sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Não tenho certeza de nada,
por que é assim que deve ser e devemos viver, sem certezas.
Certezas empobrecem nosso intelecto,
desativam todas as nossas possibilidades de criatividade.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Todas as noites quando estou na minha casa, abro a janela de meu quarto para namorar com a lua, abraçar as estrelas e tomar banho de vento. Então me pergunto o que faz as pessoas terem tanto medo da solidão e agarrarem-se a pequenas coisas, a sentimentos mesquinhos, a sentirem dor em feridas antigas, que nunca cicatrizam.

Tenho meus momentos de melancolia, mas estes, servem para adubar o crescimento das minhas alegrias, das minhas poucas e inseguras certezas.

Pela manhã quando posso, dou uma lida em todos os blogs que tenho registrado em meu laptop e em especial as postagens de Edson Marques que particularmente tenho apreço pelo que escreve e então me deparei com esta frase causadora de polêmica interna, que nos faz parar por alguns segundos que seja e pensar na metodologia que utilizamos para nossas verdades. Verdades que achamos muitas vezes serem imutáveis, intransponíveis, perenes, maiores que nós mesmos pelo peso que a atribuímos.
Que
são falhas e muitas vezes geradoras de preconceitos, angustias, dor:

"Temos que ser infiéis às nossas convicções.
Ou não mudaremos nunca".


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Presente delicado

video
Quando assisti este vídeo, na casa de uma amiga, percebi a delicadeza de sua mensagem.
Resolvi então posta-la por aqui.

Noite dessas, descobri o como estava necessitado de coisas que não mais me lembrava de suas existências. Faltavam-me tantas perguntas e repostas intimas e que foram sendo respondidas sob o vento discreto e temperado que entrava pela janela do meu quarto. Sob brindes, sob copos de vinho tinto que se renovavam. Sob olhares curiosos, atenção, gestos e expressão de carinho, de delicadeza.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Esta noite após ler algumas paginas do livro: Um olhar Sobre a Cultura Brasileira, de Francisco Welffort e Marcio Souza, emprestado por uma prestimosa amiga, dormi abraçado em mim mesmo como há muito tempo não fazia. Curioso, feliz. Sinto que a os poucos reato alguma relação de amor comigo mesmo. Tenho esperança neste namoro por enquanto incondicional, silencioso, necessário!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Sentado nesta praça, fico olhando todo este mar verde na minha frente. Embora tenha sol, o vento hoje é de um abril diferente e distante, de um setembro sem chuvas, de um outubro de folhas que não cairam... Lembrei então de minha avó, mulher simples, que mal sabia escrever seu nome, porem hábitos refinados e personalidade forte. Um grande coração.Teve três maridos em sua vida e viuvou de todos. Conheci apenas o ultimo. Longos anos de minha vida convivi com ela, recebendo sua atenção, seu carinho peculiar, suas idéias de como via a vida. Quando partiu aos 66 anos, pensei viver um pesadelo. Uma cratera abriu-se em baixo de meus pés e engoliu-me por inteiro. Lembro-me que chorei por mais de uma semana, inconsolado, escondido, culpado. Hoje, depois de 32 anos, voltei a chorar de saudades.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Todas as noites quando me acomodo na cama, deito bem no meio dela. Abro meus braços e minhas pernas tentando ocupar todo a dimensão que ali disponho. Esta sensação de liberdade física faz-me sentir bem. Depois vou me movimentando e me enrolando nas cobertas de modo a encontrar todas as posições. Algumas vezes coloco os pés na cabeceira ou me atravesso na transversal, na diagonal, na perpendicular em busca da melhor forma de me acomodar em angulos possiveis. Porém acordo-me pela manhã, com o rosto virado para a janela onde entra a luz e normalmente vejo-me encolhido como se sentisse frio e a cama tivesse diminuído sem que eu percebesse.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008


Hoje pela manhã quando acordei e abri meu hotmail, encontrei uma declaração de amor. A partir disto, meu dia teve outra cor, outra luz, outro destino.
Dizia apenas:
Ti amu!
Depois se repetia no meu celular:
Pai, ti amu!
Postei estas fotos de Saudek que encontrei na internet e que acho de uma beleza impar.
Jan Saudek nasceu em Praga em 1935. Quando jovem, ele e um irmão estiveram presos num campo de concentração nazista onde conseguiram escapar por sorte. Saudek usa sua fotografia como forma de expressão, foi um dos primeiros fotógrafos tchecos á ser conhecido no ocidente. Suas fotografias expressam a sexualidade, as relações interpessoais, o movimento do tempo, a velhice, a nudez ilícita.







Você pode esconder a verdade ou acreditar na mentira, mas certamente algo que se sobrepõe a tudo isto um dia:

A separação inicia seu processo de forma lenta. Os desgastes e os desencantos vão sendo inoculados no cotidiano de um casal, ocupando gradativamente os espaços, que antes em algum tempo, era ocupado pela magia e pelo encantamento. Em um momento já distanciado da lembrança, o espelho de cristal partiu-se. Emendar espelho é impossível. A imagem refletida é uma imagem partida, dividida e cheia de desfigurações e distorções. A crise conjugal!
Li em algum lugar na internet que a separação inicia seu processo de forma lenta. Os desgastes e os desencantos vão sendo inoculados no cotidiano de um casal, ocupando gradativamente os espaços, que antes em algum tempo, era ocupado pela magia e pelo encantamento. Em um momento já distanciado da lembrança, o espelho de cristal partiu-se. Emendar espelho é impossível. A imagem refletida é uma imagem partida, dividida e cheia de desfigurações e distorções. A crise conjugal!
O importante é que se tenha em mente que nem tudo está perdido. Que a vida é feita de surpresas com sobressaltos. Que temos o direito de ser felizes não importa quantas chances pudermos nos dar.
Enfim, quando uma relação termina é importante:

-identificar e entender os motivos pelo qual a relação terminou;
- identificar os sentimentos que ainda nutre pela pessoa que se separou;
- saber o que deseja de um relacionamento;
- não confundir carência afetiva com amor;
- aprender a enfrentar os momentos de solidão até que consiga sentir prazer em estar em sua própria companhia;
- aprender a cuidar de si mesmo;
- respeitar os próprios sentimentos;
- suprir suas necessidades emocionais;
- estar atento à repetição de padrão;
- preparar os filhos para receber outra pessoa;
- fazer uma psicoterapia para elevar seu autoconhecimento;
- amar-se;
- estar disposto a começar um novo relacionamento baseado na troca, respeito, amizade, cumplicidade, verdade, fidelidade, admiração, e acima de tudo, muito,
muito amor!
Estando consciente de que nenhuma união irá satisfazer todas suas necessidades e que é importante antes de amar alguém, se nutrir de seu próprio amor, poderá viver seu novo relacionamento sem medos, mas com a certeza de que está se permitindo ser simplesmente feliz!


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Blues da Piedade.

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Cazuza

Postei a letra da musica de Cazuza, em meu blog, para mim mesmo. Para que de vez em quando eu leia e lembre de não fixar-me em coisas menores, em sentimentos que não levam a lugar algum, que serve apenas para aumentar angustias.


domingo, 17 de fevereiro de 2008

Não posso me permitir sentir todo este mal estar.
Esta súbita explosão de descontentamento cada vez que te encontro, cada vez que olho dentro do teu olho e vejo outra alma, outro ser que não é aquele que acreditava conhecer.
O jeito é o esquecimento.
É apagar os caminhos que me levam a tudo isto.
Esquecer...
Definitivamente, esquecer...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Trilha em Guarda do Embaú

Acordei-me como todos os outros dias, cedo, e lembrei-me do passeio que fiz ontem em uma trilha no morro ao lado do Rio da Madre. Não é uma trilha difícil de se fazer, leva-se no percurso de ida, uns quarenta e cinco minutos caminhando pela encosta na beira do mar e entre pedras e chegando-se a uma prainha tranqüila e de aguas cristalinas a o final do trajeto, para um banho compensador. O morro é coberto de vegetação nativa e a visão la de cima é magnífica. Este contato com a natureza nos permite indagações pessoais sobre nos mesmos, sobre nossas dificuldades diante da vida, sobre nossas transições emocionais e chegando-se a conclusão que tudo é pequeno e recuperavel diante da grandeza da natureza. Nos sentimos uns merdas por sofrer por coisas tão pequenas e comuns que surgem para crescer-mos, para talves ter-mos uma segunda ou terceira chance de buscar-mos nós mesmos de reconhecer-mos nossas fragilidades e quem sabe a tão esperada felicidade...

Amanhã retorno à Porto Alegre com a alma de certa forma lavada, com a leveza que esses dias de descanço me proporcionaram. Retorno para dar inicio aos meus dias de trabalho, um pouco mais leve, mais resignado, mais otimista, mais esperançoso.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Garopaba é ali, cruzando-se a serra



Hoje o sorriso de meu filho se alargou quando fomos á Garopaba encontrar seus amigos. Estavam todos por lá como num encontro marcado para a alegria. Deixei-o na casa do amigo Guilherme e resolvi subir a serra do Tabuleiro para apreciar toda a beleza do lugar. É tudo de um fascínio tão grande que não acredita-se no que se ve la de cima.
Existe inclusive um lago em formato de coração cercado por uma vasta area verde e morros com penhasco como só vistos em produções cinematográficas. Este caminho alternativo faz-se, saindo da Guarda do Embau e entrando no municipio de Paulo Lopes pela BR 101 mais ou menos 8km. Depois se atalha pelos morros, saindo dentro da cidade de Garopaba, diminuindo consideravelmente a distancia, e o risco de se percorrer pela auto estrada em eterna construção, assim como o consumo de combustivel. O visual lá de cima da serra é um presente aos olhos.
Assim que forem liberadas as fotos postarei aqui no blog para que voces tenham a idéia do que é toda a beleza do lugar.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ponta do Papagaio e Sonho quase se encontram


Aqui em Guarda está tudo muito bom. O Mar, o sol e a parceria. Porem queríamos ir mares além. Motivo? Espírito aventureiro agregado aos exorbitantes preços cobrados na praia. Um micro X burguer catarinense R$ 8,00. Café da manhã não se encontrava por menos de R$ 8,00. Almoço composto de um peixe grelhado com arroz e salada para duas pessoas não tinha por menos de R$ 38,00 à R$ 42,00 enquanto que nas praias vizinhas o preço habitual era de R$ 21,00 á R$ 23,00. Sem falar na travessia que se faz de barco para chegar até o mar: R$ 2,00 de ida e mais R$ 2,00 a volta sem choro nem vela. Reclamei à uma moradora e comerciante do local sobre os altos preços cobrados na praia o que ela me disse que tal valorização dava-se a o fato do modelo Paulo Zulu morar ou ter uma pousada no local.
Me pergunto: Será que ator e modelo celebridade é responsável por transformar uma bela e pequena vila de pescadores num reduto de mercenários? Não posso crer.

Hoje fomos para Ponta do Papagaio, praia de beleza indiscutivel (foto acima), que se separa da Praia do Sonho por apenas uma estreita faixa de terra. Depois de uma longa caminhada almoçamos um delicioso namorada grelhado com molho de limão, depois conhecemos a praia do Sonho e um pulinho em Pinheira.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

PONTA DO PAPAGAIO - EM STA CATARINA.


O Balneário Ponta do Papagaio localizado em Santa Catarina, faz parte do município de Palhoça e é uma das mais belas praias do litoral brasileiro. Situa-se no continente ao sul de Florianópolis, tendo como pano de fundo um belo cenário de encher os olhos. Localizada entre a praia da Pinheira ao sul e a praia do Sonho ao norte e em direção ao mar as (2 Ilhas dos papagaios), a ilhota da Fortaleza, o sul da Ilha de Santa Catarina com o farol e a Praia de Naufragados.


A península que hoje forma a praia e liga o continente a uma das ilhas (que hoje não é mais ilha), ja foi uma barra onde atracava embarcações. Suas águas límpidas, tranqüilas e sem poluição, são um convite ao banho. O Balneário oferece ainda além de tranqüilidade, opção para ótimos passeios e excelentes ofertas de hospedagem.
FORTALEZA N. SRA. DA CONCEIÇÃO:
 A ex ilha possui uma trilha que á circula, onde é possível ter uma vista privilegiada da região, alem da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição datada de 1742 e 1744, situada na Ilhota de Araçatuba.

foto de: http://floripatransportesexecutivo.wordpress.com/turismofortalezas/

Esta praia na verdade é formada por duas praias, uma de cada lado da península, (lado Sul e o lado Norte). A praia do Sul tem uma larga faixa de areia onde é possível trafegar de carro e águas límpidas e esverdeadas. Já a praia do Norte por estar numa baía mais fechada apresenta águas mais tranquilas, mas igualmente transparentes. Oferece variadas opções de lazer à beira-mar, como esportes de areia e esportes aquáticos tais como vela, mergulho e surf, etc. 
A origem de seu nome, deve-se ao fato do local antigamente ser um viveiro natural de pássaros, entre eles vários papagaios.

COMO CHEGAR:
O acesso se dá através da BR 101, km 236, no acesso a Praia do Sonho e Ponta do Papagaio. Segue-se até o final do asfalto, após ande mais 1000 metros em estrada de chão.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento.

Que nada nos defina.

Que nada nos sujeite.

Que a liberdade seja a nossa própria substância.


João do poço.

João acordou assim com aquele seu jeito sem graça e ar de cansaço, olhando para as paredes quase brancas de seu quarto. Amargo conhecido na boca, nos gestos, nos olhos vermelhos de pouco dormir.
Câimbra nas pernas do sucessivo trabalho árduo.
Quando pequeno tinha medo que um velho mendigo o levasse para o fundo do poço onde diziam que morava. Na adolescência, não chegava nem perto de tudo aquilo que parecesse ou lembrasse poço. Beber água de poço então... Parecia ter o gosto daquele velho que vagava pelas ruas com um saco sujo sobre as costas e unhas compridas. Dizia a si mesmo:
_Poço é um buraco profundo no chão para a captação de água. Por isso deve ser escuro e sem ventilação. Se cair lá dentro como sair?
Um dia construiu seu próprio poço, jogo-se lá pra dentro e nunca mais saiu.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

GUARDA DO EMBAÚ - SANTA CATARINA.


Dia 06, pela manhã, parti de carro, para um paraíso composto de muita agua salgada e areia branca, numa vila pequena, cercada de muitas outras praias também de beleza peculiar e vegetação nativa na serra do Tabuleiro. Quis presentear-me neste passeio com a presença de meu filho e um velho e querido amigo.
A praia da Guarda do Embaú está localizada no município de Palhoça SC a 50 km da Capital Florianópolis e 400 Km de Porto Alegre. É uma vila de pescadores com um rio que corta a praia e deságua no mar através de um canal proporcionando assim essas duas opções de lazer aos visitantes.

O mar é propício à prática do surf, e o rio ideal para pesseios de caiaque ou barco, que são oferecidos pelos próprios nativos. É um paraíso em meio a natureza, preservada. Uma caminhada de 40 minutos por dentro da mata, atravessando rios, dá acesso à Cachoeira do Zanela, com 8 metros de altura. A cachoeira de Maciambú é menor. Nela, o rio corre pela mata e forma um imenso lago, dividindo-se em duas quedas, formando outro lago logo embaixo.
Em Guarda era tudo muito bom, o mar, o sol e a parceria, porém, queríamos ir mares além. O motivo? Espírito aventureiro agregado aos exorbitantes preços cobrados na praia. 
Um micro xis-burguer catarinense R$ 8,00. Café da manhã não se encontrava por menos de R$ 15,00. Almoço composto de um peixe grelhado com arroz e salada para duas pessoas não  baixava de R$ 38,00 à R$ 42,00 enquanto que nas praias vizinhas o preço habitual era de R$ 21,00 á R$ 23,00. Sem falar na travessia que se fazia de barco para chegar até o mar: R$ 2,00 de ida e mais R$ 2,00 a volta, sem choro nem vela. Reclamei à uma moradora e comerciante do local sobre os altos preços cobrados na praia o que ela me disse que tal valorização dava-se a o fato do modelo Paulo Zulu morar e ter uma pousada no vilarejo.
Me pergunto: Será que ator e modelo - celebridade é responsável por transformar uma bela e pequena vila de pescadores num reduto de mercenários? Não posso crer!
A pousada de nome Boliche em que nos hospedamos no centro do vilarejo, parecia aconchegante, mas com o passar dos dias percebemos inumeras falhas que nos fizeram repensar sobre reservas por telefones. A piscina só começou a ser limpa depois de reclamar-mos e as roupas de cama só foram trocados depois de uns tres dias nos dez que estivemos por lá.

Fomos visitar a Ponta do Papagaio, praia de beleza indiscutivel (foto acima), que se separa da Praia do Sonho por apenas uma estreita faixa de terra. Depois de uma longa caminhada almoçamos um delicioso namorada grelhado com molho de limão, depois conhecemos a praia do Sonho e um pulinho em Pinheira. Diferentes da Guarda as duas praias, são mais familiares, portanto, mais propicias ao descanso.

Bom, acesso à praia caro, alimentação cara, serviço de pousada deficiente, nos obrigou a fazer incurssões por praias mais modestas e nem por isto de menor qualidade como Pinheira, Sonho, Ponta do Papagaio. Para deslocar até a praia do Rosa e Garopaba, me informaram de um acesso pela serra do Tabuleiro onde é possivel apreciar toda a beleza da região. É tudo tão bonito, que não acredita-se no que se ve la de cima.
Existe inclusive um lago em formato de coração cercado por uma vasta area verde e morros com penhasco como só vistos em produções cinematográficas. Este caminho alternativo faz-se, saindo da Guarda do Embau e entrando no municipio de Paulo Lopes pela BR 101 mais ou menos 8km. Depois se atalha pelos morros, saindo dentro da cidade de Garopaba, diminuindo consideravelmente a distancia, o risco de percorrer pela BR 101 em construção, assim como o consumo de combustivel.
O visual lá de cima da serra é um presente.
Na pousada em Guarda do Embau, fizemos amizade com dois casais do interior do Rio Grande do Sul muito simpaticos. Os mais jovens pareciam em crise no casamento. Ele enchugava tudo que vinha pela frente e ela mais atraz tentando esconder o que era evidente. Reclamaram tambem dos preços salgados aplicados na praia e no terceiro dia arrumaram as malas e partiram para outra praia.
No quinto dia vieram amigos de Poa (Cleusa, Vó e os sobrinhos), que se estabeleceram por uns tres dias e depois mudaram-se para Garopaba pelos mesmos motivos. Mas isto com certeza ficará para um outro post!..

Alta Tensão

Admiro Bruna Lombardi não só por seus trabalhos na telinha da tv e no teatro, mas por sua poesia da mais alta qualidade, intimidade e sensibilidade visceral.
Lembro-me quando veio a Porto Alegre visitar nosso poeta Mário Quintana tornando-se sua musa, e inevitavelmente musa da nossa cidade gaucha.
Agora de retorno a mídia para lançar seu filme, que ainda não o vi , O Signo da Cidade, ressurgi magnífica, traduzindo-se como a verdadeira artista que é.


/Alta Tensão/

eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo
passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.



*Bruna Lombarde
do livro "Operigo do Dragão."

Acordei-me mais tarde sem as urgentes necessidades de avaliar minha vida, de contestar o mundo, de procurar respostas para as coisas que não tem respostas. Acho que estou me cansando dessas lutas intermináveis que militei desde que abri os olhos para a vida. A duras penas estou tentando ser mais leve comigo mesmo,mais condescendente com o mundo.
Menos Intransigente com as pessoas.



domingo, 3 de fevereiro de 2008

Antropofagia

Sonhei que estava sendo servido numa bandeja, como um prato exótico a um grupo de quatro mulheres famintas e obstinadas. Após cada uma delas se servirem, arrancando alguma parte do meu corpo me lançaram um sorriso maldoso e satisfeito.
A o final, depois de me mastigarem, todas se olharam colocando a mão no estômago, com cara de indigestão. Montei meus pedaços que sobraram e sai andando.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Às vezes fico buscando coisas que não são minhas, e sim dos outros, histórias que divergem das minhas crenças e tornam-se impessoais, improdutivas, sem gosto. Então, trancafio este ser que não sou eu, que não tem a minha cara, que não prima pelas coisas simples e descomplicadas da vida que hoje busco.
Tive, sim
Outro grande amor antes do teu
Tive, sim
O que ela sonhava eram os meus sonhos e assim
Íamos vivendo em paz
Nosso lar, em nosso lar sempre houve alegria
Eu vivia tão contente
Como contente ao teu lado estou
Tive, sim
Mas comparar com o teu amor seria o fim
Eu vou calar
Pois não pretendo amor te magoar.
Cartola

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Não quero que fiquem do meu lado por solidariedade, mas por prazer.
Que façam amor comigo não por curiosidade mas por tesão.
Não tenho paciência de ser uma opção a mais.
Um paliativo para doenças crônicas.
Eu tenho presa de viver.
Compromissos inadiáveis com a vida,
com a alegria,
com o prazer,
com a paz.
Nada além disto.

Ontem bebi uma garrafa de vinho tinto, saudando todas as impossibilidades que se fizeram diante de minha vida. Os sonhos que não se realizaram, o casamento que se rescindiu, os desencontros entre amigos, os convites desfeitos com previas desculpas. Bebi em paz sem mágoas, na santa paz. Aveludando a língua, o céu da boca.

Numa boa.


São impressionantes os erros de comunicação que se criam entre as pessoas e porque não dizer de interpretação. Não temos ainda o poder de sabermos o momento certo de estender a mão ou de recolhê-la quando se faz necessário. De falar e de calar-se. De olhar para dentro do outro e saber do que necessita qual sua urgência maior. Como proceder para minimizar sua dor e acrescentar-lhe o que falta? Obviamente precisamos uns dos outros em vários momentos da nossa vida e daí vale a regra de uma mão lava a outra, porem cria-se circunstancias em que precisamos ficar só, sem mimos, sem o ombro amigo para encostar-mos a cabeça. Queremos ficar só, com nossas angustias, com nossas faltas de respostas. Precisamos respirar. Precisamos apenas de nossa própria companhia. Sem suportes externos. A ajuda se torna imprópria, desagregada. Necessitamos apenas de silencio para o consenso de nossa dor.



Mas,...dia desses, era imperativo que eu falasse com alguém.
Dirigia pelas ruas da cidade, como se não estivesse ali sentado atrás do volante, dividia-me entre os cuidados que se deve ter com o transito violento e as nuvens vagas do meu cérebro sem uma direção linear. Não me sentia presente em mim mesmo, dentro do meu corpo, da minha vida. Necessitava ver alguém mesmo que fosse o vizinho mal humorado do andar de cima, ou um estranho simpático que me emprestasse o ombro para que eu chorasse compulsivamente como uma criança perdida...


*Depois passou este meu estágio de crescimento, onde parece que tudo doi!..mas para melhor...

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