quinta-feira, 21 de julho de 2016

O POEMA QUE INFLUENCIOU UMA GERAÇÃO


Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William S. Burroughs, incendiaram a cultura dos anos 50 e 60 com a "Beat Generation", ao som de jazz e literatura "libertária".
Beat Generation para quem nunca ouviu falar, trata-se de um grupo de autores/poetas, cuja literatura questionava a cultura americana na era pós-Segunda Guerra Mundial  e cujo os elementos centrais da cultura Beat, são a rejeição de valores e a narrativa padrão, a busca espiritual, exploração das religiões americanas e Oriental, a rejeição do materialismo, representações explícitas da condição humana, experimentação com drogas psicodélicas, e liberação sexual. 


Lançado no outono de 1956, o longo e profético Uivo de Allen Ginsberg (1926-1997) foi apreendido pela polícia de San Francisco, sob a acusação de se tratar de uma obra obscena. ..
Os livros "Pé Na Estrada", de Jack Kerouac, "Uivo", de Allen Ginsberg e "Almoço Nu", de William S. Burroughs, são as principais obras literárias da "geração beat", da década de 1950, que influenciou a contracultura e o movimento hippie mundial.
O poema de Ginsberg, "Howl "- "Uivo", (considerado por muitos obsceno e pornográfico) - foi o livro de poesia mais vendido da história dos EUA, tendo vendido mais de 1 milhão de exemplares em pouco tempo. "Howl" foi também um enorme grito de revolta de uma geração assumidamente insurreta e ávida de novas experiências (artísticas e existenciais), imbuída de festas repletas de sexo, drogas, jazz e longas caminhadas e aventuras pelas ruas de cidades americanas. 
Juntamente com "Naked Lunch" de William S. Burroughs e "On The Road" de Jack Kerouac, "Howl" completaria a trilogia da contracultura da Geração Beat.


Muitos músicos foram fãs e tiveram sua arte influenciadas pela poesia de Allen Ginsberg, como Bob Dylan, Jim Morrison, Lou Reed, Leonard Cohen entre muitos outros.
Este texto foi postado hoje, apos eu ter assistido ao filme HOWL que em português significa Uivo e que nos permite reconhecer através da poesia de Ginsberg, um pouquinho mais da composição de nossa alma e seus aspectos obscuros. Pelo menos da minha!..Trata-se do sofrimento de uma geração, excluída e marginalizada, de muitos artistas e pessoas comuns que não puderam desenvolver todas as suas potencialidades como seres humanos e acabaram arrastados à loucura, ou a um beco-sem-saída na sociedade. É também uma demonstração de força contra uma sociedade opressora com relação às minorias (os loucos, homossexuais, drogados, etc). No universo marginal retratado, aparecem claramente os comportamentos libertários e espirituais, que formariam a base da contracultura, que iria transformar em muito, os padrões de comportamento no mundo inteiro.
No filme um relato de Ginsberg me chama a atenção e que diz o seguinte:
"O momento crucial de avanço veio, quando eu percebi o quanto seria engraçado no meio de um longo poema se eu dissesse: "Que se deixaram ser fodidos no rabo e gritaram de alegria a o invés de gritarem de dor." Esta é a contradição naquele verso. O leitor americano esperaria que fosse dor e não a alegria, que é de fato verdade, absolutamente cem por cento. E ha um verso que diz: Que sopraram e foram soprados por esses serafins humanos, os marinheiros, caricias do amor do Atlântico e Caribe. Eram reconhecimento da básica alegria homossexual. É,,, aquilo foi um avanço no sentido de discursos públicos sobre sentimentos, emoções. atitudes que eu não gostaria que meu pai ou família visem e que hesitaria em dizer em publico.O poema é mal interpretado como uma promoção da homossexualidade, na verdade é mais como uma promoção da franqueza sobre qualquer assunto. Se você tem fetiche por pés, você escreve sobre pés, se você é viciado na bolsa de valores voce pode escrever sobre os altos e baixos do gráfico do petróleo entende?..Quando se é franco sobre sobre homossexualidade em público, isso quebra o gelo e aí você está livre para ser franco sobre tudo e isso é socialmente útil. A homossexualidade é uma condição e por ter me alienado ou me distanciado desde o começo, serviu como um catalizador do exame próprio, ou uma percepção detalhada do meu ambiente e as razões pelas quais todos são diferentes e porque sou diferente."

A SEGUNDA NATUREZA


Depois de alguns comentários positivos nas redes sociais, sobre a cena erótica e sem sexo explicito, mas com muito intensidade, protagonizada pelos dois personagens masculinos da novela "Liberdade, Liberdade" na TV Globo, eu me surpreendi de ouvir outra parcela da sociedade, composta evidentemente de (amigos, colegas e conhecidos) meus, que reagiram a cena, de uma forma negativa e com aquele velho e conhecido preconceito velado, disfarçado, padronizado. Atitude vinda principalmente de pessoas que se consideram modernas, liberais, inteligentes, mas que ainda não conseguiram sublimar seus preconceitos diante de uma cena como estas, que veio justamente para arrebentar com os padrões culturais normativos, tão amplamente discutido e debatido nas últimas décadas. As pessoas reagem negativamente com comentários do tipo: "Achei desnecessária aquela cena" ou ainda "A sociedade não está preparadas para tanto" o que certamente configura uma forma politicamente correta de reação adversa e dissimulada, já que é difícil assumir publicamente os velhos padrões moralistas ainda dignos de uma revisão profunda, diante das constantes modificações de valores que tem ocorrido no mundo.
Mas como diz um dos personagens da trama:
"Todos temos uma segunda natureza. Que, às vezes, permanece oculta. Mas não para sempre!"

sexta-feira, 15 de julho de 2016

UMA NOVA VISITA AO VIADUTO 13


Foi neste domingo 10/07/2016 que revisitei com alguns amigos o Viaduto 13 em Vespasiano Correia, umas das obras magnificas construído pelo Exercito Brasileiro, durante a década de 70, no governo do então Presidente Ernesto Geisel.


É o maior viaduto ferroviário das Américas e o terceiro mais alto do mundo, superado apenas pelo Viaduto Mala Rijeka, em Montenegro, de 198 metros de altura, e a ponte de Beipanjiang, na China, que possui uma altura de 275 metros.
A denominação 13 tem sua origem no fato de ser o 13º de uma sequência de viadutos que se inicia no centro da cidade de Muçum, conhecida como a "Princesa das Pontes".


CURIOSIDADES:
Os moradores do local costumam mostrar aos visitantes um "X" pintado a carvão, que pode ser visualizado mais ou menos no meio do pilar do centro, que indica o local onde supostamente três trabalhadores do Exército teriam caído no vão entre as paredes dos pilares, durante o desabamento de um andaime utilizado durante a construção, e que seus corpos jamais teriam sido removidos de dentro do pilar. Outros dois soldados teriam ficado dependurados durante dois dias no local, aguardando a montagem de um novo andaime para poderem descer, mas esses acontecimentos não são confirmados pelo Exército. Complementando a informação acima, apenas um militar se acidentou, quando caiu de um andaime, era o então sargento Dias, que não caiu no interior do pilar, mas sim no chão, uma queda de aproximadamente 90 metros.


Neste viaduto também teria acontecido uma revolta de motivos políticos por parte de agricultores locais, que teriam ateado fogo a um trem de carga, que passou em chamas pelo local numa madrugada de 1981.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Atualmente o viaduto é uma atração turística local e atrai amantes de esportes radicais como o rapel. Segundo informações ainda existe trafego de trens no local, que passam duas vezes por dia transportando trigo.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

ENTÃO EXISTE OU NÃO EXISTE, RACISMO NESTE PAÍS?


Não feche os olhos nem a boca para o racismo. Racismo é crime inafiançável e imprescritível e deve ser denunciado.

De todas essas balburdias, que se criam nas ruas, em ambientes públicos ou dentro de um transporte coletivo, onde pessoas de culturas diferentes transitam, movidas pelo stress e que não se conhecem; uma coisa tem me deixado mais esperançoso: As pessoas em geral, já estão percebendo certas atitudes que antes não tinha nome e hoje são identificáveis. O racismo e os comportamentos discriminatórias no nosso dia a dia, devem ser combatidos sem que nos calemos diante deste absurdo. Isto faz a gente pensar, e acreditar positivamente, que este mundo esta mudando para melhor!

terça-feira, 12 de julho de 2016

O AVESSO É O MEU LADO CERTO.


Ser louco é fugir dos padrões convencionais, é não se encaixar em tudo aquilo que a sociedade diz ser normal e que você por obediência deveria seguir a rigor.
Mas você começa a ficar louco, quando passa a pensar, e pensar, e repensar e a questionar as informações que recebe do mundo e descobre que o caminho que deve seguir é o da sua escolha e guiado por suas paixões e verdades, não o caminho que a maioria das pessoas escolheram seguir por medo ou simples obediência.
Enlouquecer é ter um olhar diferente sobre tudo que te cerca, é descobrir que está no contra fluxo e o que de melhor existe em você é o seu avesso transgressor, que luta contra os seus próprios medos, mentiras, preconceitos, discriminações, ódio. Loucura é descobrir que o avesso, é o seu lado certo.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O ANJO DE VARSÓVIA

Eu não poderia deixar de postar aqui no blogue, este feito. Irena Sandler é mais um herói anonimo, salvando 2.500 crianças da morte, nos centros de concentração nazista em Varsóvia. Pessoas como ela, Nicholas Winton e Aracy, devem ser reconhecidas e respeitadas por suas atitudes, por toda a humanidade.



GUERRILHAS E PLACAS DE SINALIZAÇÃO.

Às vezes existe entre duas pessoas, uma deliciosa lacuna que se preenche de medo e de dificuldades e que acaba levando esta relação sem nome, para uma especie de namoro proibido, não assumido, temeroso, cheio de pitadas de impossibilidades, de brincadeiras disfarçadas e provocações morais com o objetivo de uma desistência...


Não seriam essas pitadas, o tempero que dissimuladamente resguarda seu sabor final? Quantas lutas terão de ser travadas antes que tomemos consciência de que não existe separação, que a guerrilha maior é a interna, com suas placas de sinalização duvidosas que nos mesmos criamos.

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