sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Equivocos

Hoje pela manha aqui no hostel em Buenos Aires, durante o café, uma jovem de Israel, falando sobre algumas referencias do Brasil em sua vida:
-Carnaval, samba, novelas: (Caminho das Indias, O Clone).
-Musica? Si, si,.. Vanessa!... 
Eu quase me iluminei pensando que era Da Mata, mas era Carmargooo!
Ela ainda cantou um pedacinho da musica em ingles.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Volto logo!


A partir de agora, deixo de postar aqui no blog e só retorno no ano que vem, mas antes quero deixar à todos os amigos e seguidores um Feliz 2011, repleto de felicidade, paz e energia positiva. Quem sabe lá de Buenos Aires, terei tempo de postar algumas coisinhas, lá sempre tem.
Por hora, muita paz. Se cuidem. Volto logo!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

CÃO PELADO PERUANO


Um de meus objetivos quando fui ao Peru, em particular algumas cidades que visitei como Arequipa, Juliaca, Puno e Cusco, era de encontrar pelas ruas o famoso cão pelado peruano que eu tinha ouvido falar e me aguçava a curiosidade pelo seu aspecto diferente e historias  que o cercam.
Infelizmente um cão considerado tão popular na região, não dei a sorte de encontra-lo e averiguar de perto e até toca-lo. Alguns colegas de viagem ate estavam planejando pegar um outro cão qualquer, raspar-lhe o pêlo com lamina de barbear e me apresentarem como o famoso exemplar canino. Mas evidentemente era só uma pegadinha que todos achavam muita graça, inclusive eu!..
Seu nome original é Perro Sin Pelo del Perú, mas também é chamado de Pelado Peruano ou cão sem pêlo do Peru. Este cão cumpriu um importante papel dentro dos costumes e cultura dos incas, tendo sido inclusive utilizado para fins medicinais no tratamento de doenças da pele, reumatismos e outras, alem de aquecer seu dono nas noites frias de inverno. A pele do cão além de não ter ou apresentar raríssimos pêlos em lugares distintos do corpo, é quente, causando a sensação de se estar tocando numa bolsa térmica. Esta estranha característica o fez protagonista de muitas histórias como curas milagrosas e estranhos poderes, relatados pelos antigos povos. Alem deste, existe o cão pelado Mexicano e o Chinês, mas como eu estava no Peru, gostaria de tê-lo encontrado.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Festa Silenciosa

Fazer uma festa silenciosa para quem tem vizinhos que se sentem incomodados com o  som muitas vezes acima do volume indicado, ou ainda com o tipo de musica que esta sendo tocada pode ser uma boa saída. A festa silenciosa é um fenômeno ainda recente nos centros em Telavive, onde seus participantes usam fones de ouvido sem fio para ouvirem a musica e dançarem em locais públicos e a céu aberto. Sem os fones no ouvido, parece estranho ver as pessoas dançando com uma música que não se escuta e quem não conhece acha tudo muito esquisito. Os participantes pagam o equivalente a R$15,00 e deixam a carteira de identidade em troca dos fones. Os organizadores dizem que funciona tanto para pequenas reuniões dentro de casa como em grandes eventos ao ar livre, com direito a um, dois, três Djs. Possibilita também fazer um concerto de musica clássica ou exibir um filme ao ar livre, com a utilização dos fones de ouvido.
Para um dos criadores da festa, Omer Zerahia, as possibilidades são ilimitadas, mas admite que, por enquanto, a maior procura é pelas festas de música eletrônica.
Esta é uma boa solução para os Djs de beira de praia que  rodam musicas acima dos decibéis permitidos, assim como a utilização em cinemas para evitar os comentários inoportunos de vizinhos de cadeira durante o filme e os celulares desavisados. Lembro-me de quando assisti O Segredo de Brokeback Mountain, numas das salas de cinema aqui em Poa, havia duas mulheres que não paravam de falar e dar gritinhos reprovadores cada vez que os personagens se beijavam nas cenas. Eu me perguntava se elas estavam desavisadas do que se tratava o filme.

Chanel nº 5

Eu sempre fiquei de quatro com duas coisas inventadas pelo homem e que a partir disto causou uma grande revolução sobre a comunicação, atitude e  formação de opinião das pessoas: O áudio e o visual cujo o casamento perfeito ampliou o espaço para a facilidade de se traduzir um conceito, uma ideia e então vende-la. Não é à toa que se criou a frase: "A propaganda é a alma do negocio".
O diretor é Jean-Pierre Jeunet (o mesmo do filme Amélie Poulain), que situa o comercial  junto a narrativa do famoso Expresso Oriente, causando um clima romântico e mítico. Mesmo não estando diante das imagens do comercial, a voz de Billie Holliday cantando ao fundo - I'm a food to want you, nos atrai de curiosidade para frente do video. Em 2009 o perfume completou 89 anos de existência e mesmo não sendo a fragância de algumas preferencias, visto a avalanche de novidades no mercado, é um icone a ser respeitado. O perfume foi criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido de Gabrielle Chanel, que sugeriu: "Um perfume de mulher com cheiro de mulher". Dentro de um frasco art déco - que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 -, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista ajudando-a transformar-se numa milionaria.

sábado, 18 de dezembro de 2010

OS PORQUINHOS DA ÍNDIA SÃO PERUANOS.

Depois de uma viagem de quatro dias dentro de um ônibus até o Peru, com as evidentes paradas para as obrigações e funções fisiológicas necessárias e agora me refiro a se "alimentar", já estávamos fartos de comer frangos. Por quase todas as cidade argentinas e chilenas que cruzamos só nos ofereciam pollo frito, pollo assado, cozido, geralmente acompanhado por batatas fritas (e nós desesperados por um arroz com feijão brasileiro). Evidente que quando chegamos  em Cusco, a procura por algo para comer, não podia ser nada que lembrasse pollo (frango), embora as opções fossem mínimas e tão mínimas que eu pedi uma porção de frango assado com outros acompanhamentos que não lembro bem o que era. Eu pensava, antes frango do que qualquer coisa estranha e que não conheço.
Claro que poderíamos ter ido para outro lugar que não fosse um restaurante e pedir um lanche qualquer que não acompanhasse frango, mas como estávamos num grupo grande e a maioria optou por ir a um restaurante, fomos em bando, até por que quando se esta num pais distante e de diferentes culturas, as pessoas parecem mais seguras em grupos, foi o que pensei.
Depois de muito circular pela cidade, optamos por um restaurante que pela apresentação parecia  ser confiavel, localizado na praça Central das Armas , o Inka Grill. O ambiente era agradável e calmo e já estávamos bebendo cerveja, quando um dos excursionistas que apelidamos de  Gato  Garfield,  resolveu alterar o seu pedido para um prato especial do cardápio. Embora a maioria, por questões de segurança optaram pelo já insuportável, porem conhecido frango, ele resolveu inovar. Pediu um tal de Cuy, que segundo ele,  era porco assado e que possivelmente deveria ser bom pelo preço cobrado, 60 sois, enquanto o prato da maioria era em torno de 20 sois, mais modesto.
Todos já haviam terminado de almoçar e nada do esperado Cuy; Até que a garçonete apareceu, depositando a iguaria diante do Garfield que espalhava com a ponta do garfo as batatas, cebolas e folhas de alface tentando descobrir que diabos era aquilo com uma anatomia de um porco, mas a o mesmo tempo muito pequeno para um. Depois de muita investigação e curiosidade, percebemos que se tratava de um porquinho da índia e que é um animal característico daquela região e utilizado como um prato regional.

Bem, eu provei o bichinho e confesso que não senti qualquer sabor que lembrasse porco. De qualquer forma o Garfield somente beliscou o prato que era mais enfeitado do que gostoso.
Perguntando ao professor Google, descobri o seguinte: "Um erro de navegação é o responsável pelo nome Porquinho-da-Índia. No século XVI, quando os navegadores espanhóis buscavam um novo caminho para as Índias, em busca de especiarias, aportaram por engano em terras sul-americanas, mais exatamente no atual Peru. Após provarem "churrascos" de um certo animal que os nativos conheciam por Cuy (e assim o chamam até hoje por causa dos seus gritinhos, semelhantes ao som emitido pelos porcos), simpatizaram com ele e adotaram-no como mascote. Voltaram para o velho continente com vários deles nas malas e um nome equivocado: Porquinho-da-Índia".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CÂNION MALACARA.

O cânion Malacara, cujo o nome de origem indígena significa Cara de Cavalo, faz parte do complexo de cânions da Serra Geral e entre seus vizinhos mais conhecidos o Itaimbézinho e o Fortaleza é o menos explorado. Ainda intocado e sem nenhuma infra-estrutura, seu ambiente é selvagem, constituído de uma mata nativa virgem, coberta de pássaros como tucanos, pica-paus, sabias e outros, causando a sensação de se estar num paraíso perdido.


Minha visita a este lugar aconteceu em Dezembro de 2010, a partir do impulso de realizar um passeio que me dispusesse diante da natureza a fim de contempla-la e descansar do stress da cidade ao menos por um dia. Isto mesmo, um único dia!
Procurei na internet algumas pousadas que oferecessem conforto e preços não muito salgados.
A pousada Refugio ecológico da Pedra Afiada, foi a que me pareceu com melhor custo beneficio e incluía café da manhã e jantar por: R$ 187,50. Este preço fazia parte de uma promoção para hospedes não acompanhados no mês de Novembro e em dia de semana, cujo valor sem desconto de 25% era de R$ 250,00 no apartamento de vista para o Jardim. A diária inicia as 14 h e finaliza as 12 h do dia seguinte. 
Além disso, a utilização do parque de 32 hectares, com trilhas auto-guiadas, mirantes, decks, margem de rio, redário, mini-arvorismo infantil, sauna e piscina de pedra também estão à disposição dos hóspedes inclusos no valor.



Outras atividades de aventura e ecoturismo não estão incluídas na diária. Os valores são por pessoa e iniciam em R$ 25,00 como a Trilha a Cachoeira da Onça, ou R$ 45,00 ao Poço do Malacara. As atividades de aventura como tirolesa é R$ 25,00 e o rapel que não faço nem morto, R$ 60,00.



Para quem quer sentir a energia de entrar na fenda de um canyon, mas não dispõe de um dia inteiro a trilha pela beira do rio é perfeita. 
O objetivo é chegar até a piscina do Malacara caminhando pelo leito do rio, apreciando a rica flora e fauna do lugar. Esta é uma caminhada com nível médio de dificuldade e duração de 3 à 4 horas, (ideal para o dia da sua chegada ou partida, pois você pode dispor de apenas um turno para realizá-la).
Mesmo não sendo cobrado ingressos o serviço de guias é obrigatório-(R$ 45,00). A trilha está localizada há 5 km do centro da cidade e a 3 km da pousada por uma estrada de terra.
Para quem vem de Porto Alegre são: 240 km pela BR-101 direção norte (Freeway-Estrada do Mar. Após a divisa RS-SC, são aproximadamente mais 8,5 km até o entroncamento para São João do Sul e Praia Grande (SC-450). 
Com a duplicação na 101, construíram um viaduto bem neste entroncamento, então você pegará a lateral direita dele para passar por baixo, onde tem uma placa que diz "retorno" e São João do Sul. Pegue a estrada em frente. Já é a SC-450, que levará até a cidade.


*As fotos colocadas neste post foram retiradas de paginas
  da internet, nenhuma são de minha autoria.

Um plus.

Depois de longas semanas encontrei minha vizinha no estacionamento e é sempre uma alegria quando nos pechamos ao acaso para falar-mos sobre qualquer coisa e depois dar-mos muitas risadas sobre tudo. É engraçado essas situações de encontros e desencontros entre as pessoas. Tinha semanas que nos víamos quase todos os dias, na rua, na garagem, na esquina, no mercadinho e  de repente a vida parece provocar desencontros dando a impressão de morarmos em outro bairro, talves em outra cidade. 
Fico pensando que algumas pessoas mesmo não sendo intituladas de "amigas", parecem nos pôr à vontade para se falar de quase tudo, criando um elo de intimidade, sem a preocupação de se parecer chato e inoportuno. São relações que se formalizam atraves do respeito mutuo, carinho  e atenção dada. As vezes raros e apressados encontros ao acaso, servem como um "plus" para o enfrentamento das carrancas que o dia nos exibe por razões desconhecidas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Uma Sombra passou por aqui


Eu tinha uns vinte anos quando assisti o filme pela primeira vez e não entendi bulufas. Passado alguns anos voltei a assisti-lo mais uma ou duas vezes e ainda devendo. Este filme me marcou demais por que gostei dele sem conseguir entender direito a sua proposta.
O filme passou a ser uma pulga atrás da minha orelha, uma equação não resolvida e que ficou sem resposta. Hoje bisbilhotando em alguns sites sobre filmes antigos, quem me apareceu? O próprio; Uma Sombra passou por aqui- do director Jack Smight, que conta a historia de um homem vestido com roupas escuras, de inverno e luvas, caminhando numa estrada empoeirada e desértica americana, onde encontra um jovem andarilho que o acha estranho estar vestido daquele jeito. Na verdade os dois são andarilhos, porem com objetivos diferentes. O homem  em trochado de roupas, inapropriadas para aquele lugar de sol escaldante, esconde inúmeras tatuagens no corpo que resolve revela-las. Cada ilustração possui uma estória do qual o espectador é convidado a viajar. Estas imagens no seu corpo se movem, transportando o jovem e a gente, para o interior de histórias cheias de mistério e suspense. Entre as imagens existe um espaço vazio, onde revelam-se novas imagens sobre o futuro e consequentemente a morte de quem se atem a observa-las. 
Ele conta, estar atrás da mulher que o tatuou e misteriosamente desapareceu junto com a casa e a rua onde morava, como se nunca estivesse existido. Seu objetivo é mata-la e livrar-se daquela maldição. 
O filme navega entre cenas estranhas do passado, presente e futuro dos personagens causando um mistério sem respostas plausíveis do inicio ao fim, com muita sedução. 

Se alguém tem paciência para assisti-lo o site está aqui.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Papais Noéis.

Ontem toda os funcionários da emergência do Hospital Conceição, usavam uma toca de papai Noel Azul na cabeça, pouquíssimos estavam sem. O objetivo era o espírito natalino ou a sutil pegação pelo Internacional ter perdido o jogo para o Mazembe no Mundial de Clubes? Eu  estava com tanta pressa que esqueci de perguntar e quem sabe se me permitisem, fotografar.

Atenda o telefone!

Minha colega contou-me durante a festa de confraternização de fim de ano, que agora em sua nova função, (remanejada por problemas de saúde), ao setor administrativo, que uma de suas  tarefas é fazer contato por telefone com os funcionários,  a fim de resolver situações administrativas pendentes como: informações de cursos, esclarecimentos sobre atendimentos prestados, assinatura de ferias etc.,etc.
-O problema, segundo ela, é que ninguém atende o telefone quando percebem no visor de seus celulares  a informação de "ligação confidencial". - Ela disse. -Todos já sabem quem está ligando e não atendem! Esta reação, me parece que significa para as pessoas, uma invasão incômoda nos seus dias de folga, com pedido de horas extras para cobrirem falta de pessoal, o que virou rotina e  que ninguém mais quer tomar conhecimento por que a culpa não lhes pertence. Estão todos muito cançados pelo acumulo de trabalho e falta de afinidades com o serviço, (que é o pior!..)
Inúmeras queixas já foram feitas com relação a isto, inclusive era enviado aos setores uma lista de preenchimento de plantões extras para serem escolhidos - por quem quisesse fazer e que de uma hora para outra deixou de circular.  A preferência hoje da administração, parece que é ficar ligando uma, duas, três vezes  durante o dia  e a noite até convencerem pelo cansaço. 
Dia desses fui  abordado em pleno trânsito com uma destas ligações onde me pediam para  fazer hora extra por falta de funcionários. Mesmo explicando que estava  dirigindo no meio de uma avenida movimentada, impossibilitado de  dar confirmação no momento, a pessoa sem noção insistia para que eu confirmasse minha presença, me atucanando e colocando-me em risco de provocar um acidente. 
Já numa outra ocasião, quando estava em casa com visitas, o telefone tocou e era do serviço me cobrando para fazer plantões  extras, quando falei da impossibilidade de fazê-lo, ouvi todo o tipo de intimidações, como a de perder minhas férias, pelo fato de não estar colaborando com as necessidades do serviço. 
Ora, o que deveria ser um convite com a liberdade de escolha, uma vez que todos sabem da não obrigatoriedade de se dizer um sim, passou a ser uma imposição  com ameaças o que certamente faz com que as pessoas, assim como eu, pensem  mil vezes antes de atender estas ligações de caráter confidencial.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A culpa é das galinhas ou dos vendedores de ovos

Vocês já notaram que algumas esposas traídas desenvolvem uma síndrome paranoica contra colegas ou amigos de seus maridos? O cara é o maior traíra da face da terra, apronta todas sempre que pode  e ela julga que os outros favorecem ou colaboram para as sacanagens, responsabilizando qualquer um, menos o safado. A regra é sempre a de responsabilizar terceiros. 
Lembro-me de um conhecido que aprontava das suas e sempre que podia dava suas fugidinhas, mesmo em festas onde levava a esposa; Antes bebia em excesso até ficar inoportuno sob olhar  desapovador da esposa e quando menos se esperava desaparecia sem que a maioria das pessoas percebessem. Quando retornava para casa mais pra lá do que pra cá, o quebra pau era geral, ele não era suficientemente convincente nas suas explicações e a culpa sempre recaia sobre seus amigos ou colegas que o instigavam a beber e a cometer adultério. Os dia se passavam, ela o perdoava, mas se mantinha hostilizada durante meses contra seus amigos até novas reincidências. Ele reaparecia para os amigos dissimulado, fingindo que nada tinha acontecido.
Isto é como ter um cachorro comedor de galinhas, a culpa é sempre das galinhas ou dos vendedores de ovos.

Tá faltando elementos...

Resolvi sair para almoçar fora, por indisposição de fazer algo para comer  em casa e também para prestigiar um bar-restaurante reinaugurado por amigos próximos. Tudo era muito simples; (decoração, comida, atendimento),  até por que entendo, que a reestruturação de um negocio, requer um certo tempo para  se afinar as necessidades locais e atrair  clientes afins, mas eu fiquei pensando com meus botões; faltava alguma coisa a mais, que não era  a  simplicidade do ambiente ou da comida oferecida, mas  algo que só percebi minutos depois, sentado em volta da mesa observando-os enquanto almoçava. Era disposição, alegria, e outros atrativos necessários que nem todo mundo tem para oferecer. Quando se lida com o público, simpatia, atenção e qualidade no serviço, por exemplo, são elementos fundamentais e  fazem  a diferença para atrair clientes e fazê-los retornar.  As pessoas que trabalhavam no bar pareciam completamente desmotivadas, andavam em camera lenta, dando a impressão de que não sabiam oque estavam fazendo ali, bocejavam. Olha, se não fosse o  bate papo  forçado por mim, com a menina que fazia os pedidos, eu morreria de tédio e isto que eu a conhecia de longa data.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mal entendidos

Nunca acreditei que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, senão seriamos culpados por tantos contrapontos que acontecem a nossa volta, assim como atitudes geradas por mal entendidos que passaríamos o resto da vida tentando corrigir  ou defender nossos atos mal  interpretados por quem nos cercam, e consequentemente alguns  desajustes que causamos involuntariamente nos sentimentos e intenção das pessoas. Isto produziria uma eterna luta em nome de uma responsabilidade  que talvés não tivéssemos. Mas será que somos também responsabilizados pelo que falamos, uma vez que nossas palavras, gestos, atitudes fazem parte de um kit atribuído a uma impressão nem sempre verdadeira  do que somos e de nossas intenções? 
Devo dividir as responsabilidades em cinquenta por cento para quem fala e mais cinquenta para quem ouve, ou não devo dividir nada me abstendo deste complexo mecanismo moral de somos feitos? As vezes não é necessário nem abrir-mos a boca para que sejam construído conceitos erróneos a nosso respeito, e eu que o diga!..
Ontem uma amiga sentada no restaurante ao meu lado, disse ter convidado um outro amigo  para compartilhar daquele momento agradável e que se tratava de uma pessoa muito bacana, morador a poucas quadras de onde estavamos.  Minutos depois ele apareceu sentando a nossa mesa e elogiando o lugar do qual não conhecia, o clima,  a noite, enfim... Era uma noite realmente quente e isto favorecia a um agradável papo descontraído à três, à quatro, à cinco, regado a um chopp gelado e a musica que tocava  ao fundo, se não fosse o cara partir para ataques de sedução contra minha amiga dando a impressão de que  só estava ali por esta razão e que foi convidado por  segundas ou terceiras intenções produzidas por sua equivocada ideia de que tudo poderia ser um subterfúgio.
Passado mais algum tempo, tudo foi se transformando numa situação de constrangimentos: Ele persistindo na impetuosidade sedutora, ela tentando mostrar o mal entendido e eu a procura de uma forma de cantar para subir e dar-lhes espaço para que as coisas fossem resolvidas da forma mais civilizada possível.
O jeito foi arranjar a velha desculpa: -Vou até o banheiro e já volto!.. Quando retornei, ele já estava se encaminhando em direção a porta de saída sem a preocupação com despedidas.
Se Saint-Exupéry pudesse ler este post, talves se perguntasse: -Mas o que tem a ver esta historia com  minha frase  filosófica? Eu diria:  -Nada, nada a ver, por que tem coisas que não tem nada a ver mesmo, são apenas mal entendidos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Beijos

Ontem entre amigos, falavamos sobre beijos e eu me lembrei desta cena que tanto me emocionou no final do filme "Cinema Paradiso". Pra mim é a mas pura tradução da sensibilidade e quando  a assisto, não deixa de produzir em mim, aquela conhecida sensação de nó na garganta sem que eu tenha uma explicação lógica para isto, afinal são simplesmente beijos!.

Por que eu não gostava dos Beatles:

Assisti um vídeo antigo sobre os Beatles e isto me reportou a alguns anos quando comecei a me interessar por suas musicas. Era 1969 e eu deveria ter uns onze anos de idade. Soube da existência deles através de um  jovem que se  chamava Marinho (era assim que o chamavamos) e que o pai recem chegado dos Estados Unidos  lhe presenteara com um disco. Eu não gostava muito do cara que parecia arrogante, pretensioso e metido a filhinho de papai, talves eu sentisse ciumes de sua posição sócio economica superior a minha e da influencia que causava entre o grupo de amigos que praticamente o veneravam com um ser superior. Beatles me lembrava Marinho e Marinho era tudo que eu não aceitava, ou queria desesperadamente de popularidade para mim. Desta forma levei muito mais tempo a aceitar os Beatles. O disco era "Sgt. Peper's", lançado em 1966 e que só chegou em minhas mãos, muitos anos depois. 
Quando se é pobre e tímido, as novidades custam mais a chegar ate nossas mãos e ainda agregado a sentimentos de inferioridade e inveja, geram preconceitos que pesam sobre nós e que só mais tarde temos coragem de repensar e assumir publicamente.

O sorriso da guerreira.

Na quarta à noite encontrei Ada na festa de aniversário do filho de uma amiga e cada vez que a encontro, admiro-a mais por sua força e coragem no enfrentamento de seus problemas que não são poucos. Por vezes me pergunto se eu teria a mesma alegria, coragem e energia que ela disponibiliza para viver a vida e manter seu sorriso luminoso. 
Algumas mulheres como ela, possuem esta marca registrada parecendo predestinadas a uma força e paciência maior que a dos homens; Força talves originada de sua própria condição de mulher que se fez guerreira, que aprendeu a driblar as próprias dores numa alegria fundamental  e  ainda serve de exemplo à muitos. Infelizmente quando voltei para casa já era madrugada, dia de seu aniversário e esqueci de abraça-la e lhe dizer estas palavras.

Como nos tempos de guri

Durante a tarde  quente de ontem, desabou uma chuvarada sobre a cidade com direito a granizo de campanha, transformando todo o panorama comum de Porto Alegre em algo raro de ser visto. As pedrinhas de gelo colidiam com força contra as paredes da ambulância, dando a sensação de que a transformaria num coador de chá ambulante. O ruído por vezes era assustador. 
O tráfego de veiculo praticamente parou na movimentada avenida Ipiranga, cuja a visibilidade ficou completamente comprometida por uma neblina que dificultava  de se enxergar meio metro à frente. Estas coisas me fazem lembrar de meus tempos de guri e se não estivesse no horário de  trabalho, uniformizado "coisa e tal", arriscaria um banho de chuva como naqueles tempos. De qualquer forma me contentei em  apenas molhar uma das mãos e passar sobre rosto.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Verborréias

Durante o jantar de confraternização de fim de ano com pessoas de bons costumes, tudo ia perfeitamente suportável, até um pai de familia presente comentar o seguinte: 
-Os homossexuais existem entre nós e a gente nunca sabe quem é quem. Precisamos aceita-los por que daqui um  pouco, não nos damos com mais ninguém nesta vida e eles são gente boa!
O preconceito fica absolutamente claro, não só quando uma pessoa dessas abre a boca para vomitar um monte de asneiras acreditando estar dizendo uma grande verdade, mas quando os que estão a sua volta se silenciam com o nobre ar de quem  não se importa com o que está sendo dito, mas no fundo consentem e endossam calados estas verborréias.
Não pude me calar diante disto e antes que ele mudasse o foco do tema, enumerei uma lista de situações  morais negativas, que independe de genero, orientação sexual e cor de pele das pessoas  que vivem entre nós causando  todo o tipo de destruição nos conceitos de educação e moralidade; Ele entendeu ao que eu me referia. 
Quanto ao fato de aceitar os homossexuais para não se sentir isolado, resolvi me abster de  formalizar mais opinião para não  aumentar ainda  mais o caldo da sopa e estragar o prato principal da festa. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Demarcando território

Cheguei em casa precisando fazer mudanças, mudanças visuais, estruturais, em alguns detalhes da minha casa. Trocar os moveis de posição, colocar cortinas nas janelas, pendurar quadros nas paredes, recompor todo o ambiente, mesmo sabendo dos transtornos que causariam estas mudanças em se tratando de um apartamento com pouco espaço. 
Já faz quase um ano que me mudei e ainda não pendurei os quadros nas paredes. Deixei-os amontoados num cantinho da sala com a espectativa futura de  estudar o local ideal e..., acabo esquecendo; Fico me perguntando quando encontrarei tempo e vontade de posiciona-los no devido lugar cada vez que os vejo. 
Me disseram que isto é um sinal de desapego, uma forma de prorrogar laços inibindo  possiveis afetos, uma vez que  imprimimos sentimentos e identidade aos objetos que adquirimos. Lembro de minha avó arrumando seu vaso de porcelana sobre a mesa da sala, quando alguém tirava-o do lugar ou colocava-o numa posição diferente, ela dizia que não era a sua mesa, voltando a reposiciona-lo como ela gostava que ficasse. -Aqui é o seu lugar, não gosto que ninguem mexa! -Dizia pra si mesma. 
Acho que somos animais parecidos  com os cachorros que demarcam territórios, eles dando mijadinhas pelos cantos da casa e nos ajeitando objetos que nos despertam emoções  e criam  nossos espaços de conforto pessoal. Eles devem ficar nos lugares escolhidos por nós, no angulo de nossas escolhas, ancorados numa complexa referencia pessoal e estética.
Hoje é Sábado e fui convidado à alguns compromissos que abri mão para ficar em casa. Preciso terminar o livro que iniciei ler e ainda não terminei. Tenho de me decidir sobre muitas coisas e inclusive sobre os quadros antes de começar a mijar pelos cantos da casa demarcando meus territórios. Antes de tudo preciso encontrar o local certo, o angulo perfeito, por que quadros não se coloca em qualquer lugar, precisa ser pensado antes de ser pendurado!..

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O presente.

Enquanto houver Natais e fins de ano com festas de "amigo secreto", a vida será um inferno com direito a todos os transtornos de humor à beira de um ataque de nervos, foi o que pensei durante a tarde de hoje na cansativa missão de comprar o presente de minha amiga secreta, depois fui me harmonizando.
Bem, ela foi clara em suas sugestões: Cadeira de praia, chinelos numero 37, copos ou taças que não especificou se de vinho branco, tinto ou agua. De qualquer forma, não era nenhuma destas opções que eu estava disposto a presenteá-la, já disse que acho as listas de sugestões limitadoras  e queria algo mais personalizado, que se parecesse com ela, mas logo percebí da dificuldade que seria pois o preço estipulado pelo grupo em vinte reais, impossibilitava qualquer  investimento mais apurado as sutilezas da criatividade e criatividade hoje é caro e requer maior disponibilidade de tempo e disposição que eu não tinha. Além destes dilemas,  a tarde parecia das mais quentes e as lojas estavam tão cheias, que pareciam estarem distribuindo produtos de graça. Depois de  vasculhar a primeira, a segunda, a terceira, a sexta loja, dei o braço à torcer. Vai os chinelos que encontrei na terceira com direito a troca se a presenteada não gostar. Retornei e fechei negocio.
Tem coisas que só acertamos quando não planejamos e surgem ao acaso, sem compromissos, sem pressa, sem indisposição. Espero que ela goste, por que eu fiquei na dúvida!..
No domingo à noite saberei!..

A propósito

Ontem encontrei o Clodoaldo na saída do hospital, sorrindo em minha direção.
-E esta forma de !..  -Disse referindo-se ao meu excesso de peso.
-De barril?, é  excesso de sexo!  - completei sorrindo.
-Sexo oral?  - Perguntou-me baixinho e depois gargalhou.
-Sim, não tenho habilidades com coisas duras, não sou traumatologista!  - finalizei também baixinho e gargalhando.
Mesmo parecendo um dialogo sarcástico e desrespeitosos, considerei  como um suing para estimular nossas testosteronas. Isto prova de que não é o que se diz que ofende, mas como se diz!

Sentença matemática

Alguém me cochichou no ouvido, que são as relações que movem o mundo, todas as relações num ciclo pessoal ou global e eu fiquei pensando que gosto desta palavra, embora toda a complexidade conceitual que me provoca cada vez que a ouço ou a pronuncio.
As relações pessoais vão se modificando com o passar do tempo e me causando surpresas que parecem não terem  explicações lógicas. Talves tenham mas eu não tenho saco pra pensar nisto agora.
Será que tudo é um jogo do tipo: Causa e consequencia?..
A única certeza que tenho é que (1+1 não é = 2), se fosse explicaria a razão de pessoas que estavam a quem de minhas verdades perecerem tão próximas, ao contrario das que estavam tão próximas se manterem tão distantes.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Feliz Aniversario

Há algum tempo atrás eu e colegas nos reuníamos para elaborar um relatório de  insatisfações e reivindicar algumas mudanças no sistema de trabalho em que ate hoje atuo e que acreditávamos resultaria na melhora das relações humanas e no desempenho do serviço prestado à  sociedade. Nesta planilha de reivindicações a solicitação que mais almejávamos era a humanização por parte do serviço, o que significava respeito e  tratamento digno e por acreditar-mos que estas coisas deveriam iniciarem-se de cima pra baixo e de dentro  pra fora no ambiente de trabalho. Contestavamos  atitudes imperalistas que nos submetiam a um trabalho quase desumano, onde eramos subjugados  e desvalorizados como profissionais, tornando-nos cada vez mais desmotivados e insatisfeitos. Incansaveis encontros e reuniões foram feitas, sem que nada mudasse, criando-se cada vez mais uma lacuna divisora maior  e limosidades entre os que atuam na linha de frente e os que ficam atrás de mesas tomando decisões. Quinze anos já se passaram, gerentes, responsáveis técnicos e chefes diversos também.   Muitos desses colegas engajados nesta luta, se aposentaram, morreram, cansaram, desistiram. Desejávamos  mudanças simples que nunca foram dada a devida atenção e provando que cada regra nova que surgia, serviam apenas de facilitador a politicas internas que favoreciam somente à pequenos grupos da elite e que nestas ultimas semanas de novembro, comemoraram quinze anos de existência e conquistas. 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coléga Secreto

Chegou Dezembro, Natal, festas de fim de ano, sorteio  de amigo, (coléga secreto), êta coisinha mais impessoal, sortear o nome de uma pessoa que será o seu amigo secreto e cuja a finalidade deveria ser outra coisa e não a imposição de uma troca de presentes que engorda os bolsos do comercio e que nem sempre agrada quem de fato interessa. 
Depois tem aquela lista de sugestões de presentes,  que eu chamo de limitador  da criatividade e que normalmente não foge de uma cadeira de praia, um chinelo Havaiana ou um Kinder Ovo com uma surpresa  muy interessante. 
Por que as pessoas não se encorajam a modificar estas repetitivas atitudes? Parece que   se importam  em ganhar e  participarem deste jogo que é mais um mediador na politica da boa vizinhança, do que uma atitude natural e carinhosa do tipo: "Olha lembrei de voce!". Mas lembrei mesmo.
Eu particularmente curto mais dar, do que receber e preciso parar de beber tanto café e não ser tão crítico.

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