quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PORTAS E JANELAS DA ALMA

Uma porta em Tiradentes
O dia estava ensolarado e quente, mas algumas nuvens escuras que  flutuavam no céu, foram transformando tudo num cinza como é comum acontecer por aqui. A chuva discreta que caia leve sobre os telhados das casas, me fez lembrar de janelas velhas e descascadas, portas enormes com calçados na soleira, flores de Ipê formando tapetes na calçada, ruas estreitas, sofridas, gatos encolhidos no sofá da sala, cheiro de bolo de fubá na cozinha, estranhos que caminham apressados, mas que me são emocionalmente familiares.
Por que esses dias me tocam tanto e me fazem sentir que sou parte deles? Um dia abrirei essas portas e me debruçarei sobre essas janelas da alma, desvendando todos estes mistérios do mundo. Enquanto isto, compartilho com vocês estas fotos, que fazem parte do meu olhar inquieto.


Uma janela no centro histórico de São Luis


Passo da Quaresma em Alcântara.


Entrada do Palácio Negro- Alcântara

Portão do Hostel em Ouro Preto

Uma Janela no Centro histórico de São Luis




Receita de peixe para preguiçosos.

A gente inventa e se der errado, encontra alguma saída elegante. Ontem comprei filé de peixe, Abótrea, que não é muito caro e me encorajei na construção de uma receita de preguiçoso. Talvez nova pra mim, nunca se sabe se já não existe por aí, rodando em algumas paginas da Internet e de preguiçoso por ser rápido e sem muito trabalho de fazer.
É 1/2kg de file de peixe Abótrea temperado com tempero pronto, (mais fácil), depois mergulhado em  1 ovo batido e em farinha de rosca suficiente para cobri-lo. Fritar em óleo comum e separar.
Para o molho: 1 cebola grande cortada em rodelas, frita numa frigideira com 1 colher e 1/2 de manteiga, esperar dourar e acrescentar rodelas de abacaxi que também devem dourar. Como toque final, acrescentar 1 colher de geleia de pimenta e pitadas de canela em pó. Para aqueles que tem frescura com condimentos como pimenta, sugiro uma geleia também de abacaxi. Pode ser acompanhado com arroz branco e uma salada de rúcula, (minha preferencia). Dá para duas pessoas.

A ARTE QUE O PRECONCEITO TEME EM APRECIAR.

Aconteceu aqui na capital uma caminhada, que eu gostaria de ter feito mas não fiz, pelo simples fato de não saber que iria acontecer; soube dias depois...
Não, não vou culpar os órgãos responsáveis pela pouca divulgação do evento, por que não sei se não estarei sendo injusto, uma vez que lotou um ônibus articulado da CARRIS, para conduzir os visitantes aos dois cemitérios já conhecidos dos porto-alegrenses, o da Santa Casa e o Evangélico e soube da noticia por um Jornal chamado "Usina do Porto" de distribuição gratuita que caiu em minhas mãos não lembro de que forma. Gosto de visitar cemitérios como já provei em outras postagens AQUI e também AQUI e perder este passeio na minha própria cidade, foi pra mim uma frustração.  Mas com certeza outros surgirão.


A caminhada de 2 horas aconteceu no dia 26 de Novembro às 10 horas, com saída do totem  do Caminho dos Antiquários, na Rua Demétrio Ribeiro em frente a praça Daltro Filho no encontro das Ruas General Genuíno e Marechal Floriano, com o objetivo cultural de informar aos participantes sobre a historia dos cemitérios na cidade. Os cemitérios são dotados de uma rara e diferenciada beleza arquitetônica em seus jazigos e esculturas, (haja visto o cemitério da Recoleta em Buenos Aires visitado por turistas do mundo todo), cuja a maioria das pessoas por preconceito temem em aprecia-las. Essas iniciativas servem também para modificar estes comportamentos e redirecionar um novo olhar que aponte para caminhos históricos culturais e artísticos dessas obras.


Esta caminhada não foi uma iniciativa isolada, pois já aconteceu anteriormente no ano passado, no dia 24 de Abril, e são promovidas pelas Secretarias Municipais do Planejamento, da Cultura, do Turismo, Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira Dama. As caminhadas à pé pelo centro da cidade, são feitas com a orientação de pesquisadores em arte funerária, professores de artes visuais, especialistas em Patrimônio Cultural e outros motes 2 vezes por mês, sempre aos Sábados.
As inscrições devem ser feitas por e'mail vivaocentroape@gmail.com devido ao fato do grupo se deslocar de ônibus, cujas as vagas são limitadas. As caminhadas são gratuitas e são exigidas apenas a doação de alimentos não perecíveis que serão encaminhadas a instituições do município. Outra opção é a doação de ração para cães e gatos, que será destinada aos animais, por meio do Programa de Bem-estar Animal da Prefeitura. As caixas para recolhimento das doações, são montadas nos pontos de saída das caminhadas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Passarim

No domingo saiu um churrasco entre amigos aqui em casa. Talvez fosse com o objetivo de falar sobre a viagem, mas não falei, eu prefiro falar para cada um individualmente. Acho que assim funciona melhor, nem todo mundo está a fim de falar num único assunto. Sejamos menos líricos e mais democráticos!..
Mas rolou alegria, sorrisos, historias que não soube enquanto estive fora, convites para novas viagens... 
Eu preso estes amigos que me procuram, acho que é uma das formas de manter as chamas do afeto sempre acessa. Os outros, passarim, voam a distância.

Qual dos conceitos é a verdade ?

Mal acabei de finalizar a postagem  anterior e comecei a sentir um cheiro de café vindo do apartamento do Fernando, invadindo o meu quarto pelo cantinho da janela, claro, a cozinha dele é aqui do lado!.. 
Eu não tenho o costume de ficar deitado na cama até mais tarde e isso me soa a primeira vista como algo anormal, ou seja: Nove horas já é tarde para mim.
Desde que retornei de viagem o cheiro das flores e o verde das ruas me convencem de que estou novamente em casa, porém, sinto uma falta de vontade que ainda não sei se é preguiça ou desanimo, os dois conceitos tem diferença de sentidos, não é mesmo?
Falta poucos dias para voltar à trabalhar e ainda não desarrumei emocionalmente as malas, como se tivesse de partir novamente às pressas e sem rumo. Não consigo retomar minhas rotinas, costurar o que deixei alinhavado por aqui. Amanhã é o ultimo dia para retornar a ordem, ou devo chamar de desordem?

Feijão preto.

Nos oito dias que estive em São Luis, eu sentia muita vontade de comer feijão. Não que lá não tivesse, mas era servido um feijão de cor avermelhada que não parecia o mesmo que tenho o costume de comer por aqui, o gosto era diferente e servido numa pequena cambuca que parecia para meia pessoa. 
Depois de ficar alguns dias comendo peixe frito, assado, cozido com molho da camarão, caranguejo, acompanhado de arroz, um molho que eles chamam de vinagreira e farofa, o desejo pelo feijão se tornou tão vultuoso que eu solicitava uma porção a mais nos restaurantes onde ia comer. 
Feijão é um prato tão simples e barato no cardápio dos brasileiros, que alguns cometem o erro de pensar que ele não combinaria com outros pratos considerados mais sofisticados; ledo engano. 
Ontem fiz uma cozinhada aqui em casa e me deliciei com duas conchas que servi no prato. Quanto ao camarão gigante e salgado que trouxe do Mercado das Tulhas, ficará guardado para outra ocasião.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Receita criativa


Xibé nos levava até a casa de dona Joralda para comprar licor de Tamarindo, quando perguntei o significado de seu nome. A gente tem a mania de querer dar significado a tudo nesta vida.
Xibé é uma mistura de água com farinha de mandioca que pode ser comido puro ou com peixes, (frito, cozido ou assado..), mas o apelido mesmo pegou, por que eu comia demais! _ respondeu dando gargalhadas com vontade.
Pensei em silencio, que minha mãe costumava misturar farinha de mandioca no café preto, por que meus avós muito pobres, não tinham dinheiro para o pão. Eu era criança e achava terrível ve-la fazer aquela gororoba pra comer na minha frente. Ela gostava tanto daquilo, que comeu durante anos, depois de adulta. Será que era a mesma coisa a que Xibé se referia? Eu não perguntei para ele, se era pelo mesmo motivo que o de minha mãe. Fiquei envergonhado.
Uma vez assistí uma entrevista com Lula, onde ele dizia para um jornalista que só conheceu pão com sete anos de idade, antes só tomava café com farinha de mandioca. Certas receitas não possuem nacionalidade regional, não é mesmo? São inventadas com criatividade por pura necessidade.

DE SÃO LUIZ A PARAUAPEBAS DE TREM.

Um passeio que não pude fazer em São Luis pela falta de tempo e organização, foi viajar de trem, o que lastimo pela grande de paixão que tenho por locomotivas. A cidade possui uma linha de trens de passageiros, numa vasta rede férrea distribuída por varias cidades e povoados no interior do Maranhão e algumas cidades no Pará.


O Trem que parte da Estação do Vale do Rio Doce, no bairro Anjo da Guarda, alguns quilômetros do centro histórico de São Luis corta 23 municípios, sendo 20 no Maranhão e 03 no Pará pela estrada de Ferro Carajás.
Um dos trechos que talvez seja muito interessante fazer é o mais longo de 892 Km, até Parauapebas no Pará, com duração de 16 horas de viagem e varias paradas. A locomotiva composta de 26 vagões e capacidade para 336 passageiros na classe executiva, (com ar condicionado), 1.164 na classe econômica, (sem ar condicionado) trafega por lugares de muita beleza e simplicidade rural.


As saídas de São Luís-Maranhão acontece nas segundas, quintas e sábados, com partida às 8 h e chegada às 24 h aproximadamente.
As saídas de Parauapebas é nas terças, sextas e domingos, com partida às 6 h e chegada às 22 h. em S. Luis.  As tarifas: R$ 80,00 (classe executiva) e R$ 36,00 (classe econômica).

A serpente encantada de São Luis.

Conhecer uma cidade não se resume a visitar seus pontos turísticos, saborear seus pratos típicos, tirar fotos e trazer uma lembrancinha para a casa; mas tentar perceber muito além do que ela tem para mostrar, transcender o simples alcance do olhar, e isto pode ser feito inicialmente pelo conhecimento de sua história, de suas manifestações culturais, lendas, mitos, crenças, contadas pela boca do povo. A memória local muitas vezes criada pelo imaginário popular, pode ser um caminho profundo para entendermos a alma como também a composição  identitária destes lugares. 
Enquanto estive em São Luis, ouvi muitas lendas como a carruagem que trafega a noite pelas ruas de São Luis com a alma penada de Ana Jansen, sobre o palácio de Lagrimas, mas esta que vou descrever, foi a que achei a mais criativa dentre todas que ouvi.
Diz a lenda que uma serpente adormecida cresce pouco a pouco no subterrâneo da ilha de São Luís,
e no dia em que sua cauda encontrar a cabeça, destruirá a cidade, fazendo com que ela seja tragada para sempre pelo oceano. Afirma-se também, que um dos locais em que é possível confirmar sua existência é a Fonte do Ribeirão com suas galerias subterrâneas construidas pelos jesuítas, onde está a cabeça do animal, e quem olhar através das grades da entrada, poderá reparar nos medonhos olhos da gigantesca cobra brilhando na escuridão. Segundo a crença, a serpente encantada habitaria as galerias subterrâneas que percorrem  o Centro Histórico de São Luis, e do seu corpo descomunal a barriga encontra-se à altura da igreja do Carmo, e a cauda sob a igreja de São Pantaleão. No dia em que suas presas abocanharem seu rabo o animal acordará, levando a cidade às profundezas do mar, fechando assim, o ciclo de vida de São Luís no atar de suas duas pontas.
Quando visitei Alcântara, nosso guia Xibé, mostrando a cabeça de uma serpente esculpida num dos portais de entrada de um palácio em ruínas mencionou esta mesma história que eu já tinha ouvido.

sábado, 26 de novembro de 2011

A cidade dos Azulejos- Parte 2


Eu sabia que talvez não fosse gostar ou me surpreender com que iria ver, pois não é o lado plástico e contemporâneo dos lugares que eu procuro nas viagens que faço, então deixei para visita-la nos dias finais, atravessar a ponte e ver com meus próprios olhos, tirar a prova dos 9.
Tomei um táxi no centro histórico e pedi ao motorista que me levasse até a parte nova, do outro lado da Ponte José Sarney, nas proximidades da Lagoa da Jansen, que atualmente tem recebido um tratamento de despoluição informado diariamente na TV, o resto eu faria a pé e tiraria minhas próprias conclusões.



Foi o que pensei, a cidade ao longo do tempo cresceu para o interior norte, atravessando o rio e ocupando uma vasta área plana que acompanha a baía até o litoral, uma especie de divisão entre o novo e o velho, o moderno e o antigo, quem sabe uma separação entre os mais e os menos afortunados.
A orla marítima de São Luís é destacada por praias extensas e planas, de areia dura e clara, com enormes edifícios comerciais e condomínios de luxo entre o mar e a avenida litorânea; debruçada num mar aberto de relativa beleza.


As praias têm muitas áreas aproveitadas como campos de futebol e outros jogos de lazer e costumam ser bem vazias durante a semana e hiper lotadas pela população da cidade durante os finais de semana. As mais próximas da área central são: Ponta D'Areia, São Marcos (onde encontra-se as ruínas de um Forte de mesmo nome e o farol), Calhau, Praia do Araçagy e Olho D'Agua.
Em toda sua extensão existem barracas de praia que servem peixe, frutos do mar, cerveja gelada e aperitivos. Cada barraca tem sua atração especial, seja na culinária ou na música, atraindo um público afim.

 

Ainda na proximidade da orla marítima, destaca-se a Lagoa da Jansen com largos calçadões, quadras de esportes, lazer e ciclovias ao seu redor. Mesmo com o trabalho de despoluição, a água da lagoa não apresenta um bom aspecto deixando-a pouco confiável aos olhos de quem passa. É meio turva e cheia de resíduos e algum lixo boiando em seu leito. O nome da Lagoa, para quem como eu que desconhecia, foi uma homenagem à Ana Jansen Pereira, temida latifundiária que não media esforços para atingir seus objetivos. Inteligente, influente, destemida e voluntariosa, tornou-se uma das personalidades mais poderosas de sua época. O lado ruim de sua personalidade é que Ana Jansen era cruel e tratava seus escravos de forma desumana, aquele que ousasse desobedece-la tinha morte garantida. Tanta maldade fez com que surgisse em São Luis, uma das mais famosas lendas que sobrevive a quase 120 anos após sua morte. 


Lenda de Ana Jansen:
Condenada a pagar por seus pecados e por tantas maldades cometidas, nas noites de Quinta para Sexta-feira, Ana deixa o cemitério em uma carruagem puxada por cavalos e um escravo decapitados a percorrerem as ruas de São Luis. Aqueles que por ventura cruzam o seu caminho, recebem uma vela acessa das mãos de Ana, que no dia seguinte se transforma num osso de defunto. O povo do Maranhão em particular São Luis, são cheios de lendas e crendices que são contadas até hoje. Alguns historiadores acreditam que estas historias foram difundidas entre as pessoas pelo fato da cidade estar localizada numa ilha isolada do continente e por seu grande contingente de negros, gerando todo este misticismo, reforçado pela conveniência de seus colonizadores. 

VISITA A ILHA DO LIVRAMENTO

Foi no final do passeio pelas ruas e ruínas de Alcântara que Xibé, nosso simpatico guia, nos informou meio sem graça, que não seria possível nos levar para conhecermos os guaras (pássaros de penas vermelhas) que se alimentam na beira da praia de um tipo de caranguejo que lhe confere esta magnifica cor, a maré estava alta e desta forma eles não apareceriam, os alimentos estariam submersos, sendo assim ele não poderia cumprir conforme o prometido. Ficamos frustrados, pois não havia mais tempo nem para visitar as comunidades quilombolas nas áreas mais distantes do qual eu em particular tinha curiosidade de conhecer e dependíamos do horário apertado do catamarã que nos levaria de volta para São Luis.

Na foto: Eu, Athos e Ellen.

Até que de repente os dentes brancos no rosto de pele negra de Xibé se iluminaram, transformando sua expressão de preocupação numa possibilidade de nos recompensar. Já sei!.., disse sorridente. Vamos visitar dona Mocinha, na Ilha do Livramento!... Dona Mocinha?..,nos questionamos, eu Athos e a Ellen.

Vista da ilha a partir de Alcântara

Então ele nos contou: Dona Mocinha é uma senhora curandeira que vive na ilha junto com seu filho adotivo, apelidado de Punk. Vivem por lá a muitos anos, sem luz, sem supermercado por perto, sem os confortos da cidade, mas com uma qualidade de vida, que é invejada pelas poucas pessoas que tem o privilégio de conhece-los.

dona Mocinha

Tão logo Xibé, fez o comentário e nos iluminamos com a possibilidade de conhecer uma pessoa tão incomum e já tratamos de conseguir um barco de pescador que nos levasse até ela e num horário marcado nos pegasse de volta para não perder o catamarã para São Luis. Foi o que fizemos. Chegamos na ilha e fomos recepcionados por dois cães que pareciam ferozes e em seguida pela figura famosa e sorridente de dona Mocinha que enquanto falava, eu observava não ter qualquer sotaque arrastado do povo da região. Falava num português correto e numa postura simples, mas com a elegância de quem tem experiência e guarda consigo muitos segredos sobre a vida.

Aguardando o barco.

Dono Mocinha nos comentou sobre o interesse de alguns pesquisadores da Universidade  em seus  conhecimentos fitoterápicos de algumas ervas da região e também de seu empenho em manter viva as tradições folcloricas e religiosas do Maranhão.

Pose para fotos na despedida.

Disse ela: O nosso povo perdeu o rumo e esqueceu de  suas raízes, trouxeram uma cultura estrangeira que nada tem haver com a gente. Este raggae trouxe consigo o consumo das drogas, a marginalização e a morte. É importante que essa gente mais nova reconheça-se na sua verdadeira cultura, no Tambor de Crioula, no Coco, no Tambor de Mina.
Eu fique surpreso com a clareza de suas palavras e a franqueza de seus sentimentos. Dona Mocinha tinha firmeza ao defender suas idéias e argumentos bem definidos para se fazer compreender. Depois de alguns minutos de prosa fui tomar um banho de mar com meu filho, enquanto os outros bebiam agua de coco na sombra das árvores. Quando retornei do banho de mar, ela tinha se recolhido para dar comida ao seus cães.

barco vindo para nos buscar


Ficamos então de conversa com o Punk que é nativo de Alcântara e tem seus sonhos de casar-se, ter filhos, mas antes quer se ajeitar economicamente na vida, montar quem sabe uma pousada ou spa naquele lugar paradisíaco. O Punk tem uma particularidade, sempre que conversa diz antes ou depois de qualquer frase a palavra:"Corretamente" ou "Perfeitamente" tornando-o muito engraçado para quem o ouve.
Já quase na hora de partir, nos despedimos dele e de dona Mocinha com um forte abraço, daqueles que se dá demorado, por que se tem a sensação de que se não o fizermos, ficará faltando um gesto, uma atitude que talvez não se tenha nova oportunidade para expressar.
Até a próxima!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PASSEIO À MANDACARU, VASSOURAS E CABURÉ.



Estando em Barreirinhas, você não tem mais pressa de sair, a cidade é pequena e meio sem graça, mas com um jeito de povoado a beira do rio e que hoje não teve outra alternativa a não ser crescer conforme é possível e se render a responsabilidade de ser a porta de entrada para passeios paradisíacos como os lençóis maranhenses e alguns povoados a beira do Rio Preguiças. Seus moradores são pessoas simples, alegres e que aos poucos começam a se acostumar com a constante movimentação de turistas que circulam por suas ruas em veículos posantes.
A cidade possui boa infra estrutura com inúmeras pousadas e operadoras de turismo que oferecem os mais variados passeios. 
Como já tínhamos feito o passeio aos lençóis um dia antes, optamos por um outro, de voadeira pelo Rio Preguiças, numa Sexta-Feira dia 18 de Novembro, do qual não nos arrependemos. O passeio começou as 8h:30 e finalizou às 16h:00 no Cais de Barreirinhas.

[Inicio do passeio pelo Rio Preguiças.] 

Nosso grupo era formado por 10 pessoas: Eu e meu filho, uma baiana e seu namorado suíço, um casal de franceses de meia idade e quatro garotas paulistanas, que alguém comentou serem atletas. 
A voadeira saiu do Porto de Barreirinhas, seguindo a sinuosidade do rio, enquanto o guia parava e nos mostrava todas a rica variedade de vegetações na orla costeiras. 

IGARAPÉS:
O que mais me impressionou foi o igarapé, um estreito braço de rio, cujo nome indígena significa literalmente "caminho de canoa", onde as raízes de enormes arvores saiam de seus grossos caules em direção ao fundo do rio, provavelmente ao encontro de lama e seus nutrientes, formando um extenso manguezal a se perder de vista. 

[Igarapés e mangues] 

Neste momento o silencio era completo na voadeira. Acredito que todos estavam impressionados com o que se deparavam diante de seus olhos, que era de uma grande beleza raramente vista. Enormes coqueiros, flores raras e aquáticas, um tipo de fruto que lembra abacaxi, mas que não é comestível. 


VASSOURAS:
Seguimos depois pelo Rio Preguiças até o povoado de Vassouras, com seus barracos de pescadores, cujo os telhados são feitos de palha de buriti e construídos na beira do rio. Estas construções são muito interessantes e dá a sensação de que estamos num Brasil diferente ao que estamos acostumados a ver. São construções muito simples, rudes e que lembravam a Polinésia que se diferenciam por serem palafitas. 

[Abrigo dos pescadores na beira do rio em Vassouras 
sobre os pequenos lençóis Maranhenses] 


Visitamos a Tenda dos Macacos, localizada na frente do rio. A tenda vende lanches e bebidas para os visitantes que chegam de barco e os macacos ao presenciarem a movimentação das pessoas, surgem do meio da mata para ganharem alguns petiscos. Considerados os primatas mais inteligentes das Américas, utilizam ferramentas em seu ambiente natural. 


As ferramentas mais comuns são pedras utilizadas para quebra de frutos encapsulados como cocos, varetas para capturar larvas de insetos, mel de ocos de árvores e pedras para cavar o solo em busca de raízes comestíveis. São também muito ágeis para confiscar alimento da mão de algum turista desprevenido. Suas atitudes são tão marotas que por vezes parecem adquirirem atitudes que lembram o de uma criança.


Mas na tenda não havia somente macacos, mas papagaios coloridos empoleirados em galhos de arvores, algumas garças na beira do rio e quando fui comprar uma latinha de refrigerante, me surpreendi com a presença de uma coruja descansando no madeiramento de sustentação do telhado do bar. Estava tão camuflada que quase ninguém a percebeu.


O único animal que não estava solto entre as pessoas, era um coati, que segundo o proprietário da tenda era muito mal humorado e necessitava ficar preso. Ficamos impressionados com o tamanho dos dentes do bicho quando mudava de humor.



MANDACARU:
Passado alguns minutos era hora de voltar para o barco e prosseguir até o nosso próximo destino; Mandacaru, um povoado de pescadores com um farol chamado Preguiças de 35 metros de altura, construído em 1920 e inaugurado em 1940, sobre a tutela da Marinha do Brasil. 
Do alto de seus 160 degraus, é possível uma vista privilegiada de toda a região e constatar a beleza do lugar e alguns povoados ainda mais distantes.

[Farol Preguiças em Mandacaru] 


Lá de cima do farol, com uma visibilidade de 360 graus é que se tem noção da geografia deste lugar magnifico. Os povoados de Caburé, Vassouras e Atins, que estão fixados sobre uma estreita faixa de areia, onde de um lado está o mar e do outro o Rio Preguiças. Na ponta onde o rio desemboca no oceano está localizado Atins, abrindo a discussão de que um dia estes povoados poderão ser tragados pelo mar e desaparecerem do mapa.

[Vista de cima do farol.] 


Enquanto o apocalipse não acontece, é possível desfrutar à poucos metros de distancia ora de um banho de água salgada do mar, ora de um banho de água doce no tranquilo Rio Preguiças.
Dizem os moradores locais que na época da seca é possível ver no baixo de Atins, a carcaça do Ville de Boulogne, navio que afundou em 1864 matando Gonçalves Dias, ilustre poeta maranhense. A embarcação se chocou com um banco de areia durante a noite. Toda a tripulação conseguiu escapar do desastre a nado, mas o poeta dormia em seu camarote no porão do navio sem perceber a tragédia da qual seria o único morto.

[Deste lado o mar, do outro o Rio Preguiças.] 



CABURÉ:
No horário do almoço, retornamos para Caburé, que somente havíamos passado em frente e nos deliciamos com um prato de peixe ao molho de camarão preparado no Restaurante do Paulo, que disponibiliza um espaço com redes para a soneca básica. Trinta minutos foi o suficiente!.. 

[ soneca básica depois do almoço] 


Reposta as energias perdidas diante de tanta novidade e beleza, caminhadas, subida e descida dos 160 degraus do farol, peixe ao molho de camarão, só restava um delicioso e relaxante banho no Rio Preguiças, ou alugar um quadriciclo por R$ 50,00 meia hora e fazer um passeio pela areia na beira-mar, até o povoado de Atins, na ponta do istmo que leva em torno de 20 minutos. Nós preferimos um banho no rio.

[Rio Preguiças.] 

Se você já estiver em Ribeirnhas pagará R$ 60,00 por pessoa, pelo passeio de voadeira pelo Rio Preguiças e se estiver em S. Luis, mais R$ 80,00 pelo deslocamento de ida e volta até Ribeirinhas, sem contar algumas paradas para alimentações. 
O ideal é que você fique pelo menos 02 dias na cidade e aproveite para fazer mais de um passeio: (Os Lençóis Maranhenses e de voadeira pelo rio Preguiças). 

Até a próxima.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES.

Eu já tinha visto por fotos em revistas, cartões postais e até por imagens de TV numa conhecida novela das Nove, mas estar lá, presente, colocar os meus pés sobre aquelas dunas de areia fina e quente, foi algo surpreendentemente magico e de uma emoção que eu não tenho palavras para conceituar. Talvez a unica explicação para tanta beleza, seja mesmo a inexplicável mão de Deus na construção deste paraíso ecológico.


São 155 mil hectares de extensão, este deserto de areias, do tamanho da cidade de São Paulo, que se difere dos demais, por apresentar lagoas de águas mornas e cristalinas, criadas pela água da chuva nos períodos de Janeiro à Junho. Estas lagoas mudam de posição e formato de acordo com o movimento do vento que nunca para de soprar e também deixa a areia agradavelmente morna sob os pés de seus visitantes.



A cidade de Barreirinhas é a porta de entrada para quem deseja visitar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses cujo o nome (lençóis) se deve a semelhança da região a um lençol visto de cima e jogado casualmente sobre uma cama formando ondulações (dunas).




A partir de São Luis são oferecidos pacotes por diversas operadoras de turismos até este paraíso recém descoberto pelo homem através da novela "O Clone" da TV Globo e o filme "Casa de Areia" com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres que rodou o mundo.




Vans são disponibilizadas por diversas operadoras de turismo, pegam seus clientes na porta das pousadas e hotéis pontualmente na hora marcada e por uma estrada asfaltada com duração de um pouco mais de 3 horas, chegam até Barreirinhas, onde são transferidos para um veiculo 4X4 Toyota, atravessam o rio Preguiças de Balsa e aí começa o passeio que é pura adrenalina sobre uma estradinha sinuosa de areia e mata nativa, por vezes quase fechada, até a entrada dos lençóis.



O candango, dromedário ou jardineira, como é apelidado o veiculo tracionado nas quatro rodas, vai balançando, derrapando na areia e cruzando por elevações do terreno e áreas alagadiças, até chegar aos pés de uma gigantesca duna. Este trajeto dura em torno de 40 minutos. A partir dali, o passeio é feito a pé com intervalos de banhos refrescantes.




As lagoas que conhecemos na longa caminhada pelas dunas foram: A Lagoa Bonita, a Lagoa Azul pela coloração da água e a do Peixe; esta duas ultimas são classificadas como permanente por nunca terem secado em longas estiagens e apresentarem algas e pequenos peixes em seu interior.




A orientação dos guias é que se leve água suficiente para beber, algum tipo de chapéu ou boné, óculos escuros, protetor solar e principalmente roupas leves. Lembrar que não existe bares ou banheiros públicos, o lugar é uma reserva ecológica. Todo o lixo produzido, deve ser recolhido e trazido de volta para Barreirinhas. É proibido a entrada de veículos particulares no parque, somente os autorizados pelo IBAMA. 





O passeio termina ao final da tarde com o convite para apreciar o magnifico Pôr do Sol sobre as dunas. É lindo, relaxante, imperdível!




Estando em São Luis, o ideal é que você fique em Barreirinhas pelo menos uma noite, para realizar pelo menos 02 passeios, reduzindo os gastos.
Van de S. Luis à Barreirinhas ida e volta: R$ 80,00
Parada no caminho p/ compra de um lanche e água: R$ 20,00
Toyota 4X4 até os Lençóis: R$ 50,00.
Pousada p/ uma noite c/ café incluso: R$ 100,00
Total: R$ 250,00.
Este vídeo que encontrei num site da Internet, menciona os lugares onde estive:

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AS RUÍNAS DE ALCÂNTARA.

Eu estava muito curioso para conhecer Alcântara, por todos os fatos históricos e curiosidades que a envolveram no passado e devo dizer que a cidade não me decepcionou quando a visitei nesta ultima quinta-feira, 17 de Novembro ao lado de meu filho Athos, Ellen artista plastica piauense que conhecemos no caminho e de Xibé, nosso guia descendente dos quilombolas locais. Alcântara merece um capitulo só para ela. A cidade é uma viagem... Uma viagem no tempo!



O município de Alcântara, fundado em 1648, teve sua economia fundamentada na cultura de algodão, no século XVIII; e na da cana-de-açúcar, no século XIX, com base no trabalho escravo. Com a falência desse modelo econômico, em dois momentos distintos, os fazendeiros abandonaram suas propriedades, onde escravos e alforriados se estabeleceram num modelo de campesinato de agricultura de subsistência, caracterizado pelo uso comum das terras.








LOCALIZAÇÃO:
Alcântara fica localizada à 22km de São Luis, cerca de uma hora e meia cruzando de barco a Baia de São Marcos. Outra opção que seria por via terrestre, levaria mais de 5 horas perfazendo uma distancia de 415 quilômetros. Por sorte nossa, do Cais da Praia Grande, em frente ao Centro histórico em São Luís, saem barcos diariamente às 7h30min. atravessando a baía, que dependendo das condições da maré os horários podem ser alterados. O preço?.. R$ 12,00 para ir e mais R$ 12,00 para voltar e ainda tem um vendedor ambulante que vende um copo de café com um generoso pedaço de bolo de cenoura a R$ 3,00 que é uma delicia.


HISTORIA:
Alcântara surgiu no início do século 17 e foi uma das mais ricas cidades do país, sede da aristocracia rural, numa época em que floresciam os engenhos de açúcar e o cultivo de arroz e algodão, até entrar em decadência depois que a abolição da escravatura passou a vigorar junto com todo o processo de modernização que estava modificando o panorama mundial da época. 











A cidade é um conjunto arquitetônico de mais de trezentos prédios e ruínas dos séculos 17 e 18 espalhados por três praças, oito travessas e dez ruas, declarados patrimônio histórico nacional desde 1948 causando-nos a sensação de que retrocedemos no tempo.




Assim que o barco atraca no porto do Jacaré, os visitantes sobem a ladeira de mesmo nome, feita de pedras coloniais com desenhos geométricos - maçônicos e são interpelados por guias que começam a mostrar ruínas, antigos casarios, igreja, e outros prédios antigos, contando toda a história da cidade e curiosidades, que vai da expressão “sem eira nem beira”, até a disputa entre duas famílias ricas da época, que começaram a construir palacetes para a vinda do imperador Dom Pedro II em troca de títulos de nobreza. O imperador ao saber da peleia que causou até mortes, nunca chegou a visitar a cidade. 



PEDRAS CABEÇA DE NEGRO:
Na rua principal, que dá acesso a cidade, o desenho geométrico do calçamento, feito com pedras brancas no centro e pretas nas laterais, chamadas de "Cabeça de Negro" também serviam para delimitar, onde brancos e negros podiam trafegar.
conta-se que os senhores, senhoras e senhorinhas andavam pelo centro, que é calçado de branco e, os escravos e ajudantes, no calçamento negro. 



Era tanta prosperidade econômica neste período, que Alcântara criou uma verdadeira aristocracia; as famílias abastadas e proprietárias dos grandes casarões, espelhavam-se pelas ultimas modas inglesas e francesas, importando produtos e costumes aos moldes dessas cortes. Mandavam seus filhos estudarem na Europa e quando retornavam, formavam a elite intelectual com o objetivo de defender ainda mais seus interesses políticos e econômicos.

DOCE DE ESPÉCIE:
Foi também em Alcântara a criação do doce de espécie, feito até hoje, cuja a receita foi criada pelas escravas da cidade, para agradar o Imperador em sua visita nunca realizada.


Alcântara fica numa elevação com uma vista privilegiada da baía, onde é possível esticar o olhar e avistar o horizonte de prédios construídos em São Luís e a ilha do Livramento a sua frente. O passeio pode ser feito á pé, em apenas um dia de visita ou ainda com a possibilidade de se pernoitar na cidade e experimentar a sensação de passar a noite sob a claridade da lua e as sombras provocadas pelas ruínas da cidade, causando uma experiencia magica.
Entre tantos fatos e acontecimentos históricos, Alcântara possui alguns pontos de interesse a saber:

ANTIGO CAMPANÁRIO DA IGREJA NOSSA SENHORA DO DESTERRO:
Trata-se de uma torre sinaleira com m par de sinos que eram usados para marcarem eventos importantes como casamentos ou funerais, incêndios e outras catástrofes ou mesmo indicar a passagem do tempo, como um relógio, um calendário. Manda a tradição que os visitantes devem fazer um pedido batendo o primeiro sino e em seguida metalizar o pedido, fazendo soar o segundo sino.


PRAÇA DA MATRIZ:
Largo quadrangular cercado de casarões, abrigando o pelourinho e as ruínas da igreja de São Matias, cujos traços arquitetônicos lembra as ruínas de São Miguel aqui no sul.




IGREJA SÃO MATIAS:
Erguida antes de 1648 no local onde já havia existido uma capela construída pelo índio Maretin e uma igreja em homenagem a São Bartolomeu. Na virada do séc. XIX para o séc. XX já estava em ruínas e ameaçava desabar. Parte da igreja teria sido derrubada por ordem do escritor Sousândrade, que morava num casarão na praça e tinha sua vista da paisagem atrapalhada pela torre.

MUSEU HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE ALCÂNTARA:
Localizado na Praça da Matriz. Trata-se de um conjunto de Acervos que ilustra a opulência da cidade quando esta era habitada por ricos e poderosos barões.



PELOURINHO:
Localizado na Praça da Matriz, é um dos mais importantes atrativos de Alcântara. Decorado com as armas do império, é hoje o mais bem conservado do país.



CASA DE CÂMARA E CADEIA:
Localizado na Praça da Matriz, é um prédio do final do século XVIII, onde antigamente funcionava a cadeia. Hoje é sede da Prefeitura.

RUA DA AMARGURA:
A princípio chamada de Bela Vista, esta é a rua onde moravam alguns dos mais poderosos senhores de Alcântara. A mudança de nome viria da tristeza das mães que dali viam os filhos embarcando para estudarem em Lisboa, mas outra versão conta que ali ficava originalmente o Pelourinho, onde eram castigados os escravos desobedientes. O Pelourinho foi remontado mais tarde na Praça da Matriz.


CASA DO IMPERADOR:
Construção inacabada, localizada na Rua Grande. O prédio hospedaria o imperador D. Pedro II, em uma visita que nunca faria à Alcântara.



IGREJA CONVENTO DO CARMO:
Também conhecida como a Igreja dos Ricos. Em estilo barroco, o conjunto é remanescente do século17. Mais de cem anjos esculpidos em talha dourada ornamentam seu altar, alem de traços que reportam a grande influencia da Maçonaria. Em seu interior, eram enterrados os nobres. Os de maior poder aquisitivo estão com suas lápides nas paredes. No chão dos corredores laterais os menos abastados.


CASA DO DIVINO:
Fica na Rua Grande, s/n. Parte das festividades do Divino Espírito Santo é realizada neste casarão restaurado. Nas suas dependências estão expostas mesas, altares e instrumentos utilizados durante as comemorações. A festa do Divino é bastante difundida no estado, já que são aproximadamente 15 dias de festa durante a qual são servidos de graça variedades de licores e doces.

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS:
Começou a ser construída em 1780 e foi benzida em 1803, quando recebeu as imagens da santa e de São Benedito. A igreja conta com apenas uma torre e a pequena escultura de um galo, reafirmando sua arquitetura colonial portuguesa. 


PALÁCIO NEGRO:
Prédio em ruínas onde eram negociado os escravos trazidos para serem vendidos. Espalhado no interior das ruínas, vestígios de instrumentos (blocos de pedras), onde os escravos eram mantido acorrentados pelos pés.


FONTE DAS PEDRAS:
Construída no século 18, na Rua Pequena, servia para o abastecimento de água pelos escravos aos seus senhores.


PASSOS DA QUARESMA:
São pontos de paradas onde o cortejo dava pausas em seu prosseguimento, e onde os participantes da referida procissão encenavam, cantavam e faziam orações, em alusão às Estações da Crucificação de Jesus.

OUTROS ATRATIVOS:
É possível também, à partir de Alcântara, realizar passeios de barcos por igarapés, mangues e na maré baixa contemplar a beleza das aves guaras com sua penagem vermelha, o que não foi possível neste dia, pois a maré estava alta.
Visitar praias desertas e ilhas como Cajual, onde estão sendo descobertos valiosos fósseis e a Ilha do Livramento onde vivem apenas dois moradores, Dona Mocinha e seu filho adotivo e ainda conhecer uma das 500 comunidades quilombolas da região, que mostram e vendem seus artesanatos feito de barro. Alcântara foi sem duvidas, um dos melhores passeios que fizemos no Maranhão.

Até a próxima viagem!

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