quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sou indefinível?

Um colega me disse hoje, que sou indefinível. Eu sou indefinível, as pessoas em geral são indefiníveis? E o mundo, e o mundo, o mundo é definível? O que me faz ser indefinível neste mundo? Qual é o conceito desse meu colega sobre indefinível, tudo aquilo que não se entende? Aquilo que não dá para definir e foge dos conceitos básicos? 
Fui trabalhar com um olho vermelho e ele me perguntou se era por droga, bebida ou sémem. Eu nada respondi, criei um clima de segredo que funcionou como revide e então senti nele uma pontinha de inveja associada a sua imensa curiosidade para definir o que havia acontecido. Possivelmente não escancarar detalhes da minha vida, me torna pra ele indefinível.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pague para entrar e grite para sair


Era dia 27 de janeiro, 9 horas da manhã. Eu estava sentado na Praça em frente da minha casa tomando chimarrão com dois amigos, quando um vizinho, que pouco conheço, das redondezas, trouxe a noticia que ao menos pra mim, parecia um exagero ou então eu não tinha escutado direito; "Mais de 200 jovens, haviam morrido no incêndio de uma boate em Santa Maria". Não, não era aqui, pensei rapidamente com meus botões. Não podia ser aqui. Coisas desta magnitude, não acontecem por aqui no Rio Grand do Sul!..
Mais tarde em casa com a TV ligada, a constatação da mais triste realidade que assusta, que te põe à pensar nas armadilhas que a vida cria, nos erros humanos, na nossa vulnerabilidade diante disto tudo, nas cenas de terror que se montam diante de nós sem que nada possamos fazer. A morte dessas mais de 200 pessoas foi como se caísse um boeing.
E ai a gente faz transferência de dor, de culpa, por que temos pessoas que amamos e poderiam estar lá, filhos cuja as asas crescem e buscam a liberdade, que querem se divertir, que vão a festas e chegam tarde e nos vemos preocupados, em guarda, simplesmente impotentes.

Enquanto o sono não vem.

Como seguidamente acontece comigo, esta noite perdi o sono e então fiquei navegando pela Internet, o que me levou a assistir dois filmes interessantes, mesmo indo dormir as quatro e meia da manhã: O primeiro foi Clapham Junction que é sobre a experiência de 36 horas na vida de alguns homossexuais masculinos em Clapham, ao sul de Londres, e sobre as consequências quando suas vidas se cruzam. (Clapham Junction é o nome da estação de metrô em Londres). Escrito por Kevin Elyot, e digido por Adrian Shergold, o filme foi feito em 2007 para a televisão britânica,  posteriormente repetido em 2009, e mais tarde lançado em DVD na Região 1.
O segundo filme, também produzido para a TV em 2000, só que francesa, conta a história de Laurent, um rapaz gay de vinte e três anos que divide o apartamento com sua melhor amiga. Assumindo sua preferência sexual por rapazes, esconde apenas dos seus pais, de educação rígida e preconceituosa, que ignoram a sua homossexualidade. Para seus pais, Laurent é o filho modelo e usa a sua colega de casa para esconder sua preferencia sexual. Mas essa dupla identidade torna-se insustentável quando Laurent se apaixona por outro jovem, que não aceita viver este amor na clandestinidade. 
Mais de 6,3 milhões de franceses viram "Juste Une Question D'Amour", transmitido pela France Télévision. Ambicioso e corajoso, este filme foi o primeiro a romper o tabu da homossexualidade na televisão francesa, abordando os temas da homofobia, da saída do armário,  da aceitação de si mesmo. O filme trata do amor com sensibilidade, respeito e inteligência e serve de ensinamento para qualquer um independente da sua sexualidade.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Assim não dá, dói no bolso!

Algumas semanas antes de viajar, fui cercado com telefonemas, visitas, seduzido com passeios, mas resisti bravamente me negando a proposta de dar beijinhos e trabalhar somente por amor. Eu já esperava que tudo iria mudar de figura depois da minha contra proposta e que o silencio seria estabelecido como resposta final. 
Como diz o meu colega de trabalho; Tem gente que gosta de um cuzinho, mas na hora que é chegado a sua vez de virar, o papo é outro e o silencio impera no ar. Ora nos dias de hoje, não é possível  fazer exceções e viver de amores incondicionais, já que todo mundo tem contas para pagar. Passado mais algumas semanas tudo voltou ao normal.

Transgressões.

Ontem de noite, assisti Fellini naquelas tipicas películas em branco e preto que me faz voar inversamente pelo tempo, descer por canos subterrâneos e sair em lugares inimagináveis. Fellini sempre fez isto comigo, é minha transgressão, e eu tenho muitas transgressões.
A foto de cima, é uma cena imortalizada do filme "La Dolce vita", onde Anita Ekberg, vive o papel de uma atriz americana de passagem por Roma. Seu banho no Fontana de Trevi, também não deixa de ser uma transgressão.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O QUE MUDA, É QUEM PREFERENCIALMENTE LEVAMOS PRA CAMA.


A homossexualidade ainda é vista como um desvio da personalidade e atribuída a ela uma certa banalização por parte das pessoas, surpreendentemente inexplicável nos dias de hoje. Como se ser gay, excluísse o individuo de ser uma pessoa normal, séria, responsável, comum como todos os outros indivíduos e isto possivelmente deve ter forçado muita gente a se manter no anonimato ou se camuflado no armário, por não aceitar esta forma diferenciada com que são tratados. Tomo como exemplo algumas situações:
Numa festa de final de ano, no meu trabalho, um colega assumidamente gay, era pressionado pelas pessoas presentes a se "soltar"; Era esta a expressão que usavam e dirigiam a ele. Se soltar talvez significasse para eles, chamar a atenção, dançar como se estivesse fazendo um show, para que todo mundo achasse engraçado, como se gay tivesse a obrigação de alegrar uma festa, tornando-se uma especie de entretenimento. Apesar do colega dizer que estava à vontade e se divertindo, as pessoas o pressionavam e insistiam para que ele se "soltasse".
Num outro evento festivo de trabalho, uma colega que vendia convites, tentava convencer as pessoas a compra-los dizendo, que eu também  iria e levaria comigo meu suposto namorado, despertando nelas não o interesse pela festa, mas a curiosidade de um fato incomum e assim abrindo precedência para gerar comentários maldosos e preconceituosos.
Uma outra colega ao trocar uma blusa sem pedir licença na minha presença, justificou sua atitude dizendo em seguida: Há não tem importância  ele é quase uma menina.
Fatos como estes, são lamentáveis e só provam a imaturidade das pessoas diante das mudanças que acontecem na sociedade, no mundo, nos indivíduos, pois alardeiam demais e provam que estão longe de aceitarem e respeitarem as diferenças. Ser gay, a o meu ver, não faz uma pessoa mudar de sexo ou transforma-la num fantoche de entretenimento, muito menos numa especie de chamativo para forçar a venda  de ingressos. Vai custar muito as pessoas entenderem que o que muda realmente é quem preferencialmente levamos pra cama, só isto.

STONEWALL INN EM NOVA IORQUE.


Foi caminhando pelas ruas de Nova Iorque, meio perdido, num dos poucos dias que fiz isto sozinho e que descobri por acaso o Stonewall Inn, localizado no 51 e 53 da Christopher Street. em Greenwich Village (bairro predominantemente residencial, no lado oeste de Manhattan também conhecida por Vila, hoje habitado por famílias de classe média alta).
Havia algumas pessoas na frente do prédio fazendo fotos e aquela atitude me aguçou a curiosidade, por que eu não sabia do que se tratava. Deve ser algum lugar importante, pensei comigo e então premiado por mais uma dose de sorte, encontrei um brasileiro de Belo Horizonte, chamado André, que também fazia algumas fotos e me contou a história do Stonewall Inn.
É incrível como se encontra mineiros por lá e também se descobre coisas interessantes!


Stonewall é o marco zero da luta pelos direitos igualitários e onde tudo começou, pois em junho de 1969, as bichas que eram presas simplesmente por estarem ali, se revoltaram. Cansados de irem presos sem nenhum motivo, formaram barricadas e atacaram com o que tinham à mão, os policiais que queriam levá-los para a cadeia.
Este episódio deu origem às paradas gays, comemoradas anualmente no mês de Junho, marcando os motins de Stonewall. O estabelecimentos acolheu pessoas abertamente homossexuais nas décadas de 1950 e 1960, embora os proprietários e gerentes não fossem gays.
O Stonewall, na época, era de propriedade da máfia, que oferecia uma variedade de clientes, mas era conhecido por ser popular com as pessoas mais pobres e marginalizadas da comunidade gay, como drag queens , representantes de uma nova comunidade, "transgêneros", efeminados jovens, prostitutas e jovens sem-teto.


No Christopher Park, em frente ao Stonewall, algumas estatuas brancas chamadas de "Gay Liberation Monument", de autoria de George Segal, prestam homenagem aos direitos alcançados pelo movimento gay. Observando-as atentamente, percebe-se que são dois casais, um de homens, que estão de pé, e um casal de mulheres, sentadas no banco do jardim.

Se eu paro penso, se eu penso não faço!

Eu fiquei pensando, pensando, pensando.., se devo agir assim como estou agindo ou não. Também fiquei pensando que não devo planejar atitudes. Se paro penso, se penso não faço. Isto me causa posteriormente um mal que só percebo quando vou tomar banho e descubro uma imensa bola na axila causada por uma reação alérgica ao desodorante que já uso faz anos. Me parece que também sou alérgico ao meu próprio suor. O que está havendo?..

sábado, 19 de janeiro de 2013

Assassinando no inglês.

Em Nova Iorque, como falei antes, a maioria dos meus colegas de viagem assim como eu, não falávamos quase nada de inglês e um deles confundia "excuse me (com licença)" com "Kiss me (beije-me)". Cada vez que passava por um grupo de pessoas na rua ou dentro de uma loja onde estavam obstruindo seu caminho, ao invés de dizer "excuse me", ele dizia "Kiss me".
Eu brincava com ele dizendo que a qualquer momento cruzaríamos por um daqueles negros fortes do Brooklyn disposto a lhe dar aquele beijo na boca e eu seria o padrinho da relação.


Somos crianças.

Encontrei-a no portão com os olhos marejados de lagrimas, antes de me dar um abraço apertado e que pareceu ser de muitas saudades. O que lhe provocou tal atitude, não digo o abraço, mas os olhos úmidos,  pensei enquanto sorria ao vê la; Os dias de isolamento ouvindo o som do mar, o cansaço e a tensão pela viagem de mais de uma hora, ou a seção de terapia de ultima hora por ela dito necessária? 
Lembro-me dela ter falado a razão de seu destemperamento, mas também me culpo por não ter tomado a iniciativa de ter perguntado antes. De qualquer forma, qual a diferença se parecemos tão crescidos? Por outro lado, às vezes lembramos crianças afetivamente carentes que simula ser gente adulta e no controle de suas pendencias emocionais; tímidos para dar a mão um pro outro e ajudar a atravessar a rua.

A morte de Walmor Chagas.

A morte de Walmor Chagas, não seria uma grande surpresa aos 82 anos de idade, se não houvesse indícios de que foi suicídio. Embora surja aquelas perguntas fatídicas como: O que faz um homem como ele no auge da fama e reconhecimento profissional cometer esta atitude, a gente no fundo, no fundo, sabe que todos os títulos e adjetivos de reconhecimento por vezes não são suficientes para conter a solidão, a depressão, quem sabe a aceitação da velhice e outras armadilhas que a mente humana arquiteta. Em décadas passadas   era um dos mais cobiçados atores por sua beleza e técnica teatral. Em uma de suas últimas entrevistas, disse que queria morrer de forma surpreendente. Parece ter conseguido!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A passeata dos ameaçados em Paris.

Neste inicio de semana, me assustei ao ligar a TV no noticiário e perceber que existe tanta gente contra aos direitos igualitários. Me surpreendi ainda mais por ser na França, a pátria dos direitos humanos e que reuniu em sua capital mais de 340 mil pessoas numa passeata gigantesca contra o casamento gay no país. É assustador ver tanta gente marchando contra a felicidade dos outros por se sentirem ameaçados.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mexendo com os pauzinhos

Por vezes mesmo cercado de pessoas por todos os lados, nos sentimos como uma espécie de ilha,  isolados. Sim é esta a palavra que melhor conceitua o que estou sentindo no momento. Como não dá para ficar deste jeito na expectativa de que coisas melhores aconteçam na nossa vida como se fosse um milagre,  temos que mexer com os pauzinhos. Esta frase é crédito de um amigo que fiz em Nova Iorque e ontem lembrei dela com muito rigor em função de algumas situações experimentadas. Eu tive de mexer com os pauzinhos!

sábado, 12 de janeiro de 2013

A morte de Jorge Selarón

Ontem eu estava navegando na Internet, quando li uma notificação de uma amiga no Facebook, informando a morte trágica de Jose Selarón no Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado carbonizado junta da escadaria que ele mesmo tornou famosa, ao lado de um recipiente que continha algum produto inflamável.  A desconfiança da policia é de suicídio ou homicídio,  já que o artista nos últimos meses parecia andar com depressão e também recebendo algumas ameaças.
Conheci Selarón no ano passado, quando estive no Rio com uma amiga, para fazer o visto americano. Ele nos conquistou por sua simpatia, simplicidade e amabilidade. É lamentável o ocorrido.
Nascido no Chile e atualmente com 65 anos, Selarón se dizia apaixonado pelo Brasil e em particular por futebol e desde muito cedo começou a trabalhar nas escadarias do convento de Santa Tereza, na Lapa que é visitado por turistas do mundo todo. Sua morte foi uma grande e lastimável perda!..

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

FILADÉLFIA, ONDE TUDO COMEÇOU.


A primeira cidade que conheci depois de estarmos instalados em Nova Iorque, foi a Filadélfia no estado da Pensilvânia,  para visitar o Museu do Sino da liberdade e incursionarmos pela cidade, de aparência limpa e um certo ar interiorano. Estar em Filadélfia te dá a sensação de estar com os pés em solo americano, pela sobriedade e um certo patriotismo figurado no rosto dos seus moradores. Filadélfia significa Amor fraterno de Irmão, é uma das cidades mais antigas norte- americanas e possui grande importância na independência dos Estados Unidos a partir de ações de Benjamin Franklin, que era morador da cidade e espalhou idéias que culminaram na revolução americana e posteriormente na independência do país. Tá explicado né?..


Existe muitos pontos de interesse turístico na Filadélfia como: O Museu de arte da Filadélfia, Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia, Museu Rodin (a maior coleção de obras de Auguste Rodin fora da França), Fundação Barnes (Barnes Foundation). Museu Municipal Atwater-Kent, A casa de Edgar Allan Poe, National Constitution Center, Independence Hall, Parque Fairmount, Penitenciária de Eastern State, Zoológico de Filadélfia, National Constitution Center, Sala de concertos da Orquestra de Filadélfia, Igreja Cristã (organizada em 1695 - construída em 1727), Lincoln Financial Field. Wells Fargo Center, Citizens Bank Park.


Como não tinhamos muito tempo, visitamos o interior do Independence Hall construído entre 1732 e 1756 como a Casa Estado da Província de Pensilvânia, considerado um belo exemplo de arquitetura georgiana. Ali foi o ponto de encontro para o Segundo Congresso Continental. Foi neste edifício que George Washington foi nomeado comandante do Exército Continental em 1775 e da Declaração de Independência em 4 de julho de 1776. Na mesma sala o desenho da bandeira americana foi acordado. Por esta razão os moradores da cidade costumam dizer com orgulho, que ali, foi onde tudo começou.


Outro monumento que vale a pena conhecer, é The Liberty Bell, o mais famoso sino do mundo, moldado em Londres pela Whitechapel Bell Foundry e enviado à Filadélfia em 1752. Antes de instalado o sino, encontrou-se nele uma fenda e o sino foi novamente fundido por dois artesãos locais. O sino tocou para reunir os cidadãos da Filadélfia, em diversas ocasiões, inclusive na primeira leitura da Declaração da Independência. Ele foi tocado pela última vez em 1846, no aniversário de George Washington. A visitação a o sino é gratuita e ainda tem uma canjinha dada pelos guardas florestais que guardeiam o local e contam toda a historia aos turistas.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Noutros tempos.

Se o Zé de Abreu, com toda aquela cara e postura de macho inquestionável do qual já estamos acostumados a ver na TV e cuja a sexualidade jamais abriu precedentes para dúvidas em toda a sua vida  de ator, assumiu publicamente a sua bissexualidade esta semana no twister. Veja aqui.
Eu me pergunto, o que faz as pessoas não assumirem a sua, ou pelo menos aceitar a dos outros? Eu sei, todo mundo sabe, não é mesmo?
A heterossexualidade, por vezes me passa a impressão de que está com os dias contados, virando algo démodé, como o habito de fumar que no passado era modelo de charme, respeitabilidade e liberdade e agora é um habito necessário de mudança. É, estamos noutros tempos minha gente e isso é muito bom!

BROOKLIN BRIDE EM NOVA IORQUE.


Eu subi a Brooklin bridge e logo percebi a serie de cadeados presos nos aramados de proteção da ponte e nos pilares de granito e concreto. Eu fiz um outro post aqui no Diário de Bordo, sobre esta moda de eternizar relações através da simbologia de cadeados presos em lugares públicos  Eles estão lá para quem quiser ver, toca-los e acreditar que esta simpatia talvez funcione.


A ponte é majestosa, proporcionando uma visão muito bonita de N.Y.C como o centro financeiro e o memorial as vitimas do World Trade Center. Entregue aos novaiorquinos em 1903, é considerada a maior ponte suspensa do mundo desde a sua abertura, e a primeira ponte de suspensão de fios de aço.


Eu havia prometido pro meu filho, que ao atravessar a ponte pro lado do Brooklin, eu iria escrever seu nome num pedaço de papel com a seguinte frase: "Você está longe, mas também está aqui comigo!", mas na hora que atravessei , onde encontrar papel e caneta? Deveria ser um grande pedaço de papel e um pincel atômico, né mesmo?
Bom, existe tantas intenções e coisas para se fazer em N.Y, que a gente esquece de fazer a metade, até mesmo as promessas. É muita coisa para se fazer em pouco tempo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sem regras ou imposições.


Eu não subi a o Empire State Building com seus 102 andares na 5ª Avenida, com a West 34th Street, para apreciar a cidade, lá de cima, por que não tive paciência de enfrentar a enorme fila que virava quarterões. Também não assisti a nenhum show da Broadway, por que não tenho domínio do inglês e até já tinha assistido aqui no Brasil algumas dessas peças em português como Evita, Gata em teto de zinco quente e outras que estavam sendo apresentadas por lá. 
Eu também não patinei na pista de gelo, por que com certeza seria um homem morto ou pelo menos quebrado num país distante. Eu não acredito nessas regrinhas criadas para atrair turistas que diz: Se não foi nisto ou não fez aquilo, não esteve em N.Y.


A metrópole tem muito mais coisas para se ver e vivenciar, que mal dá tempo de se fazer o que de fato se planejou. Bom mesmo foi passear de limousine com os amigos, ao entardecer, pelo centro de Nova Iorque, brincando de rico, passear pelo Central Park, ouvir os blues dos artistas de rua nas estações do metrô e tantas outras opções que a cidade oferece e que fogem dessas regras estabelecidas para turistas. Cada um faz aquilo que tem prazer!


A Estatua da liberdade é verde!..

Podem rir de mim, não tenho problema em admitir que eu não sabia que a estátua da Liberdade é verde, até vê-la de perto. Verdeee! Como pode uma estatua daquela proporção ser verde, por que não, branca? Branca seria mais bonita!..
Eu acho que tenho problemas com esta estatua desde o filme, O planeta dos Macacos de 1968, quando  o personagem Taylor encontra-a enterrada no meio da areia, que foi o que sobrou de Manhattan, depois da destruição do planeta. Alguém por acaso se lembra? Isso me marcou por demais!


Bom, eu estive em  Nova Iorque no ano passado e observei a estatua de longe, de dentro do catamarã, pois as visitações estavam fechadas, por alguns dias, por questão de manutenção e mesmo dentro do catamarã, foi uma luta para fotografa-la em função da multidão que se posicionava no barco para levar uma lembrancinha. A estatua da liberdade mede 46,50 metros (92,99 metros contando o pedestal). O conjunto todo pesa 24.635 toneladas e é atualmente a estátua mais pesada do mundo, segundo o Guinness Book.8  e ficou entre os semi-finalistas do concurso das sete maravilhas do mundo moderno.


O Monumento comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos e é um presente de amizade do governo francês para com os Estados Unidos. Esta localizada na entrada do porto de Nova Iorque, numa pequena ilha chamada  (ilha da Liberdade) e é um dos pontos turísticos mais visitados dos Estados Unidos. 
É possível nas redondezas visitar a Estação ferry boat, que oferece passeios gratuitos pela baia e vislumbrar a Estatua da Liberdade. O intervalo entre os barcos é de meia hora e a viagem dura cerca de 25 minutos.

CHINATOW EM NYC

Conheci Chinatown em N.Y.C por algumas horas, no dia 26 de Dezembro para embarcar no ônibus turístico que levou a mim e meus colegas de viagem para Filadélfia, Washington D.C e Baltimore; Desta forma, o que tenho deste lugar são primeiras impressões, observadas rapidamente, enquanto caminhávamos pelas ruas.


Para conceituar melhor, Chinatown é uma região urbana que contém uma grande população de chineses dentro de uma sociedade não-chinesa. Mais comumente achados na América do Norte e que também podem ser encontrados em certas cidades na Europa e na Austrália. Desta forma, Chinatown não é uma particularidade exclusiva de N.Y.


Chinatown em N.Y é simplesmente uma explosão de cores, cheiros e possivelmente de sabores, já que nada comi por lá em função da pressa de tomarmos o ônibus. É como se estivéssemos num imenso mercado asiático à céu aberto, dentro de Nova Iorque. Nas ruas se misturam restaurantes, lojinhas de souvenires, lancherias, mercadinhos, bancas de jornais, lavanderias, casas de massagens, de acupuntura,  bancas de muambas, o que puder se imaginar.


Nas calçadas é necessário desviar de caixas de frutas e de verduras, de contêineres gigantescos e muito lixo. Eu encontrei até um vaso sanitário desprezado na calçada, orientais de olhares estranho parado em esquinas. Um mundo à parte, no meio de Manhattan.
Pode-se chegar até Chinatown, vindo de outros bairros através dos metrôs N e R (linhas amarelas) ou 6 (linha verde), desembarcando na movimentadíssima estação do Canal Street, entre a multidão de sacoleiros, moradores e turistas. Por sinal, nas imediações desta estação, há uma infinidade de galerias, onde é possível comprar todo o tipo de produto falsificado que se possa imaginar. Algo parecido com Ciudad del Este, na divisa Brasil com o Paraguay.


Seria necessário muito, mais muito mais tempo do que eu tinha disponível para apreciar com atenção e entender este reduto oriental tão exótico em N.Y. e postar aqui no Blog. Até a próxima viagem!

FORT MACHENRY EM BALTIMORE.


Depois do nosso segundo dia de visita a Washington, deslocamos de ônibus para Baltimore no estado de Maryland, para conhecer o Forte MacHenry.
Baltimore é uma cidade portuária e independente (que não pertence a nenhum condado em particular) mais populosa dos Estados Unidos, localizada as margens do Rio Patapsco, um braço da baía de Chesapeake. Seu porto é gracioso, onde funciona um centro de compras e entretenimento a o turismo e uma belíssima passarela com gaivotas que sobrevoam no local, a procura de alimento.


Nas proximidades do porto encontra-se o forte Machenry, que visitamos e que durante a guerra de 1812 foi atacado pelas tropas inglesas, inspirando Francis Scott Key a escrever um poema que mais tarde viria a se tornar o Hino nacional dos Estados Unidos da América.


O forte tem o formato de uma estrela, com seus canhões estrategicamente voltados para a costa. Por estar localizado num lugar alto, venta muita. A visitação do forte é gratuita e logo na entrada do prédio que administra o lugar, uma loja vende souvenires. O local tem estacionamento, banheiros limpíssimos,  mas desprovido de local para fazer lanches. Eu gostaria de ter tido mais tempo para conhecer a cidade e seu porto com grande fluxo comercial.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A LOJA DE ARTIGOS ERÓTICOS DA 5ª AVENIDA.


Estávamos eu, Carol, Carlos e o Léo passeando pelas avenidas de N.Y, quando percebemos estar em frente a uma dessas loja que vendem artigos eróticos. Era uma loja aparente pequena, com prateleiras laterais e uma central, lotada de produtos como, calcinha comestíveis,  trajes eróticos e camisa de Vênus perfumada e mais uma variedade de outros artigos que não conhecíamos, alem de vibradores e pênis de todos os tamanhos. Um dos pênis exposto era tão grande e de diâmetro tão exagerado, que chegamos a comentar, rindo, que qualquer tentativa com aquele troço, seria uma tentativa de suicídio.


Bem, mas enquanto remexíamos com curiosidade, naqueles objetos estranhos e tentando descobrir para que serviam, percebi a entrada de algumas pessoas, a maioria homens e jovens que se dirigiam para o fundo da loja, desaparecendo por traz de uma porta curta estilo Cowboy.
Curioso do jeito que sou, fiz um sinal com a cabeça para o Carlos que estava mais próximo de mim e entramos sem pedir licença. Eu ia na frente e então percebemos que havia um corredor, onde cerca de uns doze homens se posicionavam na frente de uma especie de cancela, aguardando a sua vez de...entrar...?
Saímos dali e perguntei a o funcionário da loja, com meu inglês fajuto, do que se tratava e só consegui entender que era algum tipo de encontro de gays.
Quando contei para um colega, aqui no Brasil, sobre esta nossa experiencia, ele me disse com seu jeito bem humorado, que não precisávamos ir tão longe para descobrir o que já existe a seculos por aqui.

Flatiron Bulding

Eu estava caminhando com alguns amigos no centro de Nova Iorque, quando encontramos este edifício  cuja a arquitetura diferente nos obrigou a parar para admira-lo e também fotografa-lo, Eu não diria que ele é bonito, mas certamente chama a atenção de quem passa obrigando a algumas fotos em razão de seu formato muito diferente. O Flatiron Building (ou Fuller Building) tem esse nome por ter a forma semelhante de um ferro de passar roupas. Foi inaugurado em 1902, e está localizado entre a Fifth Avenue, a Broadway e a 23rd Street.

Edifício Dakota- N.Y.C

Eu sentia muita curiosidade de conhecer o Dakota Building, onde John Lennon vivei com Yoko Ono e foi assassinado na noite de 8 de Dezembro por um possível fã de 25 anos chamado Mark Chapman, O edifício com características do estilo Art nouveau, fica situado na esquina da 72nd Street e o Central Park West, em Manhattan- N.Y.C.
Segundo o condutor da carruagem que me levava pelas alamedas do Central Park, a esposa de Lennon, ainda tem vários apartamentos no mesmo edifício.
O Dakota Building foi assim chamado porque no momento em que foi construído, esta região de Manhattan era pouco habitada e considerada remota como o território de Dakota.
Muitas celebridades ja residiram no famoso edifício como: Lauren Bacall, Rosemary Clooney, Roberta Flack, Judy Garland, Jack Palance, Rudolf Nureyv e outras. Atualmente um apartamento neste prédio custa em torno de 18 milhões de dólares e é necessário aprovação do conselho de moradores e o sindico para compra de um imovel. Tanto que outras celebridades foram rejeitados como: Antonio Bandeiras e Melanie Grifth, Madonna e o próprio candidato a vice governador de N.Y. pelo partido republicano.

domingo, 6 de janeiro de 2013

BOSTON; A MAIS INGLESA DAS CIDADES NORTE AMERICANAS.


Logo que cheguei em Boston, eu pensei: Ué, estamos em Londres?.. Boston foi a cidade que elegi como a mais bonita que eu conheci nesta viagem aos Estados Unidos, por seu tipo de arquitetura que faz lembrar as cidades europeias, em particular Londres, com seus prédios de tijolos vermelhos milimetricamente assentados e janelas e portas brancas. E eu não estava errado com relação a esta influencia europeia, uma vez que a cidade foi fundada pelos ingleses em 1630, tornando-se o principal centro cultural da América Anglo-Saxônica. Os britânicos retiraram-se da cidade em 1776, depois de varias revoltas ocorridas para expulsa-los.


Boston é também um dos principais pólos educacionais dos Estados Unidos, onde se destacam instituições de educação superior importantes como as universidades de Harvard que visitei durante uma manhã e a (Massachusetts Institute of Technology).


Diariamente centenas de turistas cruzam os portões suntuosos destas universidades com maquinas de fotografar em punho, para registrarem sua visita as tão famosas instituições de ensino. Alem da beleza dos prédios, esquilos desfilam pelos gramados e arvores do campus, na maior intimidade com os turistas.


Boston também se destaca no cenário mundial pela ousada construção do chamado "Big Dig". Onde várias pistas interestaduais foram transferidas de vias expressas de superfície para túneis de até dez pistas. Esse projeto durou cerca de 12 anos e foi completado em 2006.


Trafegar por suas ruas e avenidas, dá a quem visita a cidade uma sensação de elegância, possivelmente provocado pela suntuosidade de seus prédios, praças e pequenos recantos. Se os ingleses foram os responsáveis por isto, deixando suas marcas tão profundamente nas características arquitetônicas da cidade, só saberei daqui a quatro meses, quando estiver em Londres.

De Boston fomos para Leominster, uma pequena cidade a uma hora de distancia, para vistarmos uma família de brasileiros, que nos receberam com o maior carinho. Retornamos no mesmo dia de trem para Boston, debaixo de uma intensa nevasca e depois de ônibus até Nova Iorque, chegando no outro dia pela manhã.

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