domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma peça estraviada

Ontem vi o corpo de um paciente que fiquei babando pela perfeição e também penalizado por ter sido destruído por queimaduras com agua fervente. Não, não, antes que confundam o que estou dizendo, vou logo informando que não era tesão, mas admiração pela perfeita estética numa pessoa com meio século de idade, mantendo ainda traços tão definidos de juventude embora os cabelos grisalhos denunciassem outra realidade. O homem era do interior de Santa Cruz, dono de uma pequena industria artesanal de queijos e ajudava um vizinho na limpeza de um porco que havia sido morto para consumo. Não entendo bem como é feito este processo de limpeza do bicho, mas ele  me contou que havia um grande taxo de agua fervente, onde acidentalmente ele ao resvalar caiu  por cima, atingindo-lhe parte dos braços, pernas, costa e nádegas causando-lhe extensas queimaduras de segundo grau. A esposa que o acompanhava na ambulância embora com aquele sotaque interiorano, também era muito bonita e educada.  Sem más comparações, acho que tive aquela sensação lastimável de quando uma peça de um belo conjunto é extraviada.

Conceito simplório e porra-louca

Simploriamente falando, existem três grupos de pessoas: As boas, as  más e as que circulam entre  estas  aderindo ao seu carater, fragmentos personais da primeira e da segunda, distribuídas em maior ou menor proporção de maldade e bondade. O terceiro grupo, ainda sem um nome  definido, é composto de pessoas mais difíceis de serem identificados por nos confundir com o pluralismo de suas atitudes, muitas vezes camufladas de razões justificáveis. 
As boas possuem atitudes de bondade e são preocupadas com os problemas sociais de toda a  natureza, ajudam cegos a atravessarem ruas e fazem carinho em animais abandonados; Se emocionam com cenas de novela e acreditam que os problemas do mundo tem uma única saída, o amor.
Por outro lado, as más, não perdem tempo com esses assuntos e muito menos com  as outras pessoas, por que estão voltadas para o seu egoísmo e em particular o próprio rabo. São manipuladoras, egocêntricas, pretenciosas, desrespeitosas e adotam conceitos  discriminatorios  a tudo que vai contra a suas regras doentias de estética. Sim eu digo estética por que só enxergam o superficial, jamais a alma de qualquer coisa cuja forma é inimaginavel. São como o Marcelo Dourado do BBB-10 e o personagem Flora  da novela da Rede Globo, um construído in natura e o outro em laboratório da ficção.
A maioria dos que conheço, assim como eu, fazem parte do terceiro grupo mencionado e que divide opiniões, uma espécie de salgadinho embutido de um recheio de bondade e muitas pitadas de maldade aceitáveis pelo INMETRO; Nunca excessivamente bondosos, nem maldosamente letais; Sabores mesclados, porem toleráveis a todos os tubo digestivos e de facil absorção.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fugindo das baratas

Corro o risco de ter uma destes ataques de fúria, pegar  esta  tal bola azul, equilibra-la no meio de um campo de futebol e chuta-la à gol, embora saiba que não importa em que goleira a bola entre, será sempre gol contra. 
Eu já prometi fugir desta cansativa jornada que me torna  por vezes um imbecil a procura de  algum entendimento, onde tudo parece tão distante e complexo à ordem de meu raciocínio. 
Existe por traz do olhar humano, muitos outros olhares à cerca do que acreditamos, tornando suas atitudes questionáveis e incompreensiveis. Existem mais mentiras  do que verdades nas palavras cuspidas com delicadeza. Por isto, sou homem suficiente para saber o momento certo de fugir das  baratas.

Vodka gelada

De noite me arrisquei no prazer duvidoso do álcool.  Era só o que eu tinha em casa para beber; vodka pura e gelada, esquecida numa gaveta do freezer. 
Na quarta dose, percebi não possuir a resistência russa e então decidi parar por covardia. Depois fiquei pensando que se não temos a disciplina  o suficiente para deitar a cabeça no travesseiro e dormir de mãozinhas postas feito anjo, pelo menos a dignidade de um porre completo. 
Fui pra cama cedo e acordei ainda noite, com a TV ligada  numa algazarra, muita sede e inquietação. Se tivesse dardos, jogaria na parede com a certeza de que erraria todos os alvos naquele momento.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LIBÉLULAS E BAILARINAS.


Ontem à tarde, fui cercado por libélulas que sobrevoavam uma poça d'água, criada pela chuva, no patio do meu trabalho. Seus corpos alongados e asas quase transparentes, me pareciam pequenos helicópteros de guerra,  ou bailarinas esguias executando movimentos sincronizados sobre água, com curiosa beleza. Minha presença  não as inibiu em suas insistentes tentativas de se aproximarem. As vezes faço  comparações que parecem engavetadas numa  outra dimensão de minha realidade, tornando-me tão contemplativo quanto distraído ao que percebo diante de mim. É curioso, pensar que sempre relacionei libélulas com helicópteros e bailarinas, como relaciono outras coisas, na qual esbarro na vida, nem sempre com alguma estética semelhante que as lembre.
Tenho estado com os pensamentos soltos, porém absorvidos em outras áreas de atenção restritas ao pouco comum e que  em outros  momentos me pareceriam absolutamente banais.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Chuva mágica

E logo que a chuva esperada chegou neste Sábado, desci até a praça vazia e fui caminhar como havia planejado à semanas. As gotas ardiam em minhas costas e a grama molhada sob meus pés faziam-me  deslizar sobre os passeio entre as árvores floridas e  com cores ainda mais vivas.
Que magia é esta, que cai do céu  como cristais e  transforma  tudo a minha volta com mais cheiro, mais personalidade, mais vida,  do que nos  outros dias que se repetem comuns?
Não tenho respostas pra isto. A gente nunca tem.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Elementos de uma grande mentira.

Já faz algum tempo que deixei de me preocupar com o que escrevo aqui no blog,  sem medo de  não ser compreendido, por utilizar palavras, opiniões e sentimentos pessoais que  se contrapõe  e que talvez me façam parecer uma pessoa desequilibrada, medrosa e  sem bom senso. Acho que não é posivel ser verdadeiro, sem ser contraditório, controverso, duvidoso. Meus sentimentos, são maiores do que minhas atitudes, gestos e posturas sociais diante da vida e reagem  como agua fria jogada numa panela com óleo quente. As vezes escrevo mentiras que penso ser verdades, alimento sonhos que mais tarde percebo não serem possíveis de  realizar e isto ao final de tudo me faz reduzir e perceber o quanto sou humanamente comum e me fragmento com situações que antes pareciam tão  óbvias  e aceitáveis e por alguns momentos tão sem controle.
Eu gostaria neste momento de  caminhar por horas sob a chuva esperada, abraçar arvores, estender-me no chão, na tentativa  de abrandar todo este peso de dúvidas que carrego, todo este meu cansaço e reverter a  sensação de impotência que  a morte me causou nestas ultimas semanas. Preciso de um  pequeno recesso elementar,  que não sei de onde tirar; de um descanso, um tempo para que tudo volte a parecer equilibrado. Preciso voltar a  não ter esta sensação de desconforto e acreditar que ainda haverá tempo, embora não seja possível ter controle sobre nada. Acho que me recuso a aceitar que podemos deixar coisas inacabadas, não resolvidas e simplesmente desaparecer como elementos de uma grande mentira.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sem poupar coração

Caminho das Borboletas

Novamente amanheceu cinza nesta Sexta, como eu gosto. Daqui do alto, vejo as pessoas caminharem estimuladas em seus trajes de esporte leve e confortável.
Gostaria neste momento de retornar à São Chico e refazer o Caminho das Borboletas, depois da curva de asfalto em forma de ferradura para a direita, logo após a parada 190.
Tô precisado de caminhar por estes lugares mágicos, cuja beleza não me parece ter uma explicação humana. Por hora; castigo meus cotovelos, debruçando-me nesta janela investigando perspectivas.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aceno

Havia muito mais ansiedade do que alegria na hora da chegada, uma especie de  urgencia, que me possibilitava absorver  por todos os póros do corpo o ar de casa, nas ruas conhecidas de minha cidade; Mesmo se estivesse com os olhos vendados, naquela manhã bem cedo, à reconheceria pelo cheiro. Eu particularmente, tinha pressa de correr pra casa, arrastando minha mala pela larga calçada e entrar no primeiro táxi que surgisse na esquina.  
Uma rápida olhada pra traz e todos estavam pousando para fotos e tambem meu querido amigo que em seguida pareceu vir em minha direção na intenção de despedir-se. Talvez  ele quisesse um abraço e eu também queria!.,mas minha ansiedade me envadia tanto que sómente levantei a mão num aceno de adeus e disse magras e gentis palavras que foram insuficientes.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Flor


Alguns sentimentos de perda me deixam sem voz e com os pensamentos confusos, não encontrando explicações que amenize a dor.
Amigos partem deste mundo e criam um espaço insubstituível na minha vida, deixando este nó que não se desfaz facilmente.
Eu até que percebi não estar inteiro no jantar de ontem. Na verdade, ninguém parecia estar.
Pela manhã a triste notícia já esperada, mas que ninguém queria ouvir.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Abraços e apertos de mão

Gosto de apertos de mão cuja a pegada se revela firme e impõe presença de carater, de abraços afetuosos que transferem o calor humano do corpo e a sinceridade da alma, dos beijos doces  que traduzem verdadeiros sentimentos.
Algumas mãos me parecem artificiais e faltando dedos, alguns abraços são tímidos como se não existissem corpos. Hoje fui surpreendido por pessoas que sabiam a importância destas diferenças.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Neve sobre os telhados de Paris

Sonhei que me acordava num quarto de hotel em Paris. A manhã estava ainda pouco iluminada e caia uma neve fina sobre os telhados exóticos das casas antigas numa rua estreita, acumulando-se nos passeios e esquinas ainda pouco movimentadas pelo cedo da hora.
Corri até a calçada vestindo-me apressado e pensei não estar tão feliz por estar em Paris.., mas por constatar singular beleza na neve, que encantava meus olhos atentos e enfeitiçados.


Poderia ser qualquer lugar, o que importava era a  magia da neve que caia. Então posei para uma foto com amigos que se aproximavam na calçada branca, em contraste com nossas roupas escuras de inverno. A  luz do flash se acendeu e nos eternizamos na típica pose de abraço, até eu me acordar de fato e pensar que os sonhos contem genuínas emoções que a realidade às vezes não alcança. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Melancolia essencial

Amanheceu com uma chuva fina e uma brisa agradável entrando pela minha janela. Eu esperava à varias  semanas que este clima substituisse o extremo calor que estava fazendo na cidade. Gosto de dias às vezes cinza como o que nasceu hoje, por que me causam uma conhecida melancolia essencial que parece estimular-me a momentos mais contemplativos e intimista. Si é qui mi intendi?..
Hoje cedo, assisti pela milionésima vez o filme "Another Woman" de 1988 e fiquei pensando no como este filme antigo do Woody Allen  me instiga a refletir e a bater em minhas essências pessoais, em como é necessário desconstruir crenças, desfazer relações viciadas com o mundo, com as pessoas, nos divorciar-mos de nós mesmos a procura de novas referencias de amor; e quando falo de amor, refiro-me ao fraternal, ao que nos compõe e nos torna igualitários no aspecto de respeitar as  sutis diferenças pessoais, as impossibilidades, as fragilidades, os medos, fazendo disto uma nova releitura de nossas convivências.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gestos simples derrubam leões

No dia em que viajei para Buenos Aires, foram feitas as apresentações dentro do ônibus como é de praxe: Cada pessoa revelava seu nome, o que fazia e também comentava sobre seus objetivos e expectativas com a viagem e assim procedeu-se. 
Eu entendi que aquilo era uma forma de facilitar a integração entre as pessoas até então meros desconhecidos. Mas o diferencial se fez quando um dos jovens que compunha o grupo, levantou-se a o ser chamado e olhando à todos na altura dos olhos, com a expressão muita tranquila, disse que era a sua primeira viagem para Buenos Aires ao lado do namorado e que a intenção era divertirem-se muito na cidade.
Aquela atitude corajosa, se espalhou entre o silencio dos expectadores e provou que os dias em que vivemos está evoluindo para melhor e isto, através de condutas sinceras e verdadeiras como a deste jovem, que surpreendeu a todos.
Óbvio que não houveram manifestações inadequadas, murmúrios duvidosos ou outras coisas do gênero, no resto do grupo, afinal vivemos numa sociedade "moderna", cujo os valores evoluem a todo o momento em direção a uma plataforma de liberdade e respeito individual e qualquer manifestação imprópria, seria como assinar a própria sentença publicamente.
Mas o que me chamou a atenção e à partir daí postar este comentário aqui no blog, foi realmente o silencio estabelecido entre as pessoas e que considerei um divisor de pensamentos marcado por possíveis questionamentos morais entre as verdades de cada um ali sentados. Existe no silencio uma perspectiva de reflexão, mesmo que camuflado de outras intenções e isto é um passo para a construção de novas ideias, possibilitando à todos tornarem-se mais flexíveis diante das diversidades assumidas com muita naturalidade e dignidade.
Isto me fez lembrar de uma frase dita por um amigo: _Gestos simples derrubam leões!.
E é uma verdade.

Palavras e atitudes

Acho que palavras, não descrevem a verdade de nossos sentimentos, apenas ensaia o que acreditamos ser a verdade, já que precisamos de algum suporte de orientação quando tudo parece estar confuso, mas ainda com um certo controle. 
O que quero dizer é que por vezes tentamos materializar nossos sentimentos confusos em palavras que facilitem a nossa própria compreensão dos fatos e assim criar  justificativas aceitáveis que expliquem nossas condutas viciadas e não as coloquem em situações reprovadoras diante de nós mesmos e dos outros.
Buenos Aires me fez ver isto e ter certeza de que palavras são voláteis diante de certas atitudes que  por vezes se contrapõe.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Surpresa com uma morte anunciada

Na Segunda-Feira quando retornei de Buenos Aires, uma das primeiras coisas que fiz foi ligar o celular que deixei em casa e então fiquei sabendo do falecimento de um colega de trabalho, através de uma mensagem a mim enviada e que  me surpreendeu  ao lê-la no visor do aparelho. Isto me fez pensar mais do que normalmente já penso sobre a morte e a surpresa que nos causa cada vez que tomamos conhecimento dela. Parece que surpresa e a palavra chave de uma morte anunciada.
Este colega já havia se submetido a inúmeros cateterismos e pontes de safena e embora fosse sempre orientado pelos médicos a ter uma vida mais regrada e saudável, não dava muita atenção a estes conselhos; Não acreditava em liberdade e felicidade pessoal baseada em limitações impostas que suprimissem seus prazeres. De tanto ir e retornar de hospitais parecia se assegurar no fator sorte que por vezes causa a sensação de onipotencia e que sempre é possível mais uma chance e mais uma, de sobreviver, sem limites estabelecidos pelo tempo e imposto por suas proprias regras pessoais.  Cada um de nós tem um pouco disto!..
O pior da morte não e a certeza de que ela virá, mas a surpresa de não estarmos preparados  para recebe-la e acho que quase sempre não estamos. A pergunta que me faço é se teríamos uma outra atitude se soubéssemos antecipamente a proximidade de sua chegada.
Há momentos em que o corpo parece mandar mais do que nossas prévias certezas de imortalidade, nos arrastando quem sabe para algo melhor. Acho que foi mais ou menos isto que aconteceu com ele.

Sorte no Bicho

Meu vizinho chegou pela manhã na padaria onde eu tomava meu café da manhã. Já disse que algo estava errado comigo, pois além de beber coca-cola no bico, normalmente não tomo café fora de casa, ainda mais sentado numa cadeira na calçada olhando pra grande avenida movimentada. Ele chegou com um papel na mão e uma expressão mesclada de ansiedade e alegria, anunciando ter ganho R$ 3.600,00 no segundo premio, numa centena no jogo do bicho. Eu não entendo nada deste jogo, mas disse que sonhou com o seu primeiro emprego e então olhou o endereço na carteira de trabalho, jogando o numero do estabelecimento e repetindo o primeiro numero, 4+483. Algumas coisas justificam a atitude, mas não explica o resultado como ter sonhado com o numero, jogado e ter acertado, outras nem se justificam como a de repetir o primeiro numero. Nem ele soube explicar a razão, é apenas sorte.

Sinais

Hoje não levantei bem e isso é reflexo da noite mal dormida de ontem. Me debati na cama com insônia e excesso de calor, pensamentos um tanto confusos e distantes, também  uma certa irritabilidade. aos nascidos sob o signo de Touro. Percebi claramente esta irritabilidade logo que abri a geladeira pela manhã e bebi a coca-cola no bico. Alguns sinais incomuns me comprovavam o óbvio. Acho que todos em algum momento, percebem seus próprios sinais.

CIDADE DE TIGRE - ARGENTINA

Cidade de Tigre fica localizada a mais ou menos 30 quilômetros, na área metropolitana da capital Buenos Aires e pode-se chegar até lá de ônibus, (mais ou menos 1 h 30 min.), ou de trem na estação do Retiro numa viagem muito divertida que leva pouco mais de 40 minutos por 2 pesos.




Eu digo divertida por que durante o trajeto alguns vendedores ambulantes invadem o trem, oferecendo produtos como CDs piratas, alfajores, bijuterias, canetas esferográficas, tudo que se pode imaginar.

A cidade é muito charmosa e com uma excelente infra estrutura de lazer, muitos bares, restaurantes, cafés,  shoppings e lojas de artesanato espalhadas por suas calçadas limpas e  alguns prédios de arquitetura antiga que serviram de moradia e retiro de lazer à aristocracia no século passado. Tigre é um balneário, margeada pelo rio Sarmiento que disponibiliza passeios de barco para diversas ilhas formadas por rios que formam o delta do Parana. O  nome da cidade se deve a presença do felino (tigre americano) que vivia no lugar antes da ocupação humana.

Os passeios de barco saem da Estação Fluvial de Tigre com construção em estilo inglês, situada na Avenida Mitre -30. Os preços variam de acordo com o tipo de embarcação (que podem ser em  barcos simples, catamarãs de luxo) e numero de passageiros, variando de 300 à 15 pesos por pessoa. As ilhas são ricas em flora - fauna com inúmeras casas e mansões construídas à beira dos rios, lembrando um pouco o nosso Guaíba e o Delta do Jacuí.


As ilhas possuem infra estrutura desde restaurantes a pequenas lancherias que oferecem almoço ou lanches rápidos para os visitantes, alem de pousadas para pernoites.



Ainda no perímetro urbano da cidade pode-se visitar:

PORTO DE FRUTAS:
Local onde há numerosos postos de venda que oferecem produtos de primeira necessidade  e  regionais como pães, cucas, doces, embutidos, comercializados pelos habitantes das ilhas.

FEIRA ARTESANAL DELTA:
Produtos de artesanatos em vime, bambu, madeira, e  outros adornos e acessórios decorativos. 

MUSEU SARMIENTO:
Localiza-se na margem do rio Sarmiento, foi a casa que o ex-presidente da República Argentina Domingo Faustino Sarmiento usava em sua estadia no Delta. Sua antiga casa de madeira foi restaurada e protegida por um vidro transparente para impedir a sua deterioração. Transformada em museu em 1997, abriga em seu interior uma biblioteca e objetos pessoais que foram utilizados pelo presidente. Foi declarado Monumento histórico Nacional. 

CASSINO TRILENIUM: 
Construído num prédio de 20.000 metros e considerado  o maior cassino da América do Sul. Ainda pode ser um excelente programa, caminhar pelas ruas da cidade, observando suas construções do século passado ainda preservadas, praças e ruas arborizadas, que dão um encanto todo especial à cidade.





COMO CHEGAR A O TIGRE:
De ônibus: Linha- 60. É importante lembrar que os ônibus de Buenos Aires e tem máquinas automáticas de bilhete que só funcionam com moedas).
De automóvel: Da Cidade de Buenos Aires seguir pela auto-estrada Del Sol. Depois seguir pelo Acceso Norte e Ramal Tigre.
De Trem: Bartolomé Mitre – ramal Retiro/ Tigre
Tren de la Costa. – ramal Maipú/ Delta.

Até a próxima viagem!



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Terra é realmente redonda!

Quando divido o memso espaço com algumas pessoas que não simpatizo, eu fico me perguntando se não estou  sendo implicante demais, agarrando-me a pequenas coisas vagas e isto sendo alimentado  por algum preconceito, gerado por algumas impressões mal elaboradas a partir de gestos e  atitudes observadas e não aceitas por mim. Fico lutando contra esta má impressão e me esforçando para que meu sentimento mude com relação a algumas intolerâncias que produzo, o que nem sempre é possível. Mais tarde vem aquela sensação de que  lutei em vão, pois todo o meu corpo me dizia que a terra era somente eu não acreditei.

Reveillon 2011 em Buenos Aires




Dia 27 de Dez. de 2010 saí de Porto Alegra para Buenos Aires, com a finalidade de passar o reveillon na capital portenha. Eu estava com uma grande expectativa pelo fato de encontrar amigos que fiz em excursões anteriores, além de rever a cidade que já havia conhecido em Fevereiro de 2010 por ocasião do Carnaval com uma infinidade de atividades de lazer e diversões que firmaram em mim uma opinião muita positiva com relação a cidade. 
Para minha grande surpresa, a cidade parecia outra; Preços muito acima do esperado ou iguais aos aplicados no Brasil, alem de uma certa deficiência para receber os turistas e que não se restringiam somente aos problemas econômicos ou de diferenças culturais, mas de educação, simpatia e interesse de conquistar os que levavam dinheiro pra dentro do país de economia tão fragilizada. Alguns vendedores pareciam demonstrar desprezo pelos clientes brasileiros, isto era visível. Buenos Aires estava vazia de argentinos que se deslocaram para as praias do Uruguai e com um grande numero de brasileiros que resolveram pasar o reveillon por lá. Desta forma Buenos Aires sem argentinos, não se parecia com Buenos Aires e os poucos que ficaram pareciam frustrados com esta condição.
Vou dar dois exemplos ocorridos nestes dias:
Uma amiga da excursão disse que pediu um almoço que acompanhava puré de batatas. Já nas primeiras garfadas encontrou um longo fio de cabelo que a fez chamar a garçonete para que tomasse providencias a respeito. A mulher recolheu o prato e apos coloca-lo sobre o balcão começou a remexer na comida com a ponta de um garfo a procura do cabelo, que mesmo estando visível fingia não enxergar. Quando mostrado o enorme fio com ajuda da própria cliente que foi até o balcão, a mulher lhe lançou um olhar de desprezo e disse rispidamente que era só oque tinha para oferecer e que pagasse apenas o refrigerante.


Outro excursionista contou-me que pediu uma cerveja num bar, cujo o preço fixado era de 10 pesos. Quando perguntado pelo garçom, se queria que abrisse a tampa da garrafa, o que é obvio porque eu pelo menos não conheço outra forma de beber o conteúdo de uma garrafa sem que esta esteja aberta, informou-lhe que o preço era 16 pesos. Ao pedir explicações sobre a rápida inflação sobre o preço da bebida, o garçom respondeu-lhe de cara feia, que era assim que funcionava o serviço. Estes foram apenas dois exemplos entre tantas incidências ocorridas. Claro que seria inoportuno generalizar, mas que havia uma certa hostilidade e total desinteresse de se parecerem simpáticos com brasileiros, isto havia de fato.
Bom, existe uma regra universal que diz o seguinte: Cliente bem tratado dá referencias positiva e retorna, cliente mal tratado dá referencias negativas e não volta! Isto de certa forma serviu para que eu percebesse, que nem tudo são flores. Um dia você pode ser recebido com educação e receptividade e noutro com desinteresse e mal educação. É possível uma cidade estar de mal humor?


Nos dias 29 e 30 saímos as compras que foram absolutamente tímidas por causa dos preços absurdamente inflacionados, as ruas lotadas de gente, o transito caótico, ladrões e batedores de carteiras por todos os lados, alem do calor infernal (nada diferente daqui do Brasil nos dias que antecedem grandes datas). 
No entardecer do dia 31 a cidade começou a ficar vazia e não se encontrava táxis e não por demanda no serviço, mas por que simplesmente não havia nenhum circulando. O comercio praticamente fechou suas portas, sendo substituidos por vendedores ambulantes, na maioria peruanos e paraguaios expondo seus produtos no passeio da Avenida Florida. Os poucos bares e restaurantes que ficaram abertos, prestavam serviços deficientes e caros, muitos eram longe do circuito central da cidade, dificultando ainda mais os deslocamentos. Para se ter uma ideia alguns taxistas cobravam de um bairro para outro a tarifa fixa de 180 pesos, quando em dias comuns não passavam de 20 pesos. O taxi é um dos meios de transporte baratos na capital portenha, mas há de se tomar cuidados com alguns taxistas que ao perceberem se tratar de turistas, esquecem de ligar o taximetro, ou fazem voltas pela cidade tentando arrancar tarifas mais altas.


Outra coisa que chamou a atenção de todos, foi a sujeira em que se encontrava a cidade desde o dia 28 de Dezembro quando chegamos, até o dia 02 de Janeiro quando nos preparávamos para voltar a o Brasil. Alem das lixeiras abarrotadas e fétidas de matérias em decomposição, as ruas e avenidas pareciam cobertas por um tapete de papeis picados, lançados das janelas dos edifícios comercias. Dizem que isto é uma tradição por lá e a coleta de lixo não parecia um serviço essencial nestes dias.
Pela deficiência de locomoção em táxis na noite de 31, resolvemos jantar no Hostel e depois assistir a queima de fogos de artifícios em Puerto Madeiro que dava para ir á pé. Numa das plataformas do porto, três jovens de Itajaí, fizeram o diferencial com a apresentação de chorinhos brasileiros, deixando a noite mais agradável entre as explosões coloridas de fogos de artifícios. Não havia quem não parasse para apreciar a boa musica. Ficamos ate as 3 horas da manhã e depois retornamos para o hostel com planos de conhecer outros lugares fora das imediações do centro de Buenos Aires, o que merecerá outro post aqui no blog.
Na foto à cima: Eu de vermelho. Da esquerda para a direita, Guilherme, Junior, Araci, Ton, Barbara e Andrei.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Chorinho em Puerto Madeiro

Depois do jantar de Ano Novo, fomos assistir a queima de fogos  de artifícios em Puerto Madeiro. Fomos orientados por um dos funcionarios do hostel, para sair-mos em grupo pelas ruas depois do jantar por ser perigoso, mesmo a cidade estando vazia. 
A queima de fogos é sempre bonita em qualquer lugar, não tem quem não se encante com aqueles  riscos coloridos rasgando o céu e transformando-se em gotas luminosas, mas o que realmente valeu, foi ter encontrado um grupo de jovens musicos de Itajai, tocando chorinho numa das passarelas do porto, despertando-nos  a vontade de dançar e um certo orgulho de ser-mos brasileiros e foi o que fizemos; dançamos e cantamos orgulhosos misturando  o som brasileiro com passos de tango.

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