terça-feira, 30 de junho de 2015

PÉROLAS E MERDA.

Este post surgiu, da minha irritação ao ler algumas asneiras colocadas no Facebook esta semana, por pessoas que se posicionaram contra aos que alteraram a cor de suas fotos de perfil na rede social, em comemoração a decisão da suprema corte americana, em legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em todo o país.
A liberdade de opinar sobre qualquer assunto, é um direito concedido pelo estado, a cada cidadão por legitimidade, mas quando a gente se depara com ideias feito esta, com a imagem de Clodovil, ha que se pensar, no quanto as pessoas ainda estão presas em conceitos ultrapassados e cobertas de preconceitos.


Quem acredita nesta ideia absurda, de que a homossexualidade é igual a roupa intima e por isto deve ser mantida escondida dos olhos alheios, nunca viu ou ouviram falar nos modelitos da Victoria Secrets e deve urgentemente rever seus conceitos e abastecer-se de mais informações, sob o risco de se parecer retrogrado, ignorante e preconceituoso, numa sociedade que está revendo seus valores hipócritas a cada dia que o sol nasce sobre nossas cabeças. 
Homossexualidade também está longe de ser uma simples opção, que pode ser trocada, como se troca roupas ou acessórios, de acordo com o estado de espirito, além do que, se fosse, não seria igual a roupa intima que são guardadas dentro de "armários", cujos os defensores da causa gay, querem manter distancia máxima. 
Outra coisa, assumir para as pessoas a sua condição homossexual na sociedade, está muito mais para uma atitude de cidadania, do que qualquer outra atitude supostamente desrespeitosa como o de esfregar na cara delas ou força-las a ser o que você é. 
O que é nojento nisto tudo, é algumas pessoas abrirem a boca acreditando estarem dizendo pérolas e sair merda de dentro dela. Aliás, isto está cada vez mais comum nas redes sociais.

sábado, 27 de junho de 2015

PARA QUEM DEFENDE ESTA CAUSA JUSTA.


 O Facebook liberou uma ferramenta que permite ao usuário colocar um filtro arco-íris em sua foto de perfil na rede social. A novidade comemora a decisão da Suprema Corte americana, que legalizou nesta sexta-feira, 26/06, o casamento gay em todos os 50 Estados. Eu evidentemente que apoio esta causa justa, providenciei a minha.
O Google também colocou uma homenagem no site de buscas. Quem procurar pelo termo “Gay Marriage” (Casamento Gay, em português) vai encontrar uma página especialmente decorada com as cores da causa. No canto esquerdo, um coração com as mesmas seis tonalidades de vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo. A hashtag #LoveWins também ficou muito popular em toda Internet.
O próprio Presidente americano Barack Obama, comemorou a resolução em seu perfil no Twitter, afirmando que este foi um "grande passo em nossa marcha pela igualdade".


sexta-feira, 26 de junho de 2015

COLAGEM.

Patrick Bremer


COLAGEM

Somos homens sem lugar
Homens velhos com raça.
À espera de algum descuido
E com cuidado gozamos paz.
Somos homens bons demais
Sufocados pelo mal.
Só queremos acreditar
Que isso tudo
Pode acabar.

Este pedacinho de texto, que escolhi colocar nesta pagina do meu blog, faz parte da musica "Colagem", de Cláudio Lucci, gravada por Elis em 1977 e que eu gosto muito de ouvir. É sem duvidas um texto de grande profundidade e beleza e que nos põe a pensar e divagar sobre nossas vidas, além do cunho politico a que se propõe, quando foi feita. Os instrumentos musicais acompanham Elis, numa marcha lenta, como se fosse uma procissão, um lamento sonoro sofisticado e nevrálgico.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

COISAS QUE ME FAZEM PERCEBER QUE ESTOU VELHO.


Sabe quando é que tu sentes que realmente está velho? É quando tu abres uma pagina da Internet e descobre que Mary Tyler Moore, que tu assistiu num seriado de TV entre 1970 até 1977, não é mais a mesma, virou uma caricatura do que foi e que todos aqueles diálogos que ouvia e te pareciam tão interessantes  e moderninhos, não cabem mais naquilo que tu te transformou. 


No seriado, Mary era uma mulher de 30 anos, solteira, que trabalhava como produtora de TV, um sonho de consumo para qualquer mulher americana ou não, que acreditava ser isto a liberdade.
Talvez você também seja uma caricatura, daquilo que foi no passado e só se dê por conta disto, quando abrir um álbum de fotografias e te deparar com uma cara branca(ou não) e um corpo desmilinguido(ou não), que já não te pertence mais. De qualquer maneira, não tem como fugir da velhice!..

OS GESTOS DIZEM TUDO?

Nem sempre, mas na grande maioria das vezes...
Acontece que eu estou debruçado na janela do meu quarto, no terceiro andar, observando os moradores de um hostel, abaixo e do lado do meu apartamento. Daqui de cima tenho uma visão privilegiada de tudo e só me falta uma taça de vinho para completar o espetáculo. 
Falam alto e dão muitas gargalhadas, como todos os jovens. Um deles em particular, o que está no meu campo de visão e tem os braços fortes e tatuados, fala e gesticula como se quisesse ter o domínio da conversa e parece conseguir. Por alguns instantes, empolgado, se levanta e gesticula mais. Começa a se movimentar como se estivesse  numa academia, fazendo exercícios físicos. Estica e encolhe os braços, num movimento sincronizado que me parece  também uma técnica para chamar a atenção sobre seu corpo sarado. Mais do que mostra-se aos que estão a sua volta, ele parece se auto seduzir com a imagem que tem se si mesmo.
Isto é verdade ou é apenas preconceito meu?...


Há cerca de um mês fui apresentado para um fisiculturista que ao apertar minha mão, num cumprimento (de macho), me disse:
_Pode se aproximar, não tenha medo! _enquanto me puxava com força na sua direção.
_Mas eu não estou com medo! _respondi  percebendo a sua intenção de se mostrar superior em função de seu porte atlético. _Se precisar de mim para qualquer coisa, é só me chamar, que estamos ai!.. _continuou ele fazendo pose e com ares de Vin Diesel.
Por que iria chama-lo, pensei com meus botões. Estou longe de ser uma pessoa que se mete em encrencas ou que cria desafetos! A atitude do cara foi bem clara pra mim, estava me oferecendo a sua força bruta, se eu necessitasse.
Não, não vou aqui generalizar, mas fico impressionado o quanto algumas pessoas envaidecem o seu ego, por causa de alguns músculos trabalhados, acreditando que tudo pode ser resolvido na força bruta ou na primeira impressão. Chegam a tentar nos passar a ideia de que são sobre-humanos ou super heróis. Raros são os que passam a sensação de que tudo isto não é somente por pura vaidade.


UM LUGAR PARA SER LEMBRADO POR TODA A HUMANIDADE.


Um amigo retornou de Berlim a cerca de 15 dias e com ele, trouxe algumas fotos da cidade e de Sachsenhausen, um dos três maiores campos de concentração do regime nazista na Alemanha.
Para muitas pessoas deve parecer estranho ir para a Europa e conhecer um campo de concentração nazista, onde tantas pessoas inocentes, foram desumanamente exterminadas por uma politica baseada no racismo e no ódio. Mas isto foi um fato verídico que deve ser vivenciado (olhado de perto), para que se elimine qualquer ideia de ficção à respeito do acontecido e se crie uma experiencia real; Tipo: Aquilo que experimentamos através dos nossos olhos, se aprofunda na alma, uma vez que se aprende muito mais visitando o lugar do que lendo em livros ou assistindo em filmes de TV.


Desde de 2009, o governo alemão vem investindo milhões de euros, em seus memoriais históricos, o que pra mim parece uma responsabilidade social do estado.
Quando retornei de Nova Iorque em Janeiro de 2013, lamentei ter passado do lado do memorial 11 de Setembro e seu museu e não ter entrado. Era um dia muito frio, com uma fila interminável e alem de tudo, aquele espaço aberto, onde antes ficavam as duas torres, me causou na época, um desconforto indescritível. Quando cheguei ao Brasil me arrependi de não ter feito a visita.


O Campo de Concentração Sachsenhausen, foi o primeiro campo nazista entre os anos em que os alemães estiveram no seu comando.
Entre 1936 e 1945, foram mortas 200.000 mil pessoas, a sua maioria, judeus, ciganos, homossexuais, pobres e deficientes físicos. Fica a 35 km ao norte de Berlim, na cidade de Oranienburg com visitação gratuita.

sábado, 20 de junho de 2015

SONHANDO ACORDADO.


Haviam muitas folhas de plátanos espalhadas pelo chão e sobre os bancos de madeira, quando cruzei a praça, num dia cinza, desta semana, no centro da cidade.
Por alguns instantes me senti acolhido, mas também tive a sensação de estar em outro lugar e tempo, já conhecido, mas que não era no presente, onde eu realmente me encontrava.
Era outro tempo, outra cidade, outro bairro que eu havia visitado, onde as pessoas também andavam apressadas, cada uma seguindo o seu destino, desconhecido. 
Um homem passou por mim, falando e gesticulando ao telefone e ao perceber que eu o observava curioso, cumprimentou-me como se me conhecesse de algum lugar, desaparecendo na esquina do viaduto. Tudo era tão especialmente conhecido, o homem e seu olhar, a praça, o frio, os plátanos enfeitando o chão. Tudo era tão familiarmente parecido a se repetir e ultrapassar os limites do tempo e da distancia, que eu parecia estar sonhando acordado.


Você que anda pela cidade e que não fica de olho sempre grudado no telefone celular, já percebeu quanta vida existe olhando pra cima, pra baixo, pros lados? E o quanto certos lugares relembram outros que esquecemos o nome, mas que estão guardados em alguma gaveta da memória e que de repente se reacende em flashes?

ABRA OS SEUS CAMPOS DE VISÃO.


Abrir uma janela imaginaria no tempo, é debruçar-se sobre ela, olhar para todos os lados que ela nos permite, com os olhos da lembrança e perceber quantas coisas mudaram a nossa volta e na nossa vida, no decorrer deste tempo. Outras, nem tanto, ficaram iguais, não evoluíram ao curso das novas verdades que vão surgindo, dando a sensação de que serviram apenas de preenchimento para alguns espaços que já não cabíamos mais, por termos nos tornado maiores. 
Rugas, cabelos brancos, alguns esquecimentos, diminuição da resistência e de atividades que antes pareciam que jamais surgiriam,  batem de repente como uma visita inesperada a nossa porta, sem pré anuncio de sua chegada, nos causando susto.
O tempo correu, na velocidade da luz, sem que tirássemos algumas duvidas ou obtivéssemos respostas para que finalidade viemos a este planeta.
E enquanto nos preocupamos com estas alterações físicas e mentais, que nos parecem ser o fim de nosso tempo, deixamos de olhar para dentro de nós e numa breve analise, constatarmos o que aprendemos e evoluímos de fato, com nossos erros e acertos, com aqueles equívocos que persistimos em arrastar pelo resto de tempo que ainda nos resta.
A vida nos põe a todas as provas de resistência, quer na amplitude física, quanto na emocional. Nos dá uma, duas, centenas chances, às vezes nenhuma de nos revisarmos como indivíduos, através de um segundo olhar, sobre o que nos parece imutável em nossos valores morais. Permitir-se mudar de ideia, é olhar a vida por todos os ângulos que a janela nos permite, é deixar de nos sentenciarmos as mesmices, abrindo-nos ao novo, ao que pode nos evoluir como pessoas.
Li neste blog um pequeno texto, que se chama "Janela" e que preenche a minha ideia, sobre isto.

"As janelas exteriores são símbolo da abertura interior. Uma janela é uma sugestão. Em si mesma pode até não significar nada de especial. Especial é o que ela desencadeia, trazendo-nos e levando-nos para lá dos nossos pontos de vista, deslocando os nossos patamares, alargando o nosso campo de visão".

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A VERDADE DEVE SER MOSTRADA DOE A QUEM DOER.

Sempre que alguém vem me dizer, com aquela vozinha de condescendência sabia e de salada de chuchu com alface pouco temperada, que aceita a relação entre pessoas do mesmo sexo, mas que isto não deveria ser demonstrado em lugares públicos, eu fico com um pé atrás, pensando que esta pessoa tem coisas pela qual se envergonha e quer esconder. E é verdade, quantos dão pinta de moralistas e entre quatro paredes aprontam coisas que até o diabo se escandaliza?
Este blá blá blá, cheio de desculpas e poréns, é o termômetro que afere um de muitos preconceitos camuflados sob desculpas falsamente civilizadas, de que poderá influenciar na personalidade das crianças, no despreparos dos idosos que arriscam ter um infarto fulminante, ou de que é uma afronta a sociedade que ainda não está preparada. Mas eu pergunto, quando a sociedade estará preparada?
Houve uma época em pessoas mudavam de calçada quando viam casais de raças diferentes de mão dadas ou abraçados. Alguém se lembra disto?
Hoje ninguém mais troca de calçada, embora muitas vezes esteja implícito nos olhares que a motivação daquela união é qualquer coisa que não seja amor.
Outra coisa, nada se tornará comum aos olhos dos outros, enquanto forem testemunhas somente os implicados. O amor deve ser visto pelas pessoas como um sentimento verdadeiramente incondicional, que independe de sexo, raça ou tipo físico. Tô cansado de bater na mesma tecla. Se liguem!

DISCRIMINAÇÃO SOB DISFARCE.


Semana passada, jantei com um amigo que visitou algumas vezes Nova Bassano, um município de colonização italiana, aqui no Rio Grande do Sul. Eu pessoalmente não conheço a cidade, mas algumas revelações feita por ele, a cerca de seus moradores, me deixaram intrigado  e sem nenhuma vontade de conhece-la.
Ele contou que alguns moradores, costumam chamar as pessoas que vem de fora visitar a cidade, e alguns poucos que moram por lá, de "brasileiros". O mais engraçado nisto tudo, é que este chamamento nada tem a ver com o fato deles se sentirem mais italianos do que brasileiros, em razão da sua cultura, mas sim uma maneira disfarçada de discriminar a raça de algumas pessoas que possuem a pele mais escura, que a deles. Ou seja, todo aquele que não for visivelmente branquinho, comprovado na cor da pele alguma origem europeia, é chamado por eles de brasileiro.
Brasileiro na concepção deles, são todos os que possuem a pele mais escura e possivelmente são assim classificados, como uma raça diferente, senão inferior como (negros, mulatos, qualquer coisa misturada), que faz do brasileiro ser realmente um brasileiro.
Esta atitude discriminatória, que causa desconforto para as duas partes, nunca foi nenhuma novidade na maioria das cidades que se visita no interior do estado, mas mostra que em pleno seculo XXI, o preconceito ainda reina de forma dissimulada para demonstrar superioridade sobre as diferenças.
Adieu nouvelle bassano!

NO SUBMUNDO DA CASA.

Algo em mim acha muita graça quando dou de olho numa charge dessas, porem outra parte de mim se coloca preocupado, quando percebo que isto é uma realidade e não uma brincadeira. É com tamanha hipocrisia que as pessoas educam seus filhos, acreditando estar dando uma boa educação.
Erram em acreditar que o mundo, deve girar no mesmo sentido que seus mundinhos particulares. Criar filhos de forma preconceituosa, é dar um tiro no próprio pé. E sobre o discurso de defesa da família, pergunto a você: O que é família? Leia e descubra que essa família como conhecemos surgiu no final do século XVIII e está diretamente relacionada a manutenção da propriedade privada.



terça-feira, 16 de junho de 2015

PENSAMENTOS SOLTOS.

Eu me dou o direito de mudar de opinião a cada momento  que repenso e reavalio os dois lados da moeda. A situação e suas implicações.
É necessário que um se ponha no lugar do outro, para a devida compreensão  dos fatos. Se assim não fosse, possivelmente rolariam artefatos.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A CRUCIFICAÇÃO VISTA COMO UM DESRESPEITO.


Ééééé, depois da celeuma causada pelo comercial de O Boticário, no horário nobre da TV aberta, onde casais do mesmo sexo, trocam-se presentes em comemoração do Dia dos Namorados, parece que chegou a vez da alegoria representada por uma atriz transgênero, que desfilou crucificada em um dos trios elétricos da Parada do Orgulho Gay em São Paulo, desafiando algumas autoridades religiosas, seus seguidores fanáticos e simpatizantes.
A primeira pergunta que eu me faço é: Será que os organizadores deste "Trio Elétrico" imaginavam que este manifesto, daria tanto pano pra manga?
A segunda pergunta é a seguinte:  O problema é somente a cruz, ou o fato de ser uma transgênero presa a ela? Ja que o uso da crucificação para representar uma opinião, um ponto de vista, não é, nem nunca será um fato novo. Por exemplo:


Protestos contra a presidenta Dilma 
na Avenida Paulista...


A imagem da crucificação 
para representar 
o brasileiro e 
seus altos impostos...



Neymar crucificado, com a justificativa de que 
tinha sido pego para Cristo pelos críticos, 
que o acusavam de só cair em campo...




Por acaso alguém lembra de alguma dessas publicações acima, serem tão criticadas e criarem tanta discussão em torno do que muitos chamam de profanação a imagem sagrada de Cristo? 
Acontece é que a hipocrisia de algumas pessoas são tão grande, que elas se utilizam de falsos valores morais e religiosos, para atingirem qualquer um, que  não reze em suas cartilhas. 
A imagem de uma trans crucificada, nada mais me parece do que uma metáfora, para denunciar a violência a que todos os gays e trans  sofrem nesse país de preconceituosos e discriminadores. Acho inclusive que os grupos LGBT, deveriam jogar mais pesado nestas campanhas e manifestações, que objetiva o reconhecimento de uma classe oprimida e banalizada, por todos os segmentos da sociedade.
Eu me lembro de um acontecimento escroto do passado, que resolvi contar aqui e agora, por me parecer oportuno:
Certa vez, um conhecido meu, ficou extremamente ofendido ao ligar a TV e ver a cantora Fafá de Belém, cantando o Hino Nacional melodicamente diferente, do que sempre se ouviu cantar o hino, era ocasião das Diretas Já, que o povo saiu em massa as ruas. Ele dizia irritadíssimo, que o hino cantado daquela forma, era uma afronta a um simbolo nacional e que jamais poderia ter sido alterado como foi. Era um desrespeito a o sentimento patriótico do povo brasileiro.
Passado algum tempo, descobriu-se que ele, um respeitador nato dos símbolos da nossa querida pátria
salve, salve, agredia violentamente os filhos e a própria mulher que mais tarde pediu a separação. Ou seja, tem gente que respeita símbolos, como bandeiras, hinos, brasões, mas usa de violência contra a própria família. A hipocrisia é uma especie de doença que atinge a todos os seres humanos, independente do seu poder aquisitivo, função social, crença religiosa e mesmo orientação sexual, visto que algumas "bibas religiosas" viram o manifesto como uma afronta e Jesus.

terça-feira, 9 de junho de 2015

SE NÃO É MAR, O QUE É ENTÃO? PELO TAMANHO, SÓ PODE SER MAR!

Se o Guaíba e parte da Lagoa dos Patos não é mar, pelo tamanho se parece, disse um dos quatro amigos sergipanos que aqui estiveram me visitando em Maio deste ano e ficaram impressionados com o seu tamanho.
E por mais que eu insistisse que o Guaíba se tratava de um lago que se ligava a uma grande lagoa e mostrasse no Google Maps do meu Smart fone, eles recaiam no mesmo engano e  perguntavam:
-Mas aqui não tem boto, peixe boi e jacarés?
-Não que se saiba! - Eu respondia, com o auxilio explicativo de uma amiga também gaucha.
-Então só pode ser mar! - concluíam.
-E por que que não tem ondas?..


O fato é que estamos falando  da Lagoa dos Patos, uma das maiores lagoas do mundo. Para ser exato a maior laguna do Brasil e a segunda maior de toda a América do Sul (perdendo apenas para o Lago de Maracaibo, na Venezuela). 
A Wikipedia me informou, que nossa gigantesca lagoa aqui no Sul, possui 265 quilômetros de comprimento, 60 quilômetros de largura (na sua quota máxima), 7 metros de profundidade (na sua quota máxima), e uma superfície de 10.144 km², estendendo-se na direção norte-nordeste-sul-sudoeste, paralelamente ao Oceano Atlântico, costeando cidades como: Barra do Ribeiro, Arambaré, Tapes, São Lourenço do Sul, Pelotas, Rio Grande, São Jose do Norte, Mostardas, Tavares, Capivari do Sul, Camaquã, Viamão, Turuçu e ligando-se ao oceano na Barra do Rio Grande.


A lagoa é tão grande e sinuosa, que era difícil para eles aceitarem que não era o mar, pensei.
A gente que mora aqui do lado, por vezes também perde a noção de seu tamanho!
Em 2010 visitei com minha família, alguns amigos em Santa Vitoria do Palmar, saindo de Poa pela BR- 116 ate Rio Grande, postado AQUI no blog e depois retornamos a Poa, pelo lado oposto, (São Jose do Norte, Tavares, Mostardas, Viamão) fazendo a volta na lagoa. A viagem é fantástica, principalmente pela diversidade de paisagens lindas  e diferentes que se encontra pelo caminho. É quando fizemos essas aventuras por caminhos que desconhecemos, é que se tem noção das coisas grandiosas que nos cerca.

PARQUE DA LAGE- RIO DE JANEIRO.


Visitar a cidade maravilhosa, cheia de lugares turísticos e encantadores e não conhecer o Parque da Lage, deve ser desculpas para um dia retornar ao Rio e reiniciar tudo do ponto zero, já que a cidade possui uma infinidade de coisas para serem feitas e nem sempre o tempo é nosso aliado. 
Um dos lugares bacanas para se conhecer, é o Parque da Lage, cuja a historia está diretamente ligada a historia do Rio de Janeiro.



No século 16, funcionava como engenho de açúcar, mas em 1840, parte das terras foi comprado por um britânico que contratou o paisagista compatriota John Tyndale, para projetar o jardim em estilo europeu. Mais tarde o terreno passou para as mãos de Henrique Lage, que para agradar a esposa, mandou construir uma réplica de um palácio romano. A mansão erguida em torno de uma piscina tem mármores e azulejos italianos.
No ano de 1936, a esposa de Henrique Lages funda a Sociedade do Teatro Lírico Brasileiro e organiza magníficas festas em que figuravam os mais proeminentes representantes da sociedade carioca. Endividado, Henrique Lage precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Para que o parque sobrevivesse como patrimônio histórico e artístico o mesmo foi tombado com ajuda do governador Carlos Lacerda.


Hoje, o Parque da Lage é um espaço publico tombado como Patrimônio Histórico e Cultural pelo IPHAN, o local é uma ótima atração para realizar passeios junto a natureza e ainda possui lago, ilhas artificiais, pontes e gruta, construídos em argamassa, imitando rochas e troncos de árvores. Há ainda um parque infantil, áreas para piqueniques e uma trilha imperdível que leva ao Cristo Redentor.


A mansão abriga a Escola de Artes Visuais, onde desenvolve programas de formação de curadores, artistas, pesquisadores e interessados em artes, alem de exposições e outros eventos culturais, servindo como palco de algumas tomadas para o filme"Terra em Transe", de Glauber Rocha. A piscina é o local mais famoso e já foi palco de peças de teatro e filmes. Em 1968, Joaquim Pedro Andrade filmou "Macunaíma". Mais recentemente o rapper Snoop Doggy utilizou a piscina nas gravações do clipe "Beautiful". 
O Parque da Lage esta localizado na rua Jardim Botânico, 414 - Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ, 22461-000 - (21) 3257-1800.

CUBIERTO, É UMA TAXA INJUSTA? O QUE VOCÊ ACHA?

Se existe uma coisa que irrita profundamente os brasileiros desavisados, que visitam os bares e restaurantes da Argentina é o cubierto, uma taxa cobrada na maioria dos estabelecimentos, que gira em torno de 10 a 30 pesos por pessoa e que você tem que pagá-la! 


O cubierto que quer dizer talher em espanhol, é a cobrança de serviço de mesa. Ou seja, você paga para usar os talheres, pratos e copos, mesmo estando implícito a necessidade desses acessórios para poder levar os alimentos até a boca e comer de forma civilizada. É uma taxa usado para repor itens que se extraviam no estabelecimento como copos, taças, pratos, mesmo você não sendo responsável por qualquer extravio. Este custo excedente é você quem arca, sem choro e nem vela!
Semana passada uma amiga minha, conduziu um grupo de brasileiros para Buenos Aires e numa das noites em que resolveram sair para jantar numa pizzaria, tudo transcorreu bem até a hora de pagar a conta que havia subido 30 pesos acima, do que informava a lista de preços. 
Depois de toda celeuma criada entre os envolvidos, decidiram pagar a conta e ir embora. 
Os restaurantes em Buenos Aires na maioria das vezes são baratos, mas saiba que aquela placa anunciando promoções, pode ser um ledo engano e esconder a triste verdade, de que a conta ficará bem mais alta do que aquilo que estão anunciando, graças ao cubierto.
Segundo minha amiga, alguns restaurantes chegavam a cobrar de 120 a 140 pesos o cubierto, duas ou três vezes maior, que o valor descrito no cardápio.

UMA COISA NÃO TEM NADA HAVER COM A OUTRA:
Muita gente acredita que o cubierto é a cestinha de pães que chega antes do prato principal ou um drinque oferecido pela casa. Mas não é assim, até porque se você recusar a gentileza vai pagá-la igual. Aí você pensa que, pagando o cubierto, não precisará pagar o serviço do garçom, certo? Errado. Uma coisa não tem nada a ver com a outra e os garçons fazem questão de deixar isto claro. Sendo assim, ao sentar na maioria dos restaurantes da cidade, você já paga duas taxas: O cubierto e os 10% do serviço do garçom.Tem outro jeito?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

UMA ANTIGA VILA INGLESA CHAMADA PARANAPIACABA EM SÃO PAULO.

Um amigo sabedor de que aprecio lugares com conciliam historia e uma bela natureza ao redor, falou deste lugar que me parece imperdível, assim posto algumas informações e fotos enviadas por ele.


Esta vila que quero conhecer e que ainda não tive oportunidade é Paranapiacaba, no município de Santo André, em São Paulo, que surgiu com a revolução industrial, em meados de 1865 como Centro de Controle Operacional e residencia para os funcionários da companhia inglesa de trens Railway, que realizava o transporte de cargas e pessoas no interior paulista. 
A pequena vila, com construções em estilo inglês, está bem preservada e ainda conta com uma incrível torre, bem do jeitinho britânico, enfeitando o final da estação. Contam que nos dias em que a vila amanhece encoberta  por neblina, as imagens são de tirar o folego, dando a nítida sensação  de estarmos numa verdadeira vila  inglesa do interior.


ORIGEM DO NOME:
Paranapiacaba, que em língua tupi significa “de onde se vê o mar”. fica localizada numa das regiões mais altas e íngremes, que compõe a exuberante Serra do Mar, no estado de São Paulo, reconhecida pela Unesco como de relevante valor para humanidade.


O QUE FAZER POR LÁ:
Alem de visitar  a graciosa vila composta de exemplares de construções em estilo inglês, alguns museus, trens e maquinários ferroviários, pode-se optar por fazer trilhas na mata, algumas com cascatas e piscinas naturais e também apreciar toda a beleza fantástica  da Serra do Mar.

FESTIVAIS:
Se for nos 3 últimos fins de semana do mês de Julho, poderá participar também do Festival de Inverno de Paranapiacaba, com música, mostras de filmes, performances teatrais, exposições e gastronomia, num evento que ocupa todos os espaços e mostra a riqueza do patrimônio histórico e ambiental que acontece todos os anos.

PASSEIO DE TREM:
Se a paixão for mesmo andar de trem, é possível faze-lo a partir da estação da luz, num trem fabricado no Brasil na década de 50, totalmente reformado. São 48 Km percorridos em 1:h 30 min. (onde a velocidade é mais baixa, para que o turista aprecie melhor as paisagens por onde passa). O trem realiza um trajeto que corta a região do ABC e segue em direção à Serra do Mar.
À bordo você tem uma verdadeira aula de história, com algumas explicações sobre as estações percorridas. Como dá para perceber, Paranapiacaba é um lugar imperdível por sua beleza natural e história reconhecida.
Paranapiacaba que me aguarde!..

sábado, 6 de junho de 2015

ENTRE A CRUZ E A ESPADA.


Hoje, durante o trabalho, num encontro rápido com uma colega, começamos a conversar. Daí ela me confidenciou a sua sensação de desconforto, quando vê duas pessoas do mesmo sexo de mãos dadas, não importa onde for, (na rua, no Shopping,..) e que mesmo sabendo das mudanças comportamentais necessárias que vem acontecendo no mundo, para garantir a liberdade das pessoas e  suas diferenças, o que é justo, ainda assim o seu desconforto persiste.
Sente um desconforto que é maior do que ver famílias jogadas sobre as calçadas passando por privações; Inacreditavelmente maior, do que toda a roubalheira protagonizada pelos dirigentes deste país, em que somos vitimados e outras tantas violências que nos rodeiam no dia a dia e que parece tão normal aos nossos olhos vigilantes.
Esta sensação de mal estar, por questões que eu pessoalmente considero de menor importância, se comparadas a outras de maiores agravos, são dissidências de quem possui dificuldade de acompanhar as mudanças do mundo moderno, na medida em que percebemos essas desproporções morais.
Nossos preconceitos são muito mais profundos, do que as nossas próprias evidencias intelectuais. Quanto ao resto, cada um deve encontrar seus métodos pessoais de desfazer-se desses embates, que por vezes nos divide entre a cruz e a espada.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

EU VI O MENINO CHORANDO.



Ontem eu vi um menino chorando no patio de sua casa, encolhido num canto do jardim. Ele parecia chorar, não por que tivesse se machucado em alguma brincadeira ou briga, ou por ter sido ralhado por seus pais. Seu choro era baixinho, acanhado e triste, traduzindo-me uma profunda dor interior já conhecida por mim, longinquá. Sua mãe me revelou, que ele sempre chora sem razão.
Me vi naquele menino, pois seu choro, foi meu choro e quem sabe, de tantos outros que não compreendem a natureza de sua magoa  e então se vestem de muita culpa, solidão e lagrimas.
Crianças extravasam suas emoções de maneira tão espontânea e na medida em que vão crescendo e não são respeitadas, passam a se envergonhar dos próprios sentimentos. Mais tarde, continuam a chorar, mas com lagrimas que escorrem pra dentro da alma, provocando graves inundações.

terça-feira, 2 de junho de 2015

XERÉM SEM O RIO.

por Marcos L. Britto

Estar de volta a minha terrinha é sempre um prazer inestimável, que começa quando a aeronave sobrevoa a cidade, fazendo aquela curva para esquerda, em seguida se alinha na direção da pista de pouso e o piloto informa que recebeu a liberação para a aterrizagem. 
Ufa!..
Voltar é sempre bom, mesmo voltando de lugares que queremos em algum momento retornar, porque construímos relações fortes com as pessoas, seus costumes  e o meio onde vivem. 


Estive três dias no Rio, quer dizer, em Xerém, (que não tem cara de Rio de Janeiro), localizado a o pé da Serra Fluminense, próximo a Petrópolis, para visitar amigos e comemorar o aniversario de outra amiga, Alba, que adora o distrito e me apresentou pela primeira vez em 2009. 
O centro de Xerém se parece muito com os subúrbios de Salvador e tantos outros lugares, onde as ruas são sinuosas, estreitas, às vezes desleixada, muitas sem calçadas pela falta de planejamento urbano, onde as pessoas são naturalmente despretensiosas e muito a vontade na maneira de se vestirem e viverem a vida. As pessoas são humildes e afetuosas no sentido verdeiro da palavra.


Nestes escassos três dias, deu para eu matar a saudades de amigos e também perceber e lamentar o quanto o distrito se modificou em função do tempo e de seu acidente natural em 2013.
Lembro-me de algumas tardes em que vizinhos se reuniam na rua, (na calçada) e ali assavam seus churrascos comunitários em grelhas improvisadas e a o som de sambas do mais ilustre morador local: Zeca Pagodinho.



Retornar a Xerém, seis anos depois, da grande enchente que destruiu parte do distrito e virou manchete em todo os jornais do país e não encontrar mais o rio que cruzava a cidade, onde as crianças e moradores tomavam banho  nas tardes de calor, foi muito triste.


O rio caudaloso desapareceu, foi soterrado pelo deslizamento da montanha durante quatro dias de chuva intermitente, destruindo casas, desabrigando pessoas. O rio agora, é um pequeno e fraco córrego, que se espreita entre pedras e areia, numa imensa vala onde a vegetação começa timidamente a surgir. Casas foram reformadas, outras interditadas pela defesa civil. Muros com mais de dois metros de altura foram erguidos como prevenção para futuras enchentes.


Xerém é hoje um distrito reabilitado, com pontes novas, ruas asfaltadas, praça de lazer, cancha de futebol, construídos pela prefeitura, mas que ainda precisa de mais atenção por parte da governância publica. É como se arrancassem cruelmente a historia e as características de um lugar, onde pessoas se reuniam para refrescarem-se nos dias de verão junto ao rio e celebrarem a vida. Parece uma revista em quadrinhos, onde algumas paginas perderam o colorido com as águas lamacentas que devastou parte do lugar. 
Xerém, ainda resiste na alegria e hospitalidade de seus moradores, porem sem aquilo que a tornava mais encantadora, o rio, as tardes de banho, o convívio diário presenteado pela natureza e que hoje não existe mais.


Localizado na base da serra, onde ainda esconde inúmeras cascatas, cachoeiras, matas preservadas e trilhas a serem descobertas, não possui nenhum incentivo  para a realização de passeios ecológicos locais.
Quanto a origem de seu nome, "Xerém", provém de um prato comum na culinária nordestina, feito de grãos de milho seco quebrados no pilão e cozidos na água e sal. O prato é originário de Portugal, onde pode ser conhecido também como "xarém".
Outra hipótese para a origem de seu nome, remete a um comerciante inglês John Charing, que, no século 17, possuía barcos que faziam a ligação entre o porto do Rio de Janeiro, o porto do Pilar e o atual município de Petrópolis. Segundo essa hipótese, o nome "Charing" teria sido convertido pela população para "Xerém" pela dificuldade de pronunciar o nome corretamente.
Do centro do Rio até Xerém dá cerca de 50 km pela BR-040, Linha Vermelha, Viaduto dos Pracinhas, Av. Pres. Vargas, Av. Rio Branco, Av. Almirante Barroso



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