada aberta na Itália,  restaurantes e bares históricos e luxuosos como o Campari e  o Camparino, com uma variável lista de coquetéis a base de campari e de fama mundial.


Milão conta com 18 linhas de bonde que percorrem a cidade até depois da meia-noite, sendo o meio de transporte com o horário mais amplo. Os bondes estão numerados de 1 a 33. As passagens podem ser adquiridas nas estações de metrô ou nas bancas de jornal, a partir de 1,50 euros, de acordo com o tempo de uso. £1,50 por 90 minutos após a validação. Os bondes circulam por Milão desde 1876, quando eram puxados por cavalos.


Milão é a capital italiana da moda e reúne lojas de grandes estilistas e joalherias renomadas no exclusivo quadrilátero do ouro, delimitado pelas vias Monte Napoleone, Alessandro Manzoni, della Spiga e pela corso Venezia.
A porta de entrada do quadrilátero da moda é a via Monte Napoleone, considerada uma das dez ruas de compras mais luxuosas do mundo e embora as ruas não sejam muito longas, a quantidade de lojas concentradas por ali é enorme.


HISTÓRIA DO QUADRILÁTERO DA MODA:
Desde a Idade Média até o começo do século XVIII, a atual via Monte Napoleone chamava-se Contrada di Sant’Andrea e era uma espécie de fronteira urbana, uma região de conventos e mosteiros com grandes hortas.
No final do século XVIII e no início do século XIX, os aristocratas, que juntamente com o clero representavam apenas 9% da população, mas eram proprietários de dois terços das terras milanesas, invadiram a região desalojando freiras e monges e transformando as hortas em jardins públicos.
O nome Contrada di Sant’Andrea foi substituído por Monte di Santa Teresa em 1872, quando a imperatriz Maria Teresa da Áustria ordenou a abertura de uma loja de penhores no número 12 da rua Contrada. A loja de penhores fechou doze anos depois, mas foi reaberta por Napoleão Bonaparte. Em sua homenagem, a casa de penhores e a rua mudaram de nome mais uma vez.
No século XIX, a via Monte Napoleone recebeu muitas famílias ricas e alguns personagens milaneses ilustres como o escritor Carlo Porta e o poeta Tommaso Grossi. Também reza a lenda que Giuseppe Verdi compôs Nabucco ali.
A partir dos anos 50, a via Monte Napoleone impôs-se como uma das ruas de compras mais importantes do mundo.
Hoje caracteriza-se pela presença massiva de marcas de grande prestígio, responsáveis por cerca de 12% do PIB total de Milão.
créditos ao site: O Guai de Milão.

terça-feira, 15 de maio de 2018

ROMA. A CIDADE ETERNA.

Então chegou o dia de conhecer um outro pedacinho da Europa, em forma de uma bota, chamado Itália, que eu há tanto tempo sonhei conhecer. O pacote foi de 10 dias (06/04 à 16/04/2018), onde deu para conhecer 10 cidades. Um pouco apertado, mas valeu a pena, tratando-se de um lugar como a Itália e em particular Roma.
Acho que essa vontade surgiu, quando comecei a apreciar nos telões do cinema, os grandes clássicos como: La Doce Vita, Morte em Veneza, Ladrões de Bicicletas, Cinema Paradiso, Amarcorde e tantos outros filmes de importantes diretores italianos, que povoou de beleza e encantamento a minha imaginação e de muitos outros cinéfilos.


De repente a oportunidade de passar 10 dias na Itália bateu na minha porta, dando-me  a chance de vivenciar momentos mágicos, de estar em lugares que até então me pareciam inventados pelo cinema e que ao contrario, são tão reais quanto eu, bastava vê-los, toca-los, quando possivel.
Acho que as coisas funcionam meio que desta forma pra mim: Elas só passam a existir de fato, quando tenho algum contato visual.


Mas mesmo sendo tudo tão real, Roma parece uma cidade cenográfica, por comportar tanta beleza, cultura e história em suas ruas estreitas, avenidas, praças, pontes, prédios e monumentos seculares. As ruas estreitas e sinuosas de alguns bairros, por exemplo, te reportam para as cenas inusitadas dos filmes de Fellini, de Rossellinni, de Vittorio De Sica, transformando tudo em nossa volta, como numa cena de filme, porém, inacreditavelmente real. É só se beliscar para se ter certeza de que não é sonho, e que estamos acordados!


Roma é de fato o berço da civilização ocidental, onde o passado e o presente se encontram em cada esquina com seus surpreendentes monumentos, um museu a céu aberto com mais de 2.700 anos de existência e que nenhuma outra cidade do mundo conseguiu superar.
Apesar disto, Roma nos dias de hoje, possui pouco espaço nos centros urbanos para se viver, as construções são baixas e sem garagens para guardar carros, poucos estacionamentos, que obriga os romanos a comprarem veículos cada vez menores.
O sistema de linhas de metrô, por exemplo, tem um cumprimento de 38 quilômetros, operando somente duas linhas A e B ao redor da cidade, contra os 213 quilômetros de linhas de Paris e os 408 quilômetros de linhas de Londres. A frágil composição geológica da cidade e a descoberta de sítios arqueológicos com artefatos de grande valia,  tornaram inviável as grandes escavações, para projetos arquitetônicos e transportes urbanos de grande porte.


RIONE TRASTEVERE:
Trastevere é o nome de um bairro charmoso e boêmio da cidade eterna (Roma), como a nossa Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre. Localizado na margem ocidental do rio Tibre e ao sul do Vaticano. O nome Trastevere vem do latim e significa além do Tibre ou além do Tevere. Ou seja, depois do Rio Tevere. Caminhar por suas ruas estreitas e cheias de restaurantes, bares, tratorias, atelieres, até se perder é algo que ficará pra sempre na memoria de quem o visita. O bairro abriga galerias de arte e recebe feiras livres, principalmente durante o verão, quando as margens do rio são tomadas por bares, restaurantes e outras atrações, como um cinema ao ar livre.


No bairro, não faltam lambretas coloridas, pequenos carros para uso de duas pessoas, gente jovem e bonita, que preferem um lugar de encontro mais alternativo, porem com a mesma qualidade gastronômica, que os grandes centros do mundo.
Neste lugar o uso do forno de microondas nos restaurantes é proibido. Todo e qualquer ingrediente no preparo de pratos é fresco e levam no mínimo 40 minutos para serem servidos. A ordem aqui é sentar, beber e apreciar sem pressa o que de melhor existe em termos de comida.
E por falar em comida...

DICA CURIOSA 1 A salada:
Na Itália, a salada é servida como um prato, seria a segunda etapa de uma refeição e nunca antes o primeiro. Pedir uma salada como um aperitivo ( ou entrada) não é comum: os italianos preferem usar salada para limpar o paladar depois de comer a maioria de sua refeição.
DICA 3 Massas e carne no mesmo prato: 
Os italianos nunca colocam os dois no mesmo prato. Pasta é uma coisa, carne, frango e almôndegas são outra: você nunca vai vê-los misturados. 

DICA CURIOSA 2: O café:
O café italiano é bem forte e concentrado em uma pequena dose. Não se assuste quando você ver o café, é a metade de um expresso brasileiro, às vezes até menos. Então não pense “que mãos de vaca! Por que colocou só isso?”. Se quiser um expresso como o do Brasil, peça um café lungo. Caso goste do café bem fraquinho peça um café americano. Vivendo e aprendendo



VATICANO:
Mas a visita a Roma não estaria completa sem conhecer os museus do Vaticano, um conglomerado de museus em um só, fundado em 1506 pelo Papa Júlio II, com uma vasta coleção de arte e peças reunidas ao longo dos séculos.
Nos Museus você encontrará a história do mundo, como a Estátua de Hércules, a estátua de Laocoonte e filhos, os bustos de deuses da Roma Antiga, o sarcófago de Santa Helena, múmias e a divina Capela Sistina, pintada por Michelangelo.


Vai encontrar também, as Salas de Rafael, o Museu Pio Clementino, Museu Gregoriano Etrusco, Museu Gregoria Egípcio, Pátio da Pinha, Apartamentos Borgia, Museu Chiaramonti, Sala Imaculada Conceição, e tantas outras indescritíveis.


Separe pelo menos 4 horas para visitar os museus. Os ingressos para adultos custam €16. Se comprar online pela Internet pagara €27 que apesar de mais caro, tem duas grandes vantagens: não pega fila para comprar o ingresso e corta todas as filas para entrar nos Museus.


O Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano é a sede da Igreja Católica e uma cidade-Estado soberana sem costa marítima, cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália que existe desde 1929.


A Cidade do Vaticano é um Estado eclesiástico ou teocrático-monárquico, governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico.
Uma visita a este lugar vale a pena para se ter noção da riqueza e do poderio adquirido pela igreja neste passar de seculos. 





quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

UM JOVEM CHAMADO LUCAS

O suicídio de um jovem colega de trabalho, esta semana, deixou todos os outros colegas surpresos, tristonhos, indignados, perdidos, sem respostas, sem saber o que pensar, se perguntando principalmente o que teria levado ele a cometer tamanha atrocidade com a própria vida. 
Algumas resenhas emocionadas e micro-textos foram postadas no Facebook em memoria do que ficou de sua lembrança, um adeus, um descansa em paz  e quem sabe do que poderia ter sido feito para evitar este trágico desfecho, por que ninguém sequer havia percebido, a sua possível tristeza, a sua solidão, o seu sentimento de abandono que desencadeou tudo isto; afinal era um jovem aparentemente feliz e com uma vida inteira de conquistas pela frente.
Mas nada me tira da cabeça a responsabilidade da sociedade como um todo, causadora das deformidades e doenças que acometem a integridade emocional das pessoas que tentam sobreviver a ela.
A sociedade cria monstros, vitimas e suicidas que vê na própria morte uma libertação, um alivio da dor e do peso que carregam. Cria também, surdos, mudos e cegos, que não conseguem mais perceber que a sua volta existem pessoas precisando de alguma atenção, uma gentileza, um sorriso, uma palavra, um abraço.
Somos co-responsáveis, pela falta de tempo, pelo olhar desatento, pela falta de comprometimento e uso de protocolos.
Um dia, quem sabe, passaremos a ser menos juízes e mais fraternais.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ENTÃO VAMOS!

Depois de subir a escadaria e chegar ate a porta recostada, nos enchemos de coragem e a empurramos, fazendo a abrir sem dificuldade. Lá dentro a pouca iluminação, por falta de lampadas e janelas fechadas, causavam a sensação de que ainda era noite, daquelas noites estranhamente silenciosas e que pareia  não haver mais ninguém acordado no mundo.
De um dos cômodos, a unica lâmpada ligada, distribuía um facho de luz que chegava até nós, na sala e então ela apareceu, de cabelo amarrado, vestido florido e arrastando uma mala de rodinhas. Olhou-nos como se nos conhecesse e estivéssemos sendo esperados e cruzou a sala dizendo: Vamos, já estou pronta para a viagem!
Tudo seria absolutamente normal, se não fosse o fato de que ela estava sendo conduzida por nós, a uma simples consulta psiquiátrica.
Mas pera ai... O que é absolutamente anormal nesta história, se cada um vive no seu tempo emocional. A loucura talvez seja apenas um apelido que damos a este encontro de sentimentos, absolutamente diferentes, a o que chamamos realidade.

LOBOS FAMINTOS.

Tem coisas que acontecem no dia a dia da gente, que é lamentável e mesmo sendo um fato real, fica parecendo cena de novela das Seis. 
As pessoas podem sentirem-se no direito de criticar você e o seu trabalho,  simulando com aquele olhar fraternal e de responsabilidade social consciente, mas quando reúnem outras pessoas para falarem disto, nos churrasquinhos de fundo de quintal, aos finais de semana, isto tem outra motivação, é mau-caratismo e fofoca, disfarçado de outros nomes.
E pra deixar claro o que o dicionario descreve, sobre esses dissimulados e egoístas, são pessoas de caráter mau e traiçoeiras, não inspiram confiança. É sinônimo de cafajeste, canalha, patife, velhaco, calhorda, desonesto, entre outros.
São como lobos famintos que mesmo alimentados com cuidado e atenção, te mordem a mão quando ficas desatento.


sábado, 3 de fevereiro de 2018

UM QUADRO NO CÉU



Quando vi este pôr de Sol, no terraço da minha casa, pensei com meus botões: O que se aprende não é somente o que se vê e se lê, mas o entendimento amplo da leitura que fizemos interiormente. Não é a toa que muitas leituras nos são surpreendentemente, transgressoras e transformadoras!..

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

2018

2018 chegou em mim com uma força diferente dos outros anos. Força de mudanças, cuja a responsabilidade maior, depende só de ajusta-la na vida, como uma verdade, através da mudança de hábitos, atitudes, reflexões que geram novos pensamentos e olhares, abrindo novos caminhos e abdicando de certos privilégios. 
Li uma frase que não vou identificar o autor, mas que ajudou na minha decisão:
"Não abro mão da minha horta, nem do meu galinheiro. Isto não é questão de idade, isto é questão de oposição!"
Não, eu não vou fazer uma horta nem criar galinhas, mas pensei que abrindo mão de certas concessões, também posso fazer oposição.

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